Deputado Mario Frias nega envolvimento em polêmica do filme de Bolsonaro
em 28 de maio de 2026 às 17:10A novela envolvendo o deputado federal Mario Frias e a produção do polêmico filme sobre Jair Bolsonaro parece longe de um final. O parlamentar, figura recorrente nas notícias políticas e de entretenimento, se posicionou enfaticamente diante das acusações de que teria usado uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões para favorecer a cinebiografia do ex-presidente. Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, Frias descreveu as alegações como “infundadas e difamatórias” — um verdadeiro balde de água fria para quem esperava uma reviravolta no escândalo.
A acusação foi apresentada pela deputada Tabata Amaral, que provocou uma reviravolta ao contestar publicamente a destinação dos recursos. O caso ganhou ainda mais destaque após novos detalhes emergirem e o escândalo alcançar candidatos de peso do cenário nacional. Sigamos, então, com os bastidores dessa trama cheia de nuances que mexeu com Brasília.
O que você vai ler neste artigo:
O que está por trás da denúncia contra Mario Frias
Segundo a denúncia apresentada ao STF, as emendas parlamentares teriam sido repassadas a empresas vinculadas à produtora Karina Ferreira da Gama, atualmente à frente do longa “Dark Horse”. O que botou ainda mais lenha na fogueira foi a suspeita levantada sobre a origem dos recursos — um tema já sensível quando se trata de produções audiovisuais financiadas, ainda que indiretamente, por verba pública.
Tabata Amaral não hesitou em detalhar à Corte sua preocupação com o possível envolvimento de agentes públicos no financiamento do filme. A expectativa era de que Frias, diante da pressão nacional e do desgaste midiático, apresentasse esclarecimentos convincentes sobre o destino das verbas. Em sua defesa, o deputado não poupou palavras ao afirmar que a denúncia carece de provas e visa apenas desgastar sua imagem e a do projeto do filme. Da parte dele, a narrativa é de total inocência.
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Banco Master, Flávio Bolsonaro e o dinheiro no olho do furacão
O enredo ganhou novos capítulos quando veio à tona o envolvimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso desde março em Brasília. Investigadores apontam que ele teria injetado mais de R$ 60 milhões no financiamento do “Dark Horse”, totalizando cifras que deixaram muita gente de cabelo em pé. O senador Flávio Bolsonaro admitiu em depoimento ter facilitado as negociações com Vorcaro, embora a versão inicial fosse de total desconhecimento.
A origem do dinheiro usado no projeto se tornou o novo foco de atenções. Do outro lado, Frias reforçou que suas emendas não foram usadas em benefício do filme e colocou sob suspeita a autenticidade dos documentos que sugeriam o contrário. Paralelamente, documentos apontaram que uma ex-funcionária do gabinete de Frias transferiu parte de seu salário ao deputado, tendo ainda arcado com despesas da família dele. A relação estreita entre Frias e a assessora, inclusive por Pix, veio à tona poucos dias antes da prisão de Vorcaro, acirrando ainda mais o clima de tensão.
Investigações atingem também o mundo financeiro nacional
O Banco Central e o Ministério Público entraram em cena após desconfiarem dos movimentações atípicas no Banco Master, alvo de investigação desde 2025. De quebra, a conexão de investimentos estaduais, a exemplo do RioPrevidência no governo Cláudio Castro, lançou dúvidas sobre a alegação de que os recursos seriam de natureza estritamente privada.
A cada semana, uma nova peça se encaixa nesse quebra-cabeça que une política, entretenimento e grandes cifras. O caso, que já rendeu depoimentos e movimentou gabinetes nos corredores do Congresso, segue sob escrutínio popular e jurídico.
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O drama envolvendo Mario Frias e a destinação de verba parlamentar ao filme sobre Bolsonaro parece estar longe de acabar. A cada novo dado que emerge, aumenta a pressão por explicações e transparência de todos os envolvidos. Enquanto Frias faz questão de ressaltar sua inocência e denuncia o caso como um ataque à sua reputação, o país acompanha atento os próximos capítulos dessa saga que mistura poder, dinheiro e cinema.
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Perguntas frequentes
Quem é Mario Frias no contexto dessa denúncia?
Mario Frias é deputado federal acusado de usar emenda parlamentar para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Qual a principal acusação feita contra Mario Frias?
A acusação é de que ele teria direcionado R$ 2 milhões de emendas parlamentares para beneficiar o filme ‘Dark Horse’.
Qual é o papel do Banco Master nesta investigação?
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, é apontado como fonte de mais de R$ 60 milhões para financiar o filme, estando no centro das suspeitas financeiras.
Como Flávio Bolsonaro está relacionado ao caso?
Flávio Bolsonaro admitiu ter facilitado negociações com o dono do Banco Master, embora inicialmente negasse conhecimento do envolvimento.
Quais órgãos estão investigando o caso?
O Banco Central e o Ministério Público estão investigando as movimentações financeiras suspeitas ligadas ao Banco Master e ao financiamento do filme.