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Celebridades, Elon Musk

Criptomoeda verde que seduziu famosos e gigantes desmorona em 2025

Minha Fofoca em 21 de julho de 2025 às 13:19

Quem apostou na promissora criptomoeda verde MCO2, da Moss Earth, viu o cenário desmoronar com uma queda de mais de 99% no valor do ativo em pouco tempo. O cenário antes era de festa: celebridades, patrocinadores de peso como Flamengo e empresas como GOL e C6 Bank davam legitimidade ao token, vendido como uma solução inovadora para o mercado de créditos de carbono. Agora, a marca amarga polêmicas, reestruturação e críticas sobre sua credibilidade.

O MCO2 chegou a ser celebrado internacionalmente. Existia até a expectativa de conquistar bilionários, com nomes de peso como Elon Musk e Jeff Bezos sendo instrumentos de persuasão nos bastidores. Só que a ascensão meteórica do token MCO2 virou poeira após denúncias, investigações e uma sucessão de obstáculos que minaram a euforia em torno da criptomoeda. Entenda como a Moss Earth foi das manchetes de sucesso à crise sem precedentes — e por que o caso serve de alerta para investidores e fãs de finanças verdes.

Do estrelato à desvalorização: como a Moss virou símbolo de aposta arriscada

Por algum tempo, parecia impossível dar errado. O token MCO2 foi vendido como inovação disruptiva — seria a primeira moeda digital a compensar emissões de CO2 por meio de projetos ambientais. Seu momento de ouro veio entre 2021 e 2022, quando estava em alta, patrocinou o Flamengo e tinha parcerias valiosas. A GOL oferecia compensação de emissões via Moss para clientes e o C6 Bank divulgava ter zerado seu carbono com créditos da startup.

Só que o clima festivo escondeu problemas estruturais. Quando começaram as dúvidas sobre a autenticidade dos créditos de carbono e os critérios de preservação das áreas atreladas ao token, o valor da moeda despencou. De um patamar que passava dos R$ 100, o MCO2 é vendido atualmente por menos de R$ 1. Houve uma derrocada superior a 99%, arrastando a Moss Earth a uma reestruturação forçada e a demissões em massa.

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Conexões com bilionários, acusações e investigações

Nos e-mails internos da Moss, ficou claro que a estratégia era internacionalizar o token, mirando bilionários. O próprio ex-CEO, Luis Adaime, dizia que conectar a startup ao “Elon”, referência a Elon Musk, seria o próximo salto, enquanto negociava ativações nos bastidores. Nomes como Jeff Bezos e os irmãos Winklevoss estavam no radar para impulsionar o ativo, auxiliados por captadores americanos. Só que a onda de otimismo rapidamente foi substituída pela exposição de esquemas nebulosos ligados à base dos créditos, com a Polícia Federal investigando grilagem de terras relacionadas a fazendas que davam lastro ao token.

O parceiro Ricardo Stoppe Jr., alvo da Operação Greenwashing, foi acusado de compra de registros irregulares de terras, supostas propinas em cartórios e até lavagem de dinheiro. Quando o escândalo e as inconsistências vieram à tona, o encanto do “token verde” se desfez. O ex-CEO da Moss passou a se justificar publicamente, dizendo que a derrocada foi culpa das críticas internacionais e das mudanças no próprio mercado de carbono, mas o estrago já estava feito.

Empresa nega fim e promete foco em novos projetos

Com as redes sociais desatualizadas, investidor se queixa de sumiço dos sócios, e a empresa afirma que segue ativa, agora com atuação voltada ao desenvolvimento direto de projetos, sem tokenização. O atual CEO, Guilherme Rossetto, atribui ao mercado em retração e a ajustes internos de 2024 a paralisação do marketing, mas reforça a continuidade das atividades, assegurando busca por qualidade técnica e certificações rigorosas.

Sobre os contatos com Elon Musk e Jeff Bezos, a Moss minimiza: diz que houve apenas conversas comerciais naturais, sem garantias de adesão dos magnatas. E sobre as propriedades questionadas, afirma que as polêmicas surgiram somente em 2024, tempo depois do início da crise.

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O colapso da criptomoeda MCO2 mostra como euforia e discursos ambientais podem esconder riscos sérios para investidores desavisados. Por ora, a Moss Earth tenta apagar o incêndio e seguir em frente, ainda sem ter recuperado o brilho do seu auge.

Se você ficou chocado com os bastidores dessa criptomoeda verde, prepare-se: no mundo das finanças, os altos e baixos podem ser ainda mais dramáticos do que se imagina. Para receber as próximas fofocas quentes e notícias exclusivas sobre o mercado de investimentos, inscreva-se agora mesmo em nossa newsletter — é de graça e não perde nada!

Perguntas frequentes

Como funcionava a emissão de créditos de carbono da MCO2?

O modelo previa tokenizar cada crédito de CO₂ gerado por projetos de preservação, transformando-os em unidades MCO2 negociáveis em blockchain.

Quais fatores motivaram a derrocada do valor do MCO2?

Dúvidas sobre a veracidade dos créditos, denúncias de grilagem de terras e investigações de irregularidades minaram a confiança, fazendo o preço despencar.

Que papel tiveram as celebridades e patrocinadores na divulgação do token?

Clubes como o Flamengo e empresas como GOL e C6 Bank associaram suas marcas ao projeto, atraindo atenção — mas também ampliando o impacto negativo quando as polêmicas vieram à tona.

O que a Moss Earth alega para justificar a crise?

A empresa atribui a queda à volatilidade do mercado de carbono e a críticas internacionais, garantindo seguir ativa com novos projetos sem tokenização.

Como investidores podem evitar riscos em criptomoedas verdes?

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