EUA liberam compra de ouro venezuelano após queda de Maduro em 2026
em 6 de março de 2026 às 18:58A cena política internacional foi sacudida nesta sexta-feira, 6 de março de 2026: o governo de Donald Trump autorizou oficialmente a venda de parte do ouro da Venezuela para empresas norte-americanas, em um gesto que sinaliza mudanças profundas nas relações entre os dois países desde a derrocada de Nicolás Maduro no começo do ano. A notícia já movimenta os bastidores do mercado e promete repercussão duradoura em toda a América Latina.
O anúncio foi feito pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, que publicou uma licença especial permitindo que transações envolvendo a estatal venezuelana Minerven voltem a ocorrer, mas com uma série de restrições de olho na segurança e na rastreabilidade do metal precioso. Essa autorização reacende o interesse de empresas e investidores e marca um novo capítulo na história dos recursos naturais da Venezuela.
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O que você vai ler neste artigo:
Venda de ouro da Venezuela ganha aval dos EUA
Após anos de sanções e impasses diplomáticos, a autorização do governo Trump abre espaço para o retorno das vendas de ouro venezuelano ao mercado americano. A licença, publicada no site do Tesouro dos EUA, restabelece as operações com a Companhia Geral de Mineração da Venezuela (Minerven) e suas subsidiárias, desde que as transações sejam intermediadas por empresas sediadas nos Estados Unidos. Essas companhias, inclusive, estão liberadas para exportar o metal para outros destinos, fortalecendo o fluxo comercial bilateral.
No entanto, o documento é rigoroso quanto ao destino do ouro. Países considerados adversários de Washington – como Irã, Coreia do Norte, Rússia, China e Cuba – estão explícita e categoricamente vetados do circuito de exportação venezuelano. A medida já se assemelha ao modelo adotado nas recentes exportações do petróleo venezuelano, controladas de perto pelo Tesouro americano.
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Fiscalização intensa e novas garantias de rastreabilidade
O rastreamento do ouro foi reforçado, de modo a garantir a procedência venezuelana e evitar desvios para mercados paralelos. Toda a receita gerada com as vendas, assim como impostos vinculados, será depositada em um fundo especial supervisionado pelos Estados Unidos e sediado no Catar. A medida visa assegurar que os lucros beneficiem a economia da Venezuela sob as novas diretrizes do governo transitório, apoiado por Washington.
Reações políticas e restabelecimento dos laços diplomáticos
A movimentação diplomática também esquentou a cena. A vinda do secretário do Interior americano, Doug Burgum, à Venezuela nesta semana foi estratégica: ele se reuniu com a presidente interina Delcy Rodríguez, marcando o restabelecimento formal das relações diplomáticas após anos de tensão. A visita sinalizou abertura para investimentos estrangeiros e renovou o clima de otimismo nos corredores do novo governo venezuelano.
Mercado internacional monitora recursos venezuelanos
Com as portas abertas, dezenas de empresas já demonstram interesse em investir nos setores de mineração e energia da Venezuela. Joe Burgum destacou o potencial de negócios, enquanto o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, foi o primeiro alto funcionário americano a voltar ao país desde a saída de Maduro. Vale lembrar que não só petróleo, mas também ouro, diamantes, bauxita e coltan entraram no radar, atraindo olhares de investidores globais e gerando uma disputa pelos valiosos recursos naturais venezuelanos.
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O refinamento das novas regras promete criar um ambiente mais controlado e transparente, ao mesmo tempo em que insere a Venezuela de novo no tabuleiro internacional. Agora, resta aguardar como Caracas irá conduzir a retomada econômica e se o ouro, afinal, irá impulsionar o tão esperado renascimento nacional.
O retorno da Venezuela ao cenário global e o impacto das novas diretrizes para a venda de ouro prometem movimentar os mercados e redefinir o papel do país na América Latina em 2026. Se você gostou dessa análise sobre os bastidores da política e da economia internacional, aproveite para se inscrever em nossa newsletter e não perder nenhum detalhe das fofocas mais quentes e atualizadas!
Perguntas frequentes
Quais empresas podem intermediar a venda do ouro venezuelano?
Somente empresas sediadas nos Estados Unidos estão autorizadas a intermediar as transações de ouro venezuelano.
Quais países estão proibidos de receber o ouro venezuelano exportado?
Países como Irã, Coreia do Norte, Rússia, China e Cuba estão vetados do circuito de exportação venezuelano.
Como será garantida a rastreabilidade do ouro vendido pela Venezuela?
O ouro terá fiscalização reforçada para garantir sua procedência, e as receitas serão depositadas em fundo especial supervisionado pelos EUA e sediado no Catar.
Qual o impacto da venda do ouro na relação diplomática entre EUA e Venezuela?
A autorização da venda marcou o restabelecimento formal das relações diplomáticas e abertura para investimentos estrangeiros no país.
Além do ouro, quais recursos venezuelanos atraem interesse internacional?
Além do ouro, diamantes, bauxita, coltan e petróleo também estão no radar dos investidores globais interessados na Venezuela.