Trump intensifica ataque ao Brics e coloca relações com Brasil em xeque em 2025
em 6 de agosto de 2025 às 08:04O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mirar suas críticas e ações contra o Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China, Irã, Etiópia, Indonésia, África do Sul, Emirados Árabes e Egito. Em uma medida que sacudiu o ambiente diplomático, Trump autorizou a imposição de tarifas de até 50% sobre produtos de países do grupo, incluindo o Brasil. O gesto não apenas agitou o comércio internacional, mas também escancarou uma forte reação à recente expansão e influência política do bloco.
Entre acusações de tratamento injusto a aliados e ameaças de sanções, Trump vê o Brics como um concorrente direto do poder econômico e geopolítico americano. O movimento agora soa como uma verdadeira reviravolta nas relações internacionais em 2025, e especialistas alertam para possíveis efeitos colaterais tanto na economia global quanto na estabilidade das alianças tradicionais.
O que você vai ler neste artigo:
Por que Trump não esconde o incômodo com o Brics?
O desconforto de Trump com o Brics não surgiu do nada. O bloco representa quase metade da população mundial e movimenta cerca de 40% da riqueza produzida no planeta. Desde a expansão do grupo, que recebeu novos membros e atrai interesse de outros países, as declarações do presidente americano ganharam tom de alerta. Ele já afirmou, em tom duro, que o Brics é um “ataque ao dólar” e prometeu não tolerar nenhuma iniciativa que coloque a moeda americana em risco.
Análises indicam que o Brics ganhou força nos últimos anos ao propor alternativas ao dólar em transações comerciais internas. O bloco aposta na ampliação do uso das moedas nacionais e até debate abertamente a criação de uma nova moeda própria. O avanço dessas discussões preocupa Washington, que depende do dólar como alvo de poder geopolítico desde o pós-guerra.
Nova ordem econômica desafia hegemonia dos EUA
Além da ameaça direta ao dólar, Trump acusa o Brics de incentivar uma ordem internacional mais descentralizada. O grupo investe pesado em estruturas financeiras alternativas, como o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), e pede reformas em instituições tradicionais, como FMI e Banco Mundial. O objetivo é aumentar o poder de decisão dos países em desenvolvimento e, com isso, desafiar a longa predominância dos Estados Unidos no cenário global.
Essa nova postura reflete-se também na política externa brasileira. O presidente Lula defende há tempos a adoção de uma moeda alternativa ao dólar e incentiva o comércio mais livre entre os membros. Para Trump, essa postura só fortalece a visão de que o Brics se opõe à agenda e aos interesses americanos.
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Brasil na mira: tarifas elevadas e tensão política
O Brasil passa a ser protagonista nas ações do governo Trump. O anúncio de tarifas de 50% sobre quase 700 produtos brasileiros deixou empresários e políticos em alerta máximo. Segundo o presidente dos EUA, a medida também seria uma resposta ao processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, velho aliado do republicano. O gesto foi visto como uma provocação política sem precedentes e reforçou a tensão diplomática entre os países.
Vale lembrar que o comércio Brasil-EUA ainda resulta em superávit para os americanos, o que torna a atitude de Trump ainda mais controversa. Especialistas enxergam a escalada tarifária como estratégia de pressão geopolítica: atacar o elo sul-americano do Brics para fragilizar o bloco como um todo.
Impactos no bloco e consequências a longo prazo
Analistas apostam que, mesmo diante de ameaças, o Brics pode sair mais unido da crise criada pela política de Trump. Tentativas de dividir os membros ou negociar vantagens bilaterais já ocorrem, mas a tendência é de que as ofensivas aumentem a solidariedade interna diante da pressão externa. O próprio Brasil já deu sinais de buscar alternativas de cooperação fora do domínio americano.
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Por outro lado, os Estados Unidos correm o risco de retaliação dos mercados e de fortalecerem ainda mais a imagem de decadência relativa frente a potências como China e Índia, que hoje aparecem como parceiros estratégicos em um tabuleiro geopolítico cada vez mais complexo.
Em meio a tantas alfinetadas entre Trump e o Brics, resta ao Brasil e outros membros do bloco negociarem cautelosamente cada passo. Para os observadores de plantão, qualquer deslize pode virar um efeito dominó no xadrez internacional. Se você gostou desta análise completa e quer saber em primeira mão todos os bastidores das grandes disputas globais, inscreva-se em nossa newsletter e receba as próximas fofocas assim que elas surgirem!
Perguntas frequentes
Quais países fazem parte do BRICS atualmente?
O BRICS reúne Brasil, Rússia, Índia, China, Irã, Etiópia, Indonésia, África do Sul, Emirados Árabes e Egito.
Como as tarifas de Trump impactam as exportações brasileiras?
As tarifas de até 50% encarecem produtos brasileiros nos EUA, reduzem a competitividade, afetam o superávit comercial e pressionam empresários locais.
O que é o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do BRICS?
O NDB é uma instituição financeira criada pelos países do BRICS para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável sem depender do FMI ou Banco Mundial.
Quais riscos a economia global corre com essa disputa tarifária?
O aumento de tarifas pode desencadear retaliações, interromper cadeias de suprimento, elevar custos ao consumidor e ameaçar a estabilidade das alianças tradicionais.
Como o Brasil pode reagir às medidas de Trump?
O Brasil pode buscar acordos alternativos de comércio, diversificar mercados de exportação, intensificar negociações multilaterais e fortalecer parcerias intra-BRICS.