Maduro completa 1 mês preso: os impactos que transformaram a Venezuela em 2026
em 3 de fevereiro de 2026 às 09:10Nicolás Maduro está preso há um mês, e a Venezuela virou palco de mudanças históricas que têm chamado atenção do mundo inteiro. Desde a surpreendente operação dos Estados Unidos, sucedida por explosivos ataques em Caracas, o país caribenho viu não apenas a captura do ex-presidente, mas também o início de um novo capítulo político e econômico. Com a vice Delcy Rodríguez assumindo o comando como presidente interina, aliados, opositores e o povo venezuelano tentam entender o que esperar desse cenário de grandes reviravoltas.
As mudanças não pararam com a troca repentina no poder. Em poucas semanas, decisões que antes pareciam eternizadas dentro do chavismo foram revisitadas, com especial destaque para a gestão do petróleo e para a pauta dos direitos humanos. Se você acha que já viu de tudo, continue lendo para conferir os bastidores desse mês bombástico.
O que você vai ler neste artigo:
Reviravolta na política venezuelana e as negociações com os EUA
Logo após a captura de Maduro, a ex-vice Delcy Rodríguez assumiu o cargo e não perdeu tempo para tomar decisões decisivas. Correndo contra o relógio, ela se reuniu com figuras importantes dos EUA, como a nova representante diplomática Laura Dogu e até o diretor da CIA, John Ratcliffe. Essas conversas começaram a definir um novo tom para a relação entre os dois países, incluindo o compromisso de reabertura da embaixada norte-americana em Caracas, fechada desde 2019.
Enquanto isso, as falas do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, evidenciaram a disputa pela narrativa. Trump chegou a se autodeclarar no comando da Venezuela, o que, por sua vez, foi fortemente rebatido por Delcy Rodríguez, comprometida em mostrar independência diante das determinações da Casa Branca.
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Petróleo: a joia da coroa ganha nova gestão e atrai investidores
Durante anos, o petróleo venezuelano esteve sob forte controle estatal. Nos primeiros dias do novo governo provisório, porém, a reforma da Lei de Hidrocarbonetos foi apresentada como um aceno aos investidores internacionais. Antes, empresas estrangeiras só poderiam atuar no setor por meio de parcerias com a PDVSA, a estatal de petróleo. Agora, após a reforma aprovada pelo Legislativo, companhias externas poderão arriscar seus próprios investimentos, com liberdade para explorar e comercializar o ouro negro venezuelano.
O impacto desse movimento já começa a aparecer na prática. As remessas de petróleo voltaram a ser enviadas para os Estados Unidos e a chegada da nafta americana à Venezuela indica o início de uma retomada econômica, mesmo que o ambiente político ainda seja instável.
Reabertura de relações e ambiente comercial aquecido
O anúncio da reabertura do espaço aéreo para voos comerciais e a nomeação de Dogu como nova representante diplomática agitaram os bastidores em Caracas. O país parece dar seus primeiros passos para voltar a integrar o cenário internacional no comércio de petróleo. É, sem dúvida, um período de negociação intensa e transformação, visto como estratégico por investidores globais de olho na reconstrução do setor petroleiro venezuelano.
Pauta humanitária: soltura de presos políticos marca virada histórica
Outro ponto de destaque desse mês foi a libertação em massa de presos políticos. Desde que o novo governo interino assumiu, centenas deixaram as prisões venezuelanas. Segundo o Foro Penal, 344 pessoas foram soltas desde o início de janeiro. O próprio chavismo fala em mais de 600 soltos, embora sem divulgar a lista oficial.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, propôs ainda uma lei de anistia geral, que aguarda aprovação legislativa. Apesar disso, ONGs e entidades independentes alertam: ainda há 687 pessoas detidas por razões políticas no país, o que demonstra que a luta por direitos civis está longe de terminada.
O fechamento do Helicóide, temida prisão apelidada de centro de tortura, também marcou o mês. A notícia foi vista como um passo na direção certa para reverter o histórico de violações de direitos humanos na Venezuela.
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Com Maduro preso e o país em ebulição, a Venezuela vive um dos períodos mais imprevisíveis das últimas décadas. Essas movimentações no petróleo e as mudanças na pauta de direitos humanos abrem espaço para esperança — e vigilância.
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Perguntas frequentes
Quem assumiu a presidência da Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro?
A ex-vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo como presidente interina após a prisão de Nicolás Maduro.
Quais foram as principais mudanças no setor petrolífero venezuelano recentemente?
Houve a reforma da Lei de Hidrocarbonetos que permite a entrada de empresas estrangeiras com liberdade para investir, explorar e comercializar petróleo.
Como estão as relações diplomáticas entre Venezuela e Estados Unidos atualmente?
As negociações avançam com o compromisso de reabrir a embaixada dos EUA em Caracas e retomada do comércio de petróleo entre os países.
O que marcou a pauta humanitária do novo governo na Venezuela?
A soltura de centenas de presos políticos e o fechamento da prisão conhecida como Helicóide foram marcos importantes nessa pauta.
Ainda existem presos políticos na Venezuela atualmente?
Sim, apesar das libertações, ainda há aproximadamente 687 pessoas presas por razões políticas segundo entidades independentes.