Lula apoia escala 5×2 e Leo Prates apresenta proposta para mudar jornada de trabalho
em 6 de dezembro de 2025 às 16:43A cena política brasileira foi sacudida neste sábado com uma notícia aguardada pelos trabalhadores: o presidente Lula veio a público defender, de forma enfática, o fim da escala 6×1 no trabalho, adotando oficialmente a bandeira pela escala 5×2, que prevê dois dias de folga semanal. O movimento, que já ecoava forte entre entidades sindicais e movimentos populares, agora ganha o carimbo do Planalto, agitando a Câmara dos Deputados e pressionando o mercado de trabalho.
A discussão sobre a jornada de trabalho voltou ao centro das atenções após Leo Prates (PDT-BA), presidente da Comissão de Trabalho, protocolar na sexta-feira um parecer favorável à implantação imediata da escala 5×2 e à redução da jornada semanal para 40 horas. O debate acelerou e ganhou contornos de prioridade no Congresso, deixando trabalhadores atentos a um cenário de mudança real nos próximos anos.
O que você vai ler neste artigo:
Lula fecha questão e governo faz pressão por nova jornada
No tradicional estilo direto, o presidente Lula destacou em suas redes sociais que “o povo trabalhador brasileiro merece o fim da escala 6×1. Não é justo que o trabalhador tenha apenas um dia de folga na semana”. A fala, simples e objetiva, viralizou e foi confirmada pelo governo em comunicado oficial: a equipe de Lula concordou integralmente com o fim da escala antiga e vai trabalhar para aprovar a proposta.
Nos bastidores, ministros e aliados como Gleisi Hoffmann e Luiz Marinho já vêm batendo o martelo em reuniões e audiências públicas por todo o país. A estratégia é acelerar a aprovação de um projeto que impacta diretamente o cotidiano de milhões de brasileiros, mas sem mexer no bolso dos trabalhadores. Nada de redução de salário: a palavra de ordem é mais descanso sem prejuízo financeiro.
Leia também: Divergências forçam PT a recuar sobre ministério exclusivo para segurança em 2025
Leia também: MPF arquiva caso de corrupção de Bolsonaro, mas três investigações seguem abertas em 2025
A proposta de Leo Prates e os bastidores da Câmara
O deputado Leo Prates, conhecido pelo trabalho intenso na defesa de pautas progressistas, lidera o trâmite da proposta dentro da Comissão de Trabalho. Ele sugere que a jornada semanal seja gradativamente reduzida: passaria primeiro para 42 horas já em 2027 e, no ano seguinte, estacionaria definitivamente nas 40 horas. O documento, protocolado nesta sexta-feira, também garante a troca da escala 6×1 pela 5×2, modelo usado em vários países desenvolvidos.
Trâmite mais ágil e apoio político ampliado
O projeto apresentado por Prates é uma proposta de lei ordinária, exigindo quórum mais baixo para aprovação: 257 votos, ao contrário dos 308 de uma PEC. Além disso, sua tramitação é mais rápida e menos burocrática que a proposta alternativa da deputada Erika Hilton, que encabeça a PEC 8/2025, apoiada com mais de 1,5 milhão de assinaturas do movimento VAT (Vida Além do Trabalho).
O clima ficou tenso após Luiz Gastão (PSD-CE) apresentar parecer alternativo na Câmara, sugerindo manter a escala 6×1, porém com incentivos fiscais e redução da jornada. Hilton, um dos grandes nomes da oposição ao relatório, disparou que a proposta de Gastão não representava os anseios da sociedade e que o governo agora caminha para um consenso em torno da escala 5×2 e das 40 horas semanais.
Impacto na saúde e produtividade e o método de transição
Um dos grandes argumentos de Prates é justamente o aumento da qualidade de vida do trabalhador e a possibilidade de combater o crescimento de doenças como ansiedade e depressão no ambiente de trabalho. Para não causar um susto no setor produtivo, o texto propõe uma transição gradual: a carga horária diminui em 2027 e, só em 2028, atinge o padrão esperado.
Leia também: PT acusa sabotagem no governo Lula e mira Ministério da Segurança em 2025
O debate agora está aquecido no Congresso e promete ser um dos temas centrais para 2025. Sindicatos, sociedade civil e organizações empresariais acompanham cada passo na Comissão de Trabalho, de olho na definição que pode mudar a rotina e o lazer de milhões de brasileiros.
Com a palavra-chave escala 5×2 em destaque, resta saber como o Congresso vai votar e como a sociedade reagirá diante da possibilidade real de mudança. Se você ficou por dentro desse babado político e quer receber mais notícias e fofocas fresquinhas, inscreva-se na nossa newsletter e não perca nenhum lance dos bastidores do poder!
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre a escala 6×1 e a escala 5×2?
A escala 6×1 concede uma folga por semana, enquanto a escala 5×2 oferece dois dias consecutivos de descanso, normalmente aos finais de semana, promovendo maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Como será feita a transição para a escala 5×2 no Brasil?
A proposta prevê uma transição gradual, reduzindo a carga horária para 42 horas semanais em 2027 e atingindo as 40 horas em 2028, garantindo adaptação sem impacto econômico imediato.
A mudança para a escala 5×2 vai diminuir o salário dos trabalhadores?
Não. A proposta enfatiza que a diminuição da jornada não implicará redução salarial, garantindo mais descanso sem prejuízo financeiro para o trabalhador.
Quais benefícios para a saúde dos trabalhadores a escala 5×2 pode trazer?
Mais dias seguidos de descanso ajudam a reduzir o estresse, ansiedade e depressão relacionados ao trabalho, melhorando a saúde mental e a qualidade de vida geral do trabalhador.
Qual o papel do Congresso na aprovação da escala 5×2?
O Congresso debate a proposta, com a Comissão de Trabalho analisando e votando o projeto, que precisa de quórum para aprovação, podendo impactar a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros.