Delcy Rodríguez assume comando da Venezuela sob olhar atento dos EUA em 2026
em 7 de janeiro de 2026 às 18:58O cenário político internacional ferveu nessa terça-feira com a confirmação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, logo após uma dramática incursão militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Enquanto Delcy reforça sua narrativa de independência nacional, os EUA, liderados por Donald Trump, já assumem o controle das riquezas venezuelanas, principalmente do estratégico petróleo.
Com o país ainda atordoado pelos acontecimentos recentes, cresce a tensão entre o novo governo e a presença marcante de interesses externos, especialmente norte-americanos. Com apoio das Forças Armadas e dos poderes públicos, Delcy tomou posse, mas sabe que terá de equilibrar o jogo geopolítico como ninguém.
Continue lendo para entender todos os bastidores e estratégias dessa virada surpreendente no poder venezuelano.
O que você vai ler neste artigo:
Delcy Rodríguez tenta mostrar autonomia, mas EUA impõem condições
Durante um reunião televisionada com sua equipe econômica, Delcy foi direta ao afirmar: “O governo da Venezuela governa em nosso país, mais ninguém.” Entretanto, minutos depois, Trump jogou um balde de água fria ao anunciar, em sua plataforma Truth Social, que o governo venezuelano lhe repassará até 50 milhões de barris de petróleo, cujo lucro será diretamente controlado por Washington.
O ex-presidente americano chegou a sugerir que Delcy só ocupa a presidência por decisão dele e reiterou que ela enfrentará “preço alto” caso não cumpra suas exigências. O recado foi claro: autonomia, sim, desde que sob os olhos atentos da Casa Branca.
Leia também: Nikolas Ferreira detona Allan dos Santos e clima esquenta nas redes em 2026
Leia também: Bolsonaro é liberado para exames médicos após queda na prisão, decide Moraes
O futuro de Maduro mexe com os bastidores do poder na Venezuela
Enquanto Delcy tenta organizar a casa e conter danos externos, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, agora são réus na Justiça americana, acusados de narcotráfico e crimes conexos. A operação de captura, que chocou Caracas, foi criticada internacionalmente e acendeu debates sobre soberania e direitos humanos. Vale destacar que boa parte da acusação foi reformulada, com o chamado Cartel dos Sóis agora reclassificado como “sistema de clientelismo.” A presidente do México pediu julgamento justo, e até a ONU manifestou preocupação com os métodos adotados para a deposição de Maduro.
Reestruturação do chavismo e pressão por eleições
Delcy enfrenta o desafio de manter unido o chavismo sem seu principal líder. No gabinete, nomes conhecidos continuam: Diosdado Cabello e Vladimir Padrino retêm postos-chave. Analistas como Mariano de Alba indicam que a estratégia é clara: ganhar tempo, consolidar alianças e negociar as demandas americanas enquanto prepara terreno para possíveis eleições daqui 180 dias. Como novo responde pelo comando econômico, Calixto Ortega Sánchez assume a missão de estabilizar a economia sob as novas regras do jogo internacional.
Mobilização popular e repressão desafiam legitimidade da nova gestão
A posse de Delcy não passou despercebida nas ruas de Caracas. Mulheres marcharam pedindo a libertação de Maduro, e protestos diários têm reunido multidões que prometem lutar até o último minuto pelo retorno do líder deposto. Discursos inflamados mostram que a divisão popular segue profunda, com apoiadores exaltando Delcy como “mulher revolucionária”.
Paralelamente, episódios de repressão a jornalistas preocupam a comunidade internacional. Em apenas um dia, 14 repórteres foram detidos na capital, reacendendo alertas de organismos como a OEA sobre a repressão política. Por trás das manchetes, o recado é nítido: o clima no país permanece volátil e, enquanto o petróleo for moeda principal, a pressão internacional vai continuar moldando os destinos da Venezuela.
Leia também: PT parte para o ataque e processa políticos por ligações ao narcotráfico após prisão de Maduro
A crise venezuelana ganhou novos contornos com Delcy Rodríguez no comando, enquanto a influência dos Estados Unidos cresce a cada decisão. Ainda não está claro como será o desfecho desse período interino, mas é quase certo que a palavra-chave dos próximos meses será tensão.
Se você curtiu esse panorama exclusivo dos bastidores do poder venezuelano, não perca mais nenhuma notícia quentinha: inscreva-se em nossa newsletter e seja o primeiro a receber as melhores fofocas e bastidores da política internacional.
Perguntas frequentes
Quais são os principais desafios de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela?
Delcy enfrenta a pressão dos EUA sobre o controle do petróleo venezuelano, a necessidade de manter o chavismo unido sem Maduro, além de lidar com protestos populares e repressão interna.
Como os Estados Unidos influenciam a situação política da Venezuela atualmente?
Os EUA controlam até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano e impõem condições à nova liderança, além de terem conduzido a prisão de Nicolás Maduro, aumentando a tensão geopolítica.
O que significa a reclassificação do ‘Cartel dos Sóis’ para ‘sistema de clientelismo’ na acusação contra Maduro?
A mudança indica uma revisão da acusação para focar em práticas políticas corruptas e clientelistas, em vez da figura clássica de cartel de narcotráfico, tentando dar uma nova abordagem jurídica ao caso.
Quais são os impactos dos protestos populares na legitimidade do governo de Delcy Rodríguez?
Os protestos refletem a divisão da população e questionam a legitimidade do governo interino, pressionando para o retorno de Maduro e destacando o risco de instabilidade política.
Como está o papel das Forças Armadas venezuelanas na nova gestão de Delcy Rodríguez?
As Forças Armadas continuam apoiando Delcy e mantendo a estabilidade do governo interino, mas também enfrentam pressões internas e externas que complicam seu papel tradicional de garantir a ordem.