Bastidores esquentam: Lula trava indicações e Senado vira palco de tensão em 2026
em 24 de maio de 2026 às 09:01Pare tudo: a relação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, virou motivo de burburinho nos corredores de Brasília. Sem clima para celebração, o presidente resolveu colocar o pé no freio e travar indicações para diretorias de agências reguladoras, deixando ao menos 11 cargos pendurados – um verdadeiro roteiro de suspense político. Tudo porque, no clima atual, ninguém quer arriscar outra derrota escrachada como a do advogado-geral da União, Jorge Messias, que viu sua indicação para o STF ser rejeitada pelo Senado. Ano eleitoral, pressão de todos os lados e, claro, a confiança do Planalto em xeque.
Fontes próximas ao governo dizem que o ambiente no Legislativo está azedo. Se depender de articulação política, Alcolumbre não parece disposto a liberar o andamento dessas indicações às comissões – muito menos levá-las ao plenário. O motivo? A famosa queda de braço entre o Senado e o Planalto que, cada vez mais, fica marcada por olhares de desconfiança e bastidores em ebulição.
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Os cargos travados: agências reguladoras no compasso de espera
Para além do embate entre Lula e Alcolumbre, o imbróglio já começa a impactar agências de peso. Pelo menos 11 vagas seguem paradas nas mãos do presidente, aguardando uma luz verde do Senado que não chega. Veja quem ainda aguarda o veredito:
- Agência Nacional de Mineração (ANM): 2 vagas
- Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): 2 vagas
- Agência Nacional de Cinema (Ancine): 1 vaga
- Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel): 1 vaga
- Agência Nacional de Águas (ANA): 1 vaga
- Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD): 1 vaga
- Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq): 1 vaga
- Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade): 2 vagas
Enquanto isso, nomes importantes para a regulação e fiscalização de setores estratégicos do país ficam de fora, aguardando o desfecho desse impasse político. E, se as indicações já enfrentam resistência, imagina só quando repetir este roteiro em outros poderes?
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Indicações para o Banco Central em banho-maria
O clima de espera não poupou nem o Banco Central. Duas diretorias permanecem vagas desde dezembro, após a saída de Renato Dias de Brito Gomes e Diogo Abry Guillen. Até agora, Lula não sinalizou quem seriam os próximos nomes a compor a equipe do BC e integrar o Copom, o comitê que define os rumos da política monetária do Brasil.
A lei da autonomia do BC determina mandatos de quatro anos para cada diretor, mas essa dança das cadeiras só deve terminar quando o Planalto sentir que há segurança em avançar. O medo de nova derrota ressoa forte, especialmente em um cenário de articulação política turbulenta.
Jorge Messias: a novela continua
O nome de Jorge Messias, rejeitado pelo Senado, ainda está longe de sair dos holofotes. Nos bastidores, dizem que Lula não desistiu da ideia de tê-lo no Supremo Tribunal Federal. Porém, pelas regras do Senado, um indicado só pode ser reapresentado a partir de fevereiro de 2027 – até lá, só resta ao presidente recorrer à sua conhecida teimosia política.
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Aliados, mesmo com receio de um novo constrangimento, continuam ao lado de Lula, tentando costurar alguma saída honrosa. Enquanto isso, eventos públicos servem mais para fotos protocolares do que para solucionar de fato esse impasse, que deve perdurar enquanto a relação entre Executivo e Senado não se ajeita.
Siga de olho, pois esse embate promete capítulos quentes até o fim do ano. Se curtiu a reportagem e quer ficar por dentro de tudo que rola no cenário político e nas fofocas dos bastidores do poder, não perca tempo: assine agora mesmo nossa newsletter e receba os próximos babados em primeira mão!