Pressão cresce na Câmara: Lindbergh pede cassação de Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli em 2025
em 19 de outubro de 2025 às 17:01O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, voltou a agitar o cenário político nesta semana ao exigir a cassação imediata dos mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP). A polêmica ganhou força após a divulgação de que a Câmara destinou, em 2025, pelo menos R$ 3,3 milhões do orçamento para gabinetes de parlamentares que estão ou presos ou fora do país, mesmo afastados das funções e proibidos de receber salários. O tema já domina os bastidores de Brasília.
Com as revelações recentes sobre o uso do dinheiro público, as redes explodiram em críticas e cobranças de mudanças. Se você achou que a novela sobre privilégios de políticos tinha terminado, prepare-se: essa história está cada vez mais movimentada. Continue acompanhando os detalhes a seguir para entender os próximos passos dessa queda de braço na Câmara dos Deputados.
O que você vai ler neste artigo:
Dinheiro público para gabinetes de quem está fora: entenda o caso
O levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo escancarou um problema antigo e pouco falado: enquanto deputados como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro estão proibidos de trabalhar (e até de pisar no Brasil), seus funcionários mantêm a rotina nos luxuosos gabinetes em Brasília, remunerados religiosamente com dinheiro público. Mesmo sem o pagamento de salários aos parlamentares, os encargos com equipes, combustível, serviços e diárias continuam sendo pagos pelo contribuinte.
Lindbergh Farias não deixou barato e, em postagem nas redes sociais, cutucou: “Absurdos como esse fortalecem a desconfiança da população quanto aos privilégios dos políticos”. O petista também reforçou que já existem instrumentos legais para cortar os benefícios e cassar mandatos em casos extremos, mas que falta vontade política para agir.
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Os bastidores e o impacto das denúncias em 2025
Nos corredores do Congresso, não se fala em outra coisa: deputados da base do governo e até da oposição ficaram constrangidos com a repercussão do caso. Por outro lado, bolsonaristas e aliados de Zambelli tentam se defender, alegando que os trâmites legais devem ser respeitados até o fim do processo judicial. Apesar do burburinho, a pressão só aumenta para que a Mesa Diretora da Câmara mude as regras e feche o cofre para parlamentares afastados por decisão judicial.
Pesa ainda mais o histórico dos envolvidos
No olho do furacão, Eduardo Bolsonaro enfrenta novas acusações de envolvimento em articulações internacionais que resultaram em prejuízos financeiros para o Brasil, incluindo o lobby com o governo Trump que culminou em sanções e tarifas sobre exportações brasileiras. Já Carla Zambelli cumpre pena após a Justiça comprovar sua participação em esquema para invadir sistemas do CNJ e forjar documentos contra ministros do Supremo, um dos maiores escândalos recentes no Legislativo.
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O escândalo reacende o debate sobre moralidade e uso da verba pública, bem como o papel do Legislativo em fiscalizar a conduta de seus membros. A sociedade, de olho, cobra agilidade e, principalmente, exemplos que mostrem que ninguém está acima da lei.
Com o caso de Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, Lindbergh Farias conseguiu jogar luz sobre um tema sensível e, ao que tudo indica, dificilmente essa polêmica será abafada nos próximos meses. Se você gostou desta notícia e quer acompanhar mais novidades quentes do mundo político, inscreva-se em nossa newsletter e receba tudo em primeira mão!
Perguntas frequentes
Quais são os instrumentos legais para cassar o mandato de um deputado?
O regimento da Câmara prevê que a cassação do mandato pode ocorrer por quebra de decoro parlamentar, envolvimento em crimes ou outras infrações graves, mediante processo e votação entre os deputados.
Como a Câmara dos Deputados destina verbas para os gabinetes parlamentares?
A Câmara estabelece uma verba indenizatória para cada deputado, que cobre despesas com salários da equipe, passagens, aluguel de escritório e outras atividades relacionadas ao mandato.
O que acontece com as verbas quando um deputado está afastado ou preso?
Apesar do afastamento ou prisão do parlamentar, muitas despesas relacionadas à manutenção do gabinete continuam sendo pagas, já que os funcionários seguem trabalhando, mas isso é alvo de controvérsia e pressão para mudanças.
Quais os impactos políticos de denúncias contra parlamentares que envolvem uso da verba pública?
Essas denúncias aumentam a desconfiança da população, pressionam o Legislativo por maior fiscalização e podem influenciar decisões judiciais, além de afetar a imagem dos partidos e de seus membros.
Como a sociedade pode acompanhar e influenciar mudanças no uso de verba pública parlamentar?
Através da participação popular, acompanhamento de notícias, pressionando representantes e utilizando canais de denúncia e mobilizações por transparência e ética no Legislativo.