Desaprovação de Lula dispara e gera debate sobre governo em 2025
em 18 de dezembro de 2025 às 09:01O presidente Lula chega ao fim de 2025 enfrentando um cenário desconfortável: seu índice de desaprovação supera a aprovação, segundo nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. O levantamento, com 18.154 brasileiros entrevistados entre 10 e 15 de dezembro, revela que 50,7% dos cidadãos desaprovam o atual governo, enquanto 48,8% ainda o apoiam. Com margem de erro de apenas 1 ponto percentual, os dados indicam um clima de empate técnico e acirramento nas avaliações.
Os sinais de desgaste aparecem justamente quando o Planalto tentava articular uma recuperação, após meses de oscilação na imagem pública do presidente. Quase metade dos entrevistados classificou a administração como “ruim ou péssima”, enquanto 46,5% definiram o desempenho de Lula como “ótimo ou bom”. Apenas 6% dos brasileiros enxergam o governo de forma regular, o que evidencia uma polarização crescente.
O que você vai ler neste artigo:
Cenário político tenso: Governo Lula entra em 2026 sob pressão
Este resultado da pesquisa não surpreende membros do meio político nem analistas, já que a segunda metade do ano foi marcada por debates intensos e polêmicas em Brasília. O governo Lula acumulou dificuldades tanto na articulação parlamentar quanto na comunicação dos avanços econômicos e sociais que pretendia emplacar.
Os dados sugerem que, apesar dos últimos esforços para melhorar sua popularidade — como o reajuste de benefícios sociais e campanhas de imagem —, a percepção negativa de parte considerável da população persiste. Ao mesmo tempo, a breve estabilidade nos índices de ótimo/bom pode sinalizar que a fase de piora, iniciada meses atrás, tenha dado uma trégua nas últimas semanas de 2025.
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Detalhes da pesquisa revelam divisão entre eleitores
Quem observa os detalhes desse levantamento percebe nuances interessantes. O grupo que considera o governo “ruim ou péssimo” atinge 48,9%, refletindo insatisfação, sobretudo, em regiões urbanas e de maior renda. Já os que avaliam como “ótimo ou bom” somam 46,5%, com concentração mais alta no Nordeste e entre os beneficiários de programas sociais.
Como a pesquisa foi realizada
A pesquisa da Latam Pulse, parceria entre AtlasIntel e Bloomberg, utilizou a metodologia Atlas RDR e ouviu, via internet, uma amostra representativa nacionalmente. A margem de erro é enxuta, de apenas 1 ponto percentual, e o nível de confiança chega a respeitáveis 95% — padrão alto para pesquisas de opinião.
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Este retrato do fim de 2025 impõe desafios claros para o governo. Diante de uma população dividida, Lula inicia 2026 com a missão de buscar união e retomar a confiança do eleitorado até a próxima disputa pelas urnas.
O cenário de desaprovação de Lula neste fim de ano mostra um ambiente político aquecido e em constante transformação. Se o tema do momento mexe com suas opiniões, não deixe de se inscrever em nossa newsletter para receber todas as novidades e bastidores quentes da política e das celebridades em primeira mão!
Perguntas frequentes
Como a pesquisa de opinião sobre governos é realizada?
Pesquisas de opinião utilizam amostras representativas da população, métodos como entrevistas online ou presenciais, e calculam margens de erro para garantir confiabilidade.
Quais fatores influenciam a aprovação ou desaprovação de um presidente?
Fatores como desempenho econômico, políticas sociais, comunicação governamental e contexto político atual influenciam diretamente a percepção pública.
O que significa um empate técnico em pesquisas eleitorais?
Empate técnico ocorre quando a diferença entre índices de aprovação ou intenção de voto está dentro da margem de erro, indicando indefinição entre os eleitores.
Por que regiões e perfis sociais avaliam o governo de forma diferente?
Diferenças econômicas, acesso a programas sociais e prioridades locais levam a avaliações distintas em grupos ou regiões do país.
Como um governo pode tentar reverter índices negativos de popularidade?
Estratégias incluem melhorar comunicação, implementar políticas que beneficiem maior parte da população, reajustar benefícios sociais e promover campanhas positivas.