Protestos explodem no Irã e Khamenei culpa Trump pelo caos nas ruas em 2026
em 9 de janeiro de 2026 às 10:40O cenário político iraniano ganhou novos ares de tensão em janeiro de 2026, após uma onda inédita de protestos sacudir as principais cidades do país. Os manifestantes desafiaram as barreiras impostas pelo governo, enfrentaram cortinas de fumaça e até o bloqueio total da internet. Acuado, o líder supremo Ali Khamenei se pronunciou em tom duro: para ele, os protestos são fruto da influência de Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos. Khamenei disparou críticas afirmando que os iranianos estavam “destruindo suas próprias ruas para agradar o presidente de outro país” – em referência direta a Trump que, por sua vez, reiterou publicamente seu apoio aos manifestantes e ameaçou retaliar caso o governo iraniano reprimisse com violência.
As cenas vistas nas últimas noites em Teerã e em várias províncias revelam a gravidade do momento. Mesmo com linhas telefônicas cortadas e acesso à internet bloqueado, vídeos circulam mostrando multidões enfrentando a força policial, fogueiras ao longo das avenidas e gritos por liberdade. É um retrato fiel da insatisfação crescente, agravada pelo colapso econômico e pela pressão internacional.
O que você vai ler neste artigo:
O estopim: crise econômica e apelos de Reza Pahlavi
Embora as raízes do movimento estejam na deterioração econômica do Irã, as manifestações ganharam força após declarações de Reza Pahlavi, o príncipe herdeiro que vive no exílio. Ele convocou o povo a sair às ruas exatamente às 20h de dois dias seguidos, o que praticamente parou a rotina do país.
Mais do que simples protestos contra a crise, os atos se transformaram em clamores pela queda da República Islâmica e pelo retorno dos valores anteriores à Revolução de 1979. Gritos exaltando o antigo xá ecoaram por bairros inteiros de Teerã, algo impensável até pouco tempo atrás sob o regime de Khamenei e que historicamente poderia render até pena de morte.
A repressão veio rápida: segundo a agência HRANA, ao menos 42 pessoas morreram e mais de 2.200 foram detidas nos confrontos até o momento. O governo acusa países como Estados Unidos e Israel de estarem por trás dos tumultos, classificando os manifestantes como “agentes terroristas estrangeiros”.
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Silêncio oficial, blackout digital e reações internacionais
Assim que a movimentação popular atingiu níveis alarmantes, a resposta estatal foi enfática: bloqueio absoluto da internet e das ligações internacionais. Diversos veículos de imprensa local também saíram do ar, restando apenas a narrativa oficial através da TV estatal, que noticiou “violência generalizada” e danos a veículos públicos e privados.
Novo capítulo nos embates entre Teerã e Washington
Enquanto isso, Trump aproveitou o momento para reforçar sua postura linha-dura. Destacou que o regime iraniano “pagaria caro” caso reprimisse de forma letal os protestos. Em entrevistas, o ex-presidente chegou a insinuar que Khamenei estaria planejando deixar o país, alimentando ainda mais boatos nos bastidores sobre possíveis mudanças no poder. Essa troca de farpas reacende a rivalidade entre Irã e EUA, potencializando o impacto internacional das manifestações.
Os próximos passos e o clima nas ruas após o blackout
As manifestações, que começaram com pautas econômicas, agora deixam claro o descontentamento geral da população com décadas de repressão e instabilidade. Analistas acreditam que o apoio público de figuras como Trump e Reza Pahlavi, somados ao colapso do rial e ao isolamento digital, criam um terreno fértil para transformações políticas profundas.
No entanto, com a persistência do bloqueio de informações, é difícil calcular a real dimensão dos protestos e o número de vítimas. O clima é de expectativa, com muitos atentos ao próximo chamado de Pahlavi e às possíveis reações do governo, que até o momento se mantém intransigente quanto ao diálogo com os manifestantes.
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O Irã vive dias decisivos. À medida que a população resiste nas ruas, o regime responde com repressão e bloqueios. A disputa de narrativas entre Khamenei e Trump serve apenas para inflamar ainda mais os ânimos. Quem acompanha de longe percebe o tamanho do impasse: o país está diante do maior desafio ao seu sistema em décadas e o desfecho permanece imprevisível.
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Perguntas frequentes
Quais foram os principais fatores que motivaram os protestos no Irã em 2026?
Os protestos foram motivados principalmente pela grave crise econômica, o colapso da moeda local, e o descontentamento com a repressão e instabilidade política no país.
Como o governo iraniano respondeu aos protestos nas ruas?
O governo respondeu com repressão violenta, prisões em massa, bloqueio total da internet, censura da imprensa e acusações contra estrangeiros de incitarem a violência.
Quem é Reza Pahlavi e qual seu papel nas manifestações?
Reza Pahlavi é o príncipe herdeiro em exílio que convocou os iranianos a protestarem, encorajando o movimento por mudanças no regime e pelo retorno aos valores pré-revolucionários.
Qual foi a postura de Donald Trump em relação aos protestos no Irã?
Donald Trump apoiou publicamente os manifestantes, acusou o regime iraniano e ameaçou retaliar caso houvesse repressão violenta aos protestos.
Quais são os desafios para monitorar a situação dos protestos no Irã?
O principal desafio é o bloqueio da internet e das comunicações, que limita a circulação de informações e dificulta o acesso a dados reais sobre as manifestações e vítimas.