Manifestação de direita ganha força com pedidos de anistia a Bolsonaro e críticas ao STF
em 23 de fevereiro de 2026 às 16:37A manifestação marcada para o próximo domingo, 1º de março, promete agitar o cenário político nacional. Grupos de direita, liderados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, vão tomar as ruas em diversas cidades do Brasil. O principal alvo dos protestos são os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas o tema da anistia a Bolsonaro e aos condenados pelo 8 de janeiro também entrou com força na pauta.
O movimento, que mistura nomes de peso da direita com setores mais radicais, reflete a crise interna que cerca o Partido Liberal (PL) e evidencia um racha nas estratégias para enfrentar o atual governo e o Judiciário. A expectativa é de grandes multidões não só na avenida Paulista, mas também em capitais de todas as regiões e até no exterior.
Com o clima político cada vez mais polarizado, a mobilização deste domingo promete ser um termômetro importante para os rumos da oposição em 2026. Continue lendo para conferir os detalhes por trás desta articulação e entender os bastidores do movimento.
O que você vai ler neste artigo:
Ato convocado por Nikolas Ferreira ganha adesão nacional e racha direita
A princípio, a manifestação nasceu como iniciativa do deputado federal Nikolas Ferreira, que quer fortalecer o movimento Acorda Brasil. O parlamentar mineiro, famoso por discursos inflamados nas redes, chamou o público principalmente contra a atuação do STF. Com o apoio de figuras como o governador Romeu Zema e o senador Flávio Bolsonaro, o evento logo ganhou tração e se espalhou pelo país.
Porém, o que seria apenas um protesto contra o Supremo Tribunal Federal rapidamente se transformou em um palco para reivindicações mais robustas. Grupos ligados ao chamado “bolsonarismo raiz” conseguiram incluir entre as bandeiras dos protestos o pedido de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos no episódio do 8 de janeiro. A inclusão desse tema escancarou a divisão interna na direita, com diferenças claras entre apoiadores históricos de Bolsonaro e nomes que tentam construir uma imagem mais moderada.
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Cidade por cidade: mobilização toma o Brasil e até Paris
Em Belo Horizonte, a concentração está marcada para a tradicional Praça da Liberdade às 10h. No Norte de Minas, Montes Claros também será palco do protesto. Brasília deve reunir multidão no Museu da República, contando desta vez com a força da deputada Bia Kicis e dos Influenciadores do Brasil. O movimento promete lotar as ruas de capitais e cidades importantes do país, como Maceió, Manaus, Salvador, Fortaleza, Macapá, Goiânia e Rio de Janeiro.
Lista de cidades confirmadas para o ato
- Belo Horizonte
- Brasília
- São Paulo (avenida Paulista)
- Montes Claros
- Curitiba
- Florianópolis
- Recife
- Natal
- Fortaleza
- Macapá
- Salvador
- Maceió
- Goiânia
- Cuiabá
- Campo Grande
- Rio de Janeiro
- João Pessoa
- Manaus
- Paris (segundo movimentadores)
A convocação feita pela União dos Movimentos de Direita (UMD) e a Confederação Nacional dos Movimentos de Direita (CNMD) já movimenta as redes sociais desde o início da semana.
Pautas quentes: impeachment, críticas ao STF e anistia lideram protestos
O texto oficial enviado à imprensa não economiza nas críticas ao Supremo. Pedidos de impeachment contra ministros, menções diretas a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e os tradicionais gritos de “Fora Lula” prometem dominar o tom das falas. A inclusão da anistia para Bolsonaro e os presos do 8 de janeiro é, sem dúvida, a novidade que pode aumentar ainda mais a adesão aos atos e, ao mesmo tempo, intensificar o clima de confronto entre direita e Judiciário.
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Nos bastidores, lideranças avaliam que a pauta da anistia pode ser o grande trunfo para mobilizar a base bolsonarista, que se sentiu traída com a condenação de aliados após os ataques às sedes dos Três Poderes. Essa pressão sobre o STF deixa o clima político em temperatura máxima às vésperas de um novo ciclo eleitoral.
Com todos esses ingredientes, o ato deste domingo pode ser decisivo para medir a força da oposição no país em 2026 e definir os próximos capítulos dessa disputa acirrada. Se você gostou desse conteúdo sobre a manifestação de direita e quer acompanhar tudo sobre política, fofocas dos bastidores e protestos, inscreva-se agora mesmo em nossa newsletter para receber as melhores notícias direto no seu e-mail.
Perguntas frequentes
Quem está organizando a manifestação de direita em 1º de março?
A manifestação foi convocada inicialmente pelo deputado Nikolas Ferreira e ganhou adesão de figuras como Romeu Zema e Flávio Bolsonaro.
Quais são os principais objetivos dos protestos de direita?
Os protestos criticam o STF, pedem impeachment de ministros, defendem anistia para Bolsonaro e os presos do 8 de janeiro, além de manifestar oposição ao governo Lula.
Quais cidades brasileiras irão sediar os atos de protesto?
Cidades como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Curitiba, entre outras, terão manifestações; até Paris deve ter ato.
Como a inclusão do pedido de anistia influencia os protestos?
Este tema fortalece o movimento bolsonarista mais radical, mas também provoca racha interno na direita entre moderados e radicais.
Qual é o impacto esperado dessa manifestação para as eleições de 2026?
O ato deve funcionar como termômetro da oposição, indicando a força e as divisões da direita no cenário político para o próximo ciclo eleitoral.