Trump faz retorno explosivo à ONU e agita cenário internacional em 2025
em 20 de setembro de 2025 às 19:01O aguardado retorno de Donald Trump à Assembleia Geral da ONU está movimentando Nova York e colocando líderes mundiais sob forte expectativa nesta semana. Em um momento marcado por conflitos em Gaza e na Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos faz sua reestreia na tribuna, reacendendo debates acalorados sobre segurança internacional, financiamento global e o papel dos EUA diante das crises.
Logo de cara, Trump promete não passar despercebido: seu segundo mandato à frente da Casa Branca já é emblemático por polêmicos cortes em ajudas estrangeiras, choque nas relações internacionais e uma postura incisiva em fóruns multilaterais. Não à toa, a 80ª Assembleia Geral será palco de discussões decisivas para o futuro da ONU e para o equilíbrio diplomático no planeta.
O que você vai ler neste artigo:
Trump na ONU: promessas, cortes e clima de tensão
A presença do líder americano na sessão deste ano não poderia ser mais significativa. Com a ONU completando 80 anos, Trump chega defendendo redução de orçamento dos Estados Unidos para a organização e questionando o envolvimento do país em órgãos como o Conselho de Direitos Humanos e a Unesco. Seu histórico de confrontos com o acordo climático de Paris e a Organização Mundial da Saúde, aliás, ganha novo fôlego neste ciclo de discursos e votações.
Fontes diplomáticas apontam que Trump deve adotar tom de autossuficiência no púlpito: além de exaltar supostas conquistas do governo, comenta-se nos corredores que o presidente pode até reforçar sua campanha pelo Prêmio Nobel da Paz — em meio às tensões que ele próprio ajudou a alimentar no xadrez global.
Os bastidores da Assembleia e as expectativas para 2025
Com quase 150 chefes de Estado ou governo confirmados e dezenas de ministros circulando pelo edifício-sede da ONU, o evento será o epicentro das decisões políticas neste semestre. O secretário-geral António Guterres já deixou claro que a situação é delicada — as divisões políticas se acirraram, o planeta sofre com mudanças climáticas alarmantes e a cooperação internacional enfrenta um teste de fogo.
É esperado também o primeiro encontro formal entre Trump e Guterres desde o regresso do republicano à Casa Branca. Ambos terão como desafio alinhar interesses divergentes diante do crescimento da impunidade em conflitos armados e da pressão para que a ONU mostre resultados mais concretos diante do Conselho de Segurança, frequentemente paralisado pelo direito de veto entre Estados Unidos e Rússia.
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Guerras e impasses: Gaza, Ucrânia e as jogadas dos bastidores
O pano de fundo geopolítico não poderia ser mais complexo. A guerra em Gaza e o prolongado confronto na Ucrânia colocam à prova a capacidade da diplomacia internacional em buscar saídas pacíficas, enquanto a discussão sobre reconhecimento do Estado palestino ganha força entre países ocidentais. As tensões com o Irã e as ameaças nucleares tornam o ambiente ainda mais instável.
Analistas alertam para a possibilidade de negociações paralelas decisivas durante os seis dias do encontro, sobretudo diante do crescente clamor por mudanças que reflitam um novo equilíbrio de poder no Conselho de Segurança. Nomes influentes da diplomacia enxergam esta semana como uma verdadeira “Copa do Mundo da diplomacia” — expressão usada pelo próprio Guterres para ilustrar a importância do momento.
Com a volta de Trump ao holofote da ONU, o mundo observa atentamente cada movimento de líderes e assessores, à espera de soluções reais ou de novos embates que podem redefinir os rumos da política internacional.
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Com o retorno de Donald Trump à cena diplomática, a Assembleia Geral da ONU ganha contornos de espetáculo e tensão aos olhos do planeta. As decisões tomadas – ou impedidas – nesta semana podem impactar profundamente as estratégias de paz mundial e o papel dos EUA no cenário internacional.
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Perguntas frequentes
Como funciona a Assembleia Geral da ONU?
A Assembleia Geral da ONU é um fórum onde todos os 193 Estados-membros podem debater e votar sobre questões globais, promovendo cooperação internacional e decisões coletivas.
Qual o papel dos Estados Unidos na ONU?
Os EUA são um dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, com direito a veto, além de serem um dos maiores financiadores das operações da organização.
O que significa o direito de veto na ONU?
O direito de veto permite que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) bloqueiem resoluções, impedindo decisões que contrariem seus interesses.
Quais são os principais desafios enfrentados pela ONU atualmente?
Os desafios incluem conflitos armados como em Gaza e Ucrânia, mudanças climáticas, tensões diplomáticas entre potências e a necessidade de reformas para garantir eficácia nas decisões.
Como o retorno de Trump pode influenciar as decisões na ONU?
Trump pode intensificar debates sobre financiamento, políticas multilaterais e segurança, impactando negociações e alianças, dada sua postura crítica e controversa nos fóruns internacionais.