Empresário conhecido como ‘Elon Musk brasileiro’ está na mira por suposta pirâmide com carros elétricos
em 12 de abril de 2026 às 13:22O empresário Flávio Figueiredo Assis, chamado de “Elon Musk brasileiro”, virou assunto em todo o país após o Ministério da Fazenda apontar indícios de um esquema de pirâmide na sua montadora Lecar. A empresa, famosa nas redes sociais pela proposta ousada de fabricar carros elétricos e híbridos nacionais, é agora investigada por vender veículos por meio da chamada “Compra Programada”. Esses planos, além de não terem autorização do Ministério da Fazenda, possuem elementos clássicos de pirâmide financeira, de acordo com relatório oficial.
A notícia pegou muita gente de surpresa: usuários que já tinham sonhado em garantir seu carro nacional 100% elétrico agora encaram incertezas e dúvidas sobre o negócio. Enquanto isso, a Lecar justifica o modelo e diz que tudo está sendo feito às claras. Mas o Ministério Público Federal está com lupa em cima do caso e abriu inquérito para investigar as denúncias. Ficou curioso para entender como tudo chegou a esse ponto? Continue acompanhando para saber todos os detalhes que sacudiram o setor automotivo brasileiro.
O que você vai ler neste artigo:
As suspeitas em torno do modelo “Compra Programada”
O que levantou as suspeitas sobre a Lecar foi justamente a forma de comercialização dos automóveis. Clientes eram atraídos pela promessa de fazer pagamentos mensais sem juros, durante até 72 meses, e receber o veículo no meio desse prazo. Para entrar no esquema, era preciso desembolsar uma taxa de adesão. Esses elementos levantaram alertas no governo, principalmente porque a própria empresa admitiu depender de novos clientes para honrar entregas anteriores, característica altamente associada a pirâmides financeiras.
Outro detalhe apontado pelo Ministério da Fazenda foi o uso de estratégias de marketing com gatilhos de urgência e escassez, além de uma mensagem que sugeria ganhos fáceis, sem esforço ou investimento real. O relatório do órgão ainda alerta para uma possível violação do Código de Defesa do Consumidor, já que a Lecar anunciava vantagens que não eram comprovadas com produtos reais.
Relatório aponta risco e lista indícios de fraude
Em análise feita pela Secretaria de Prêmios e Apostas Esportivas, alguns pontos chamaram a atenção das autoridades federais:
- Pagamento de taxa para atuar como revendedor, ou seja, pagar para trabalhar;
- Produto (o carro) não validado e sem garantia de entrega;
- Dependência da entrada de novos consumidores para manter o negócio;
- Gatilhos psicológicos para acelerar vendas e garantir adesão rápida.
Tudo isso, de acordo com o relatório, “constitui forte indicativo de conduta potencialmente fraudulenta”, especialmente porque o negócio depende do aporte de terceiros para se manter, algo típico nos chamados esquemas de pirâmide.
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Ascensão meteórica da Lecar: do marketing arrojado à investigação oficial
A Lecar surgiu oficialmente em 2022, prometendo ser a primeira montadora de veículos elétricos e híbridos genuinamente brasileira. A inspiração não era segredo: referências à Tesla de Elon Musk eram explícitas até nas campanhas de divulgação, e Flávio Assis logo ganhou o apelido de “Elon Musk brasileiro”.
Mesmo sem fábrica ou carros homologados, a marca ostentava milhares de seguidores online e vídeos virais prometendo uma revolução na mobilidade nacional. O projeto previa um investimento de R$ 870 milhões na fábrica em Sooretama, Espírito Santo, com previsão de produção para 2027. Ao longo da trajetória, mudanças estratégicas — como a opção por híbridos em vez dos 100% elétricos — também geraram questionamentos sobre a viabilidade real da operação.
O que diz Flávio Assis sobre as acusações
Ao ser procurado, Assis negou que a Lecar seja uma pirâmide. Ele destaca que toda a comunicação do negócio é transparente e sem segredo, diferente das acusações feitas no relatório oficial. Segundo o empresário, a empresa não está escondendo nada: quem compra sabe que o carro, a fábrica e todos os processos ainda estão em desenvolvimento, reforçando que não há promessa enganosa de entrega imediata do veículo.
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Assis se recusou a revelar o número de carros “vendidos” ou de executivos na operação, mas garantiu que o atraso na construção da fábrica já era esperado, e que tudo está caminhando conforme o planejamento — ainda que em ritmo mais lento. Ele finalizou afirmando que clientes “acreditam na causa nacional”, apostando na retomada da indústria automotiva brasileira.
O caso envolvendo a Lecar escancarou como o setor de tecnologia e mobilidade ainda precisa ser vigiado de perto pelas autoridades. Se gostou desta fofoca quente e quer ficar sempre por dentro dos bastidores do mundo dos negócios, inscreva-se já em nossa newsletter e receba notícias exclusivas diretamente no seu e-mail. Não perca nenhuma novidade sobre o polêmico “Elon Musk brasileiro” e tudo que rola nos bastidores do setor automotivo!
Perguntas frequentes
O que é o esquema de pirâmide financeira apontado na Lecar?
É um modelo onde a empresa depende da entrada constante de novos clientes para pagar os anteriores, o que é ilegal e insustentável.
Como funcionava o modelo de ‘Compra Programada’ da Lecar?
Clientes pagavam uma taxa de adesão e parcelas mensais sem juros, com a promessa de receber o carro antes do fim do pagamento, mas sem garantia oficial.
Quais elementos levantaram suspeitas no esquema da Lecar?
Pagamentos antecipados, taxa para revendedores, ausência de carros homologados e dependência de novos clientes para manter o negócio.
Quem é Flávio Figueiredo Assis na relação com a Lecar?
É o empresário à frente da Lecar, conhecido como o ‘Elon Musk brasileiro’, e que nega as acusações de pirâmide financeira.
Qual a atual situação da investigação sobre a Lecar?
O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar as denúncias e investigar possíveis fraudes na comercialização dos veículos.