Mário Frias e Eduardo Bolsonaro buscam investimentos culturais no Bahrein em meio a polêmicas
em 18 de maio de 2026 às 16:58Mário Frias, deputado federal pelo PL-SP e produtor-executivo do controverso filme Dark Horse, acaba de retornar de uma verdadeira jornada diplomática por terras árabes. Acompanhado de Eduardo Bolsonaro, ele esteve no Bahrein, entre os dias 12 e 18 de junho de 2026, com a missão de apresentar propostas de cooperação no setor cultural e audiovisual. O objetivo declarado: atrair investimentos e abrir portas para produções brasileiras em solo internacional. No entanto, a viagem, que sacudiu os bastidores políticos de Brasília, acontece justamente quando Frias soma questionamentos na Justiça, envolvendo verbas públicas destinadas ao filme que enaltece a trajetória de Jair Bolsonaro.
No momento em que o país acompanha atento os desdobramentos do Caso Master, Frias e Eduardo buscam reverter o clima tenso com um roteiro internacional recheado de networking e tentativas de aliviar a pressão. Se vai dar certo? Siga lendo e tire suas próprias conclusões sobre esse emblemático enredo político-cultural.
O que você vai ler neste artigo:
Missão cultural no Bahrein: diplomacia ou cortina de fumaça?
A parada no Bahrein não saiu barata e tampouco despercebida. Segundo consta, todo o roteiro dos parlamentares foi custeado pelo próprio governo do Bahrein. Frias, que foi liberado da Câmara dos Deputados mediante pedido de licença oficial, nem sequer integra a comissão de cultura do órgão legislativo. Isso fez crescer a suspeita: o evento seria, realmente, uma busca legítima por acordos culturais ou apenas uma tentativa de melhorar a imagem pública em tempos turbulentos?
Em uma postagem estratégica na rede X, Frias garantiu estar empenhado em consolidar o Brasil “como referência cultural e criativa no mundo.” Ao lado de Eduardo Bolsonaro, ele reforçou o pedido por mais integração econômica, com foco no audiovisual.
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O polêmico financiamento do filme Dark Horse
Enquanto se multiplicam as aparições internacionais, os holofotes da Justiça não perdem o rastro de Mário Frias. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, aguarda há mais de um mês a manifestação formal do deputado sobre acusações sérias: um suposto uso irregular de emendas parlamentares para tirar do papel o filme Dark Horse. Esse longa, visto como peça-chave da ultradireita, ganhou as manchetes após o vazamento de áudios em que Flávio Bolsonaro negocia valores vultosos com Daniel Vorcaro, executivo do mercado financeiro e apontado como financiador informal da produção.
De acordo com documentos da investigação, Frias teria destinado diretamente R$ 2 milhões de emendas para a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme. Bia Kicis e Marcos Pollon, outros parlamentares do PL, aparecem na mesma lista de investigados. O STF busca entender se houve desvio de finalidade, mascarando financiamento de interesses ideológicos com dinheiro público.
Os bastidores da Go Up Entertainment
O caso ganhou contornos ainda mais complexos quando veio à tona o histórico da Go Up Entertainment, que figura no centro de apurações envolvendo não somente recursos federais, mas também verbas milionárias liberadas pela prefeitura de São Paulo para projetos de conectividade digital. A produtora, sob gestão de Karina Gama, é ligada a uma teia de empresas que receberam aportes por meio das famosas “emendas Pix” de deputados aliados de Bolsonaro.
Mesmo pressionada, a Go Up soltou nota negando qualquer participação de Vorcaro ou do Banco Master no financiamento do filme, alegando que os recursos vieram exclusivamente de investidores privados – cujo nome permanece em sigilo. Flávio Bolsonaro afirma que tudo não passa de perseguição política e defende uma CPI para investigar as ações do Banco Master, tentando driblar o foco do escândalo.
Investimentos culturais ou distração política?
Os passos de Frias pelo Bahrein levantaram debate sobre os reais interesses por trás da viagem. Enquanto o deputado tenta vender a imagem de gestor cultural internacional, setores da oposição enxergam apenas uma movimentação para desviar o foco das investigações que cercam o núcleo “BolsoFrias” e o financiamento de Dark Horse. Resta saber se a busca por investimentos em terras árabes será suficiente para apagar o incêndio que ameaça consumir sua carreira política.
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A ida de Mário Frias e Eduardo Bolsonaro ao Bahrein mostra que a disputa por narrativas culturais do bolsonarismo segue firme, mesmo diante de investigações pesadas. Se os investimentos prometidos de fato chegarão, só o tempo dirá. Para quem acompanha o noticiário de fofoca política, esses bastidores cheios de idas e vindas não poderiam ser mais interessantes.
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Perguntas frequentes
Qual foi o objetivo da viagem de Mário Frias ao Bahrein?
O objetivo principal foi apresentar propostas de cooperação no setor cultural e audiovisual para atrair investimentos internacionais.
Quem custeou a viagem de Mário Frias e Eduardo Bolsonaro ao Bahrein?
Segundo informações, o governo do Bahrein custeou toda a viagem dos parlamentares.
O que é o filme Dark Horse e por que é polêmico?
Dark Horse é um filme que exalta a trajetória de Jair Bolsonaro, investigado por suposto uso irregular de verba pública para sua produção.
Qual o papel da produtora Go Up Entertainment no caso Dark Horse?
A produtora Go Up Entertainment recebeu R$ 2 milhões em emendas parlamentares suspeitas e é investigada por possíveis desvios de finalidade.
Como a oposição vê a missão cultural no Bahrein realizada por Frias e Eduardo Bolsonaro?
Setores da oposição enxergam a viagem como uma tentativa de desviar o foco das investigações envolvendo o deputado e o financiamento do filme.