Líderes mundiais reagem à ameaça de Trump de anexar Groenlândia em Davos
em 21 de janeiro de 2026 às 10:43O Fórum Econômico Mundial de 2026 em Davos foi palco de uma tensão pouco vista nos últimos anos: a ameaça do presidente americano Donald Trump de anexar a Groenlândia à força caiu como uma bomba entre os líderes mundiais. A movimentação inesperada estremeceu alianças históricas, com resposta imediata de figuras de peso como Emmanuel Macron, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro canadense Mark Carney. As discussões que vieram à tona colocaram em xeque os rumos do equilíbrio global e já apontam para mudanças profundas nos bastidores das potências ocidentais.
O clima, que já não andava dos mais amenos desde a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro, da Venezuela, piorou com a ameaça de novas tarifas comerciais dos EUA contra países que forem contrários aos planos americanos na Groenlândia. O efeito dominó dos discursos em Davos evidencia um mundo que tenta resistir à força bruta, buscando alternativas para um cenário cada vez mais afastado do multilateralismo clássico. Acompanhe a cobertura especial e entenda como o impasse está redefinindo relações internacionais e influenciando a condução de temas delicados, como o destino da Groenlândia.
O que você vai ler neste artigo:
Mark Carney alerta: “Estamos em ruptura, não em transição”
Logo no início do encontro, o canadense Mark Carney deixou claro: a era da estabilidade automática acabou. Segundo Carney, os países conhecidos como ‘potências médias’, caso de Canadá, França e inúmeros parceiros europeus, precisam se unir contra a política de coerção das grandes potências. Ele afirmou: “Se você não está à mesa, está no cardápio”, em referência à urgência de construir novas conexões para não serem engolidos pelo jogo duro das superpotências.
Carney rechaçou o que chamou de “ficção da hegemonia americana” e defendeu uma nova arquitetura internacional, já que institutos tradicionais, como a ONU e a OMC, estão enfraquecidos. O recado para Washington foi direto: o Canadá não aceita a imposição de tarifas sobre a Groenlândia e fortalece parcerias com outros países para defender segurança e prosperidade na região do Ártico. A fala repercutiu rápido, mostrando que a nova ordem mundial pode nascer desse racha protagonizado em Davos.
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Macron e Ursula: Europa se une em defesa da soberania e do multilateralismo
A resposta europeia veio encorpada. Emmanuel Macron, presidente francês, usou seu discurso para condenar as ameaças tarifárias ligadas à Groenlândia e reforçou que não cabem mais “acusações de brutalidade” em meio à busca por soluções globais. Exigiu respeito entre as nações, trocando provocações por cooperação — e ainda aproveitou para ironizar o clima global: “Tempo de paz, estabilidade e previsibilidade”, ganhou risos na plateia, mas logo adotou tom sério frente ao recorde de guerras em 2024.
Já Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, não deixou dúvidas: o bloco vai fortalecer a autonomia estratégica, inclusive, acelerando investimentos para apoiar tanto a segurança quanto o desenvolvimento econômico na Groenlândia. Ela destacou que “a nostalgia não traz de volta a velha ordem mundial” e defendeu rápida adaptação às novas realidades internacionais para garantir espaço de protagonismo à Europa, inclusive reforçando acordos com gigantes como a Índia.
China busca equilíbrio e oportunidades em meio à tensão
Enquanto EUA e Europa trocavam declarações, o vice-premiê chinês He Lifeng aproveitou Davos para propor diálogo e comércio justo como antídotos para a escalada das rivalidades. He afirmou que “o desenvolvimento da China é uma oportunidade, não uma ameaça” e prometeu expandir ainda mais a abertura econômica do país.
O líder chinês aproveitou o palco para defender igualdade, transparência e regras claras no ambiente global de negócios, indicando disposição para maior participação chinesa na Europa e promovendo investimentos mútuos em setores estratégicos. Em tom conciliador, reforçou que o futuro depende de cooperação, não de disputas territoriais.
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O impasse gerado pela polêmica sobre a Groenlândia mostra que as alianças globais estão sendo postas à prova como nunca. A firmeza das respostas europeias e canadenses deixou bem claro: ninguém está disposto a ceder facilmente aos avanços unilaterais dos Estados Unidos. O recado dos líderes no Fórum Econômico Mundial de 2026 é que a ordem internacional continuará sendo tema central — e que a saga da Groenlândia ainda está longe do fim.
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Perguntas frequentes
Quais países principais se posicionaram contra a ameaça dos EUA sobre a Groenlândia?
Canadá, França e União Europeia, representada por seus líderes como Mark Carney, Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen, se posicionaram fortemente contra a ameaça americana.
Como a China reagiu às tensões no Fórum Econômico Mundial de 2026?
O vice-premiê chinês He Lifeng defendeu o diálogo, o comércio justo e a cooperação internacional para conter as rivalidades e expandir a presença econômica da China globalmente.
O que é a nova arquitetura internacional mencionada por Mark Carney?
É um chamado para substituir instituições tradicionais enfraquecidas, como ONU e OMC, por alianças globais flexíveis e resistentes à coerção das superpotências.
Quais são os riscos da imposição de tarifas comerciais na atual crise internacional?
As tarifas podem agravar tensões, prejudicar acordos multilaterais e criar barreiras econômicas que dificultam a cooperação entre países, ameaçando a estabilidade global.
Por que a Groenlândia é estratégica na política internacional atual?
Devido à sua localização no Ártico, a Groenlândia possui importância geopolítica, recursos naturais e potencial de influência nas rotas comerciais e na segurança global.