PL avalia desempenho de Flávio Bolsonaro na primeira pesquisa Quaest de 2026
em 14 de janeiro de 2026 às 17:04Flávio Bolsonaro voltou a ser assunto no meio político após a divulgação dos números da primeira pesquisa Quaest de 2026. O levantamento, divulgado na última quarta-feira, mostrou um crescimento tímido do senador do PL-RJ, acendendo debates acalorados nos bastidores do Partido Liberal sobre o real potencial do filho mais velho do ex-presidente como candidato à Presidência.
Para colocar ainda mais fogo no cenário, o desempenho de Flávio, que alcançou 32% no seu melhor quadro, esbarrou em obstáculos políticos internos e externos. Lideranças do PL, que apostavam em um impulso mais robusto logo neste início de ano eleitoral, receberam os resultados com uma mistura de alívio e preocupação.
Quer saber o que rolou nos bastidores da reação do PL? Vem comigo e confira os detalhes dessa novela política!
O que você vai ler neste artigo:
Por dentro da pesquisa: números aquém do esperado
O levantamento da Quaest trouxe dados importantes para entender a temperatura das alianças de 2026. No cenário mais otimista, sem concorrentes como Ratinho Jr. (PSD), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio Bolsonaro salta para 32% das intenções de voto. Contudo, basta esses nomes entrarem no páreo para o senador ficar restrito a cerca de 23%, revelando a dependência do PL em torno de articulações alternativas.
Mesmo assim, há quem considere esse patamar “razoável”. Dirigentes do partido avaliam que, apesar de ser superior aos 27% registrados em dezembro, esse crescimento se concentra em cenários pouco prováveis. A preocupação é que, com os principais concorrentes na disputa, Bolsonaristas fiquem reduzidos a um eleitorado fiel, mas insuficiente frente a adversários de peso.
Leia também: Itália reforça laços com Venezuela após queda de Maduro: representação diplomática ganha novo status
Leia também: Lula aposta em soberania nacional para impulsionar reeleição em 2026
Estratégias do PL para impulsionar Flávio
A expectativa do PL agora se concentra em dois pontos essenciais: definir de vez o jogo das candidaturas e apostar na exposição midiática de Flávio. O partido planeja explorar ao máximo o tempo de TV, cultos evangélicos, agendas em grandes cidades e até mesmo o tradicional corpo a corpo em feiras e passeatas. Tudo para tentar consolidar o nome do senador como alternativa à direita, caso Tarcísio permaneça fora do pleito.
Influência direta do ex-presidente e polêmica dos ministérios
Por trás dos bastidores, quem realmente comanda o roteiro da campanha é ninguém menos que Jair Bolsonaro, que mesmo enclausurado na carceragem da PF em Brasília, segue orientando o filho em todas as etapas. Uma das apostas é antecipar a lista de futuros ministros, repetindo a fórmula que deu certo em 2018, quando anunciou Paulo Guedes na Economia.
Porém, ao revelar que seu irmão Eduardo Bolsonaro seria indicado ao Itamaraty, Flávio arranhou alianças com o Centrão. O gesto foi visto por caciques políticos como um equívoco estratégico, ampliando as incertezas diante das negociações com PSD e União Brasil.
O impasse das alianças e o cenário para o segundo turno
O PSD, comandado por Gilberto Kassab, decidiu não abrir mão de candidatura própria e descarta apoio imediato ao PL. O União Brasil também pretende seguir até o fim com o projeto de Ronaldo Caiado. As portas da composição só devem se abrir, se houver, em um eventual segundo turno. Até lá, Flávio Bolsonaro deve enfrentar dificuldades para ampliar sua base, já que o Centrão ficou ressabiado após a polêmica do Itamaraty.
No caso de um embate direto contra Lula, os números ainda sinalizam desvantagem: Flávio apareceria com 38% contra 45% do petista, segundo a Quaest. Votos brancos, nulos e indecisos atingem 17%, indicando espaço para reviravoltas, mas exigindo trabalho dobrado do senador e do PL.
Leia também: Eduardo Bolsonaro surpreende ao comparar prisão do pai à de Maduro e dispara: ‘Tenho inveja’
O desempenho de Flávio Bolsonaro na primeira Quaest de 2026 deixou claro que o caminho para o Planalto está longe de ser simples para o PL. Sem alianças firmes e com adversários de peso, muito ainda vai depender do ritmo de campanha e da habilidade do partido em contornar crises. Caso as próximas pesquisas tragam resultados mais animadores, o cenário pode mudar. Agora, se o quadro estacionar, o PL terá de rever sua estratégia eleitoral rapidamente.
Curtiu esse panorama exclusivo da política? Então não deixe de se inscrever em nossa newsletter para ficar por dentro dos bastidores e receber, em primeira mão, todas as fofocas e novidades quentinhas do mundo eleitoral!
Perguntas frequentes
Como a presença de outros candidatos afeta as intenções de voto em Flávio Bolsonaro?
Quando concorrentes como Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Tarcísio de Freitas entram na disputa, as intenções de voto em Flávio Bolsonaro caem de 32% para cerca de 23%, demonstrando o impacto da concorrência em seu desempenho.
Qual a importância da exposição midiática para a campanha de Flávio Bolsonaro?
A exposição midiática é fundamental para ampliar o reconhecimento do senador, incluindo o uso do tempo de TV, participação em cultos evangélicos, eventos públicos e contatos diretos com eleitores, fortalecendo sua imagem como alternativa política.
De que forma Jair Bolsonaro continua influenciando a campanha do filho?
Apesar da prisão, Jair Bolsonaro orienta diretamente as estratégias de campanha de Flávio, inclusive antecipando anúncios de possíveis ministros para atrair eleitores e aliados, repetindo táticas usadas na eleição de 2018.
Quais obstáculos enfrentam as alianças políticas do PL para a campanha de 2026?
O PL enfrenta resistência do PSD e União Brasil, ambos mantendo candidaturas próprias e negando apoio imediato, além de atritos internos causados por movimentações como a indicação de Eduardo Bolsonaro ao Itamaraty, que desgastou negociações.
Como está o cenário para um possível segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula?
Na pesquisa Quaest, Lula lidera com 45% contra 38% de Flávio Bolsonaro, enquanto 17% estão indecisos ou votarão branco/nulo, mostrando que embora haja vantagem, o resultado pode ser alterado com mudanças nas campanhas.