Pesquisa Quaest 2025: Rejeição de Bolsonaro dispara para 64%, Lula marca 52% e Tarcísio chega a 40%
em 18 de setembro de 2025 às 16:58Os bastidores políticos nacionais estão pegando fogo com os resultados da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira. Os números do levantamento, realizado com eleitores entre os dias 12 e 14 de setembro, escancaram a alta rejeição de Jair Bolsonaro, que atingiu seu pico histórico: 64% dos brasileiros afirmaram que não votariam no ex-presidente de jeito nenhum. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva também enfrenta forte resistência, com 52% de rejeição. Já o governador paulista Tarcísio de Freitas viu sua rejeição subir para 40%, refletindo sua projeção crescente no cenário nacional.
Esse aumento na rejeição dos principais nomes da política agita a corrida antecipada para as eleições, influenciando articulações e estratégias dos partidos de olho em 2026. Confira, a seguir, como cada personagem da pesquisa está se posicionando e como isso pode mexer no xadrez eleitoral.
O que você vai ler neste artigo:
Bolsonaro no topo da rejeição: o efeito desgaste e o peso das polêmicas
O levantamento Genial/Quaest trouxe um sinal vermelho para o ex-presidente Jair Bolsonaro: o índice de rejeição saltou sete pontos, atingindo 64%. Esse é o maior patamar já registrado pelo político, reflexo direto do acirramento dos debates em Brasília e dos embates com o Judiciário, especialmente após as últimas manifestações públicas e anúncios de novas investigações.
Aliados enxergam o desgaste como resultado de dois fatores: o eco das crises dos últimos anos de governo e sua postura combativa contra instituições, que acirrou tanto sua base quanto a rejeição no eleitorado mais moderado. A polarização segue forte, mas o desafio para Bolsonaro agora é reconquistar parcela do público que já não se identifica com seu discurso radical.
Leia também: Famosos se unem e reagem à PEC da blindagem: veja quem falou e o que esperam para 2025
Leia também: Trump intensifica pressão militar no Caribe e mira regime de Maduro em 2025
Lula sente o peso da antipatia, mas mantém força eleitoral
Enquanto a rejeição de Bolsonaro dispara, Lula também não tem motivos para comemorar. O presidente segue enfrentando uma rejeição significativa de 52%, um ponto acima do último levantamento. A marca mostra que parte do eleitorado mantém resistência à volta do petista ao poder, alimentada por escândalos do passado e pela insatisfação econômica dos últimos meses.
Apesar do índice alto, Lula ainda desfruta de elevada notoriedade: apenas 2% dos entrevistados declararam não conhecê-lo e, entre os que conhecem, 46% afirmaram que poderiam votar nele. Ou seja, mesmo enfrentando antipatia, Lula preserva capital eleitoral relevante para uma eventual disputa presidencial, diferentemente de nomes menos conhecidos na pesquisa.
Tarcísio de Freitas cresce em exposição e rejeição no cenário nacional
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, é outro protagonista na pesquisa Quaest. Sua rejeição subiu de 32% em março para 40% em setembro, acompanhando sua ascensão no debate nacional. O aumento se explica pela maior exposição ao entrar de vez na mira dos holofotes, principalmente por suas declarações polêmicas contra o ministro Alexandre de Moraes e articulações em Brasília a favor da pauta da anistia aos envolvidos em atos antidemocráticos.
Curiosamente, Tarcísio ainda é um nome pouco conhecido nacionalmente: 34% dos eleitores afirmaram não saber quem ele é. Entre os que conhecem, 26% disseram que votariam nele, índice animador para quem busca alcançar o comando do Planalto nos próximos anos.
Comparativo com outros presidenciáveis indica caminhos abertos
A pesquisa ainda destacou outros nomes relevantes no jogo sucessório, como Eduardo Bolsonaro (68% de rejeição), Michelle Bolsonaro (61%) e Ciro Gomes (60%). Por outro lado, possíveis candidatos de direita como Ratinho Jr., Romeu Zema e Ronaldo Caiado apresentaram índices de rejeição inferiores a 40%, muito por ainda serem desconhecidos fora de seus estados.
Leia também: Vídeo com críticas a Janja: empresária é confundida com governadora do Amazonas
Os dados também confirmam Tarcísio como herdeiro natural do eleitorado bolsonarista. Ele lidera como preferido para suceder Bolsonaro entre os apoiadores do ex-presidente, superando Michelle e Eduardo Bolsonaro.
O cenário revelado pela pesquisa Quaest em setembro mostra que o clima político continua carregado de tensões e indecisões, com rejeições em alta entre os principais protagonistas. Em síntese, a busca por novos nomes ou narrativas ganha ainda mais força à medida que as eleições se aproximam e as estratégias começam a ser redesenhadas. Se você curtiu ficar por dentro desses bastidores, não deixe de assinar nossa newsletter para receber tudo em primeira mão e nunca perder uma boa fofoca dos corredores do poder!
Perguntas frequentes
Como a pesquisa de rejeição influencia a campanha eleitoral?
Os índices de rejeição indicam quais candidatos enfrentam resistência, impactando como trabalham suas estratégias para ampliar apoio e conquistar eleitores indecisos.
Por que Tarcísio de Freitas tem alta rejeição mesmo sendo pouco conhecido?
Sua exposição crescente e declarações polêmicas elevaram a rejeição, mesmo com parte do eleitorado ainda desconhecendo-o completamente.
O que pode causar a variação da rejeição entre candidatos políticos?
Fatores como crises no governo, escândalos, postura pública e posicionamentos em temas polêmicos podem aumentar ou diminuir a rejeição entre eleitores.
Qual a importância da notoriedade para um candidato reduzir sua rejeição?
Maior conhecimento do eleitor pode proporcionar chance de ampliar simpatia e a base de eleitores, diminuindo a rejeição por meio de estratégias de comunicação.
Como os candidatos influenciam a polarização política conforme a pesquisa?
Candidatos com discursos mais radicais tendem a intensificar a polarização, atraindo bases fiéis, mas também aumentando a rejeição em eleitores moderados.