Washington Reis rompe com Bolsonaro e fecha aliança surpreendente com Paes para 2026
em 18 de fevereiro de 2026 às 17:07O cenário político do Rio de Janeiro para 2026 ganhou novos contornos com o rompimento de Washington Reis com a família Bolsonaro e seu inesperado acordo com Eduardo Paes. A notícia sacudiu os bastidores: Reis, tradicional aliado do clã bolsonarista e presidente estadual do MDB, não apenas levou o partido para a pré-campanha de Paes como também indicou a própria irmã, a advogada Jane Reis, para vice na chapa.
A articulação foi oficializada após reuniões sigilosas e ameaça mudar o mapa eleitoral fluminense – principalmente porque o MDB comanda várias prefeituras e exibe musculatura decisiva, sobretudo na Baixada, reduto dos Reis. A virada repentina pegou de surpresa os apoiadores de Flávio Bolsonaro e Claudio Castro, que contavam com o MDB para compor suas alianças em 2026. Se quer entender como essa reviravolta se deu e por que ela pode transformar a corrida eleitoral no Rio, continue a leitura.
O que você vai ler neste artigo:
A costura dos bastidores: MDB troca de lado e Paes já tem vice
O movimento de Washington Reis acontece em um momento delicado de sua carreira política. Após ter a candidatura ao governo ameaçada por um processo de inelegibilidade no STF, ele acelerou conversas com Eduardo Paes. O resultado foi um acordo triplo: leva o MDB para o lado do prefeito carioca, garante a inclusão de uma mulher com perfil evangélico na chapa – agregando votos de um segmento vital – e solidifica o domínio da família Reis na estratégica Baixada Fluminense.
Jane Reis, irmã do cacique emedebista, surge como aposta que pode ampliar ainda mais o diálogo da chapa com setores conservadores. Ligada à Assembleia de Deus e ativa em projetos sociais, Jane deve reforçar o apelo ao eleitorado feminino e religioso, um dos mais mobilizados no Estado.
Antes dessa decisão, Reis havia colocado o nome do irmão Rosenverg Reis à disposição, mas Paes bateu o martelo pela escolha de uma mulher, priorizando diversidade e conexão com o eleitorado evangélico. Nomes como Rogério Lisboa e Wladimir Garotinho também circularam nos bastidores, mas perderam força com a entrada do MDB no acordo.
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Impactos políticos: Bolsonaro isolado e MDB volta ao protagonismo
A aliança surpreendente mexe com várias peças do tabuleiro eleitoral. Em público, Washington Reis dizia contar com ‘apoio incondicional’ de Jair Bolsonaro, citava amizade de décadas e laços forjados na Baixada. No entanto, a conjuntura mudou – e rápido.
Sem poder concorrer diretamente, Reis optou pelo pragmatismo: garantir que a família continue influente nas decisões estaduais, mesmo que isso signifique virar as costas aos bolsonaristas. Essa operação enfraquece os planos de Flávio Bolsonaro, que tentava costurar um palanque robusto ao lado de Claudio Castro e via no MDB um ativo estratégico. Agora, seus aliados precisarão recalcular rotas para sobreviver à disputa que se arma em torno de Paes.
Com a chapa do PSD encorpada, Paes evita ser visto exclusivamente como candidato de Lula, equilibrando alianças com grupos mais amplos e diversificados. Além disso, a velha guarda do MDB – antes eclipsada pelo escândalo da Lava Jato – ganha nova sobrevida e a chance de voltar ao centro das decisões, aproveitando o espaço aberto por Reis e suas articulações com figuras-chave do partido.
Negociações intensas e impacto no Senado
A entrada do MDB não encerrou as negociações. Paes ainda mantém aberta a segunda vaga ao Senado, estratégia para agregar mais apoios, enquanto uma primeira vaga já está prometida à deputada Benedita da Silva (PT), sinalizando uma campanha de alianças amplas e pragmáticas.
Esse novo arranjo expõe as fragilidades do bloco liderado por Castro e Flávio Bolsonaro e fortalece a posição de Paes para buscar, em 2026, o governo do Estado em uma base até então impensável. O movimento também consolida a força do MDB na retomada do protagonismo fluminense, sem o desgaste de confrontos diretos com outras legendas tradicionais.
Nos próximos meses, os efeitos desse acordo devem ecoar por toda a política carioca. Se a manobra dará o resultado esperado e consolidará Paes como favorito ao Palácio Guanabara só o tempo e as urnas dirão – mas o primeiro grande lance de 2026 já foi dado.
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Com a palavra-chave ‘Washington Reis’ no centro das atenções, a política fluminense mostra que alianças improváveis e mudanças de última hora ainda movem o tabuleiro. Essa virada promete render muitos capítulos nos bastidores até as eleições e pode definir para que lado vai pender o coração do eleitor carioca.
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Perguntas frequentes
Quem é Washington Reis e qual seu papel na política do Rio de Janeiro?
Washington Reis é o presidente estadual do MDB e um influente político fluminense que lidera várias prefeituras na Baixada Fluminense.
Qual a importância da indicação de Jane Reis como vice na chapa de Eduardo Paes?
Jane Reis, ligada à Assembleia de Deus e ao segmento evangélico, amplia o apelo da chapa para eleitores religiosos e femininos, fortalecendo a base de apoio.
Como a aliança entre Washington Reis e Eduardo Paes impacta a base eleitoral de Bolsonaro?
A aliança sinaliza um enfraquecimento da influência de Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, isolando-os e desarmando suas estratégias locais.
Quais são as estratégias políticas de Eduardo Paes para as eleições de 2026?
Paes busca formar uma ampla base de apoio diversificada, incluindo o MDB e o segmento evangélico, além de negociar vagas para o Senado para ampliar alianças.
Qual é o cenário futuro para as eleições do Rio de Janeiro após essa aliança?
A aliança reforça a candidatura de Paes, movimenta o MDB e pode redesenhar o mapa eleitoral fluminense, tornando a disputa de 2026 mais competitiva e imprevisível.