Lula prepara viagem a Washington para encontro decisivo com Trump em março de 2026
em 6 de fevereiro de 2026 às 09:04Os bastidores da política internacional ganharam novos ares neste início de 2026: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou, durante entrevista ao UOL, que pretende desembarcar em Washington já na primeira semana de março para aquela conversa olho no olho com Donald Trump. O clima deve ser de ‘cartas na mesa’ entre os líderes das duas maiores democracias do Ocidente, e as expectativas são altíssimas nos corredores diplomáticos do Planalto.
Lula deixou claro seu interesse em uma agenda que vá além dos assuntos triviais, mirando temas estratégicos como parcerias industriais, minerais críticos, exportações e, claro, o eterno embate contra o crime organizado. O presidente cravou: “A única coisa que eu não discuto é a soberania do meu país. Essa é sagrada.” Quer saber os bastidores desse giro internacional? Fique por aqui, porque ainda tem muita fofoca para rolar!
O que você vai ler neste artigo:
Reforço no combate ao crime e estratégia no tabuleiro internacional
A comitiva que vai acompanhar Lula está escalada para não deixar ponto solto: ministro da Justiça, diretor-geral da Polícia Federal, secretário da Receita Federal e até o procurador-geral da República. Essa turma não vai só trocar tapinhas nas costas; o objetivo é colocar na mesa todo o arsenal de cooperação já alinhavado entre Brasil e EUA, especialmente na cruzada contra o narcotráfico e o crime organizado.
Segundo Lula, receitas bilaterais já vêm sendo compartilhadas. Ele não pensa duas vezes antes de revelar que mandou para Trump materiais da Receita Federal, da Polícia Federal e até detalhes de navios apreendidos, endereços e fotografias de procurados que andam pela Flórida. Para Lula, um aceno para os norte-americanos: o Brasil quer ser protagonista no enfrentamento ao crime internacional, sem abrir mão da soberania.
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Integração latino-americana e o futuro da Venezuela
Mas não é só com a Casa Branca que Lula pretende fazer barulho. O presidente também destacou, na mesma entrevista, a necessidade de uma integração ainda mais sólida entre os países da América do Sul. Ele fez questão de relembrar os tempos de ouro do comércio Brasil-Argentina e apontou o perigo de a região seguir condenada ao “esquecimento” caso não se una para enfrentar os próprios desafios.
Lula não titubeou ao comentar sobre a crise venezuelana: “Quem vai resolver o problema da Venezuela são os venezuelanos. Permitam que eles resolvam os problemas deles.” O líder brasileiro aposta no fortalecimento das instituições regionais para evitar que atores externos ditem os rumos do continente, apostando em cooperação, democracia e desenvolvimento como saídas viáveis para o progresso sul-americano.
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Banco Master, investigação e bastidores do Planalto
Outro fator que vem agitando Brasília é a situação do Banco Master. Lula garantiu, com todas as letras, que não haverá decisão política na análise de possíveis irregularidades e que o Banco Central terá autonomia para investigar. Perguntado sobre o envolvimento de familiares, o presidente foi direto: cobrou explicações do próprio filho e enfatizou que ninguém estará acima das leis, nem políticos, nem banqueiros.
Sobrou até para o ex-ministro Lewandowski, que Lula saiu em defesa ao ser questionado sobre um contrato entre o jurista e a instituição. O presidente destacou que não haverá espaço para “cobertura política a erros”, e que a competência técnica do Banco Central é quem dará a palavra final sobre possíveis fraudes ou lavagem de dinheiro no sistema financeiro.
Redução da jornada de trabalho e otimismo para a economia em 2026
Por fim, a pauta doméstica não escapou. Lula voltou a brigar pela redução da jornada de trabalho e prometeu iniciar diálogo com o Congresso para mudar a escala 6×1, defendendo que o povo brasileiro precisa de mais tempo para estudar e viver. Ele ressaltou que as conquistas econômicas ainda não se refletiram nas urnas por falta de campanha, destacando que 2026 será o “ano da colheita”.
Nas entrelinhas, Lula rebateu previsões negativas do mercado e reafirmou sua confiança na equipe liderada por Gabriel Galípolo no Banco Central. Para o presidente, o crescimento só acontece com inclusão, salário digno e investimento forte em políticas públicas, marcas que devem pautar sua agenda até o final do mandato.
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Com a aproximação da viagem a Washington, Lula se posiciona para um dos momentos mais esperados da agenda internacional em 2026. O encontro com Donald Trump promete agitar o noticiário nos próximos meses, principalmente pela intenção declarada de colocar o Brasil ainda mais no centro das negociações globais e preservar os interesses nacionais no tabuleiro internacional.
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Perguntas frequentes
Quais são os principais temas que Lula pretende discutir com Donald Trump?
Lula quer tratar de parcerias industriais, minerais críticos, exportações e combate ao crime organizado durante sua visita a Washington.
Quem acompanhará Lula na comitiva para os Estados Unidos?
Ministro da Justiça, diretor-geral da Polícia Federal, secretário da Receita Federal e o procurador-geral da República fazem parte da comitiva.
Como Lula pretende tratar a questão da Venezuela na integração latino-americana?
Lula acredita que os venezuelanos devem resolver seus próprios problemas, e aposta na cooperação regional para fortalecer a democracia e o desenvolvimento.
Qual é a posição de Lula sobre a investigação do Banco Master?
Lula defende a autonomia do Banco Central para investigar possíveis irregularidades e afirma que ninguém estará acima da lei, cobrando explicações inclusive do seu filho.
Quais medidas internas Lula pretende avançar em 2026?
Lula quer reduzir a jornada de trabalho, facilitar diálogo com o Congresso e promover inclusão social para impulsionar a economia do Brasil.