COP30 em Belém começa com show de Fafá, beija-mão polêmico e rituais indígenas
em 10 de novembro de 2025 às 18:58A abertura oficial da COP30 em Belém, no Pará, foi marcada por momentos inusitados e muita representatividade nesta segunda-feira (10/11/2025). Com a presença do presidente Lula, da primeira-dama Janja e de uma legião de autoridades, a cerimônia de arrancada do maior evento mundial sobre mudanças climáticas teve de tudo: desde a tradicional solenidade até celebração com música, cânticos indígenas e até um polêmico beija-mão em Janja, que chamou a atenção dos presentes e gerou comentários nos bastidores. Se o objetivo era mostrar a cara do Brasil para o mundo, a organização acertou em cheio no tom festivo e carregado de simbolismo.
Além das surpresas protocolares, a participação da cantora Fafá de Belém nos destaques da noite ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais, assim como a presença de representantes indígenas, ministros do governo e celebridades políticas. A conferência, que reúne 198 países, começou deixando claro que o palco amazônico será território de protagonismo, vozes plurais e, claro, muita pauta para se discutir durante os próximos dias. Vai perder?
O que você vai ler neste artigo:
Entrosamento político, polêmicas e aparições de peso
O clima na abertura da COP30 já indicava: esta edição não será apenas sobre clima, mas também sobre gente, influência e celebração. Em uma plateia repleta de figuras conhecidas, o protagonista do rito inicial foi André Corrêa do Lago, diplomata e presidente da COP30, ovacionado ao assumir o comando oficial dos trabalhos. O cerimonial seguiu à risca, mas o burburinho ficou por conta dos cumprimentos calorosos – entre eles, um beija-mão a Janja Lula da Silva, gesto que dividiu opiniões ao ser visto como galanteador por uns e como símbolo de prestígio feminino por outros.
No rol dos notáveis estavam o prefeito de Recife, João Campos, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e nomes de peso da cultura e movimentos sociais como Margareth Menezes e Anielle Franco. A multiplicidade de vozes só reforçou a cara brasileira do evento, onde cada detalhe contou para reforçar o recado: o Brasil quer – e pode – liderar a pauta ambiental de forma original.
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Celebrações culturais e apelo indígena na COP30 de 2025
A importância da cultura regional e dos povos originários esteve no centro do palco nesta primeira noite em Belém. Logo após o discurso inaugural, que defendeu o multilateralismo como saída para o impasse climático, o ambiente se transformou num grande ritual à moda amazônica. Cânticos indígenas ecoaram pelo salão, unindo tradição, ancestralidade e o apelo por respeito à floresta. Um momento que emocionou convidados e arrancou aplausos de pé.
Show de Fafá e a mensagem por união
A noite ganhou ainda mais brilho com a presença de Fafá de Belém, que dividiu microfone com a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Juntas, entoaram “Emoriô”, canção de inspiração afro-brasileira que trouxe emoção e uma energia única ao espaço. O simbolismo foi além da música: “emoriô” significa “eu te vejo”, saudação que remete à ancestralidade e ao compromisso coletivo com a vida no planeta, além de ser uma alusão direta à tradição dos orixás.
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O recado de união ecoou forte no discurso do secretário-executivo Simon Stiell. Ele pontuou o ritmo lento das medidas mundiais frente à emergência climática e reforçou que nenhuma rivalidade justifica o atraso no cuidado com a Terra. Já Lula, no encerramento, fez críticas indiretas às big techs e ao presidente norte-americano Donald Trump, abordando o contraste entre os gastos militares globais e o financiamento escasso à pauta climática.
O início da COP30 foi, sem dúvida, uma amostra do que esperar nos debates: diversidade, discussões afiadas e vanguarda político-cultural. Se você curtiu saber dos bastidores e curiosidades deste evento histórico, não deixe de acompanhar a cobertura e assinar nossa newsletter para receber fofocas e novidades fresquinhas diretamente no seu e-mail!
Perguntas frequentes
Como funciona a abertura de uma conferência climática como a COP30?
A abertura da COP30 envolve uma cerimônia oficial com discursos de líderes e autoridades, apresentações culturais regionais, e provoca debates políticos, buscando engajar participantes e o público mundial.
Qual é a importância da participação indígena em eventos climáticos internacionais?
A participação indígena traz à tona a ancestralidade, o respeito pelas florestas e a conexão com a natureza, emprestando voz e legitimidade às demandas ambientais e culturais desses povos nos debates globais.
O que significa o gesto do beija-mão na cerimônia da COP30?
O beija-mão a Janja Lula da Silva simbolizou prestígio e respeito feminino, mas também gerou discussão por ser visto por alguns como um gesto galanteador, refletindo as nuances culturais e políticas do evento.
Por que a música afro-brasileira foi incluída na abertura da COP30?
A música afro-brasileira, especialmente a canção ‘Emoriô’, reforça a valorização da ancestralidade e a união dos povos, trazendo uma mensagem simbólica de compromisso coletivo na luta contra as mudanças climáticas.
Quais temas políticos foram destacados na abertura da COP30?
Foram ressaltadas críticas ao financiamento da pauta climática, o contraste com gastos militares, além do apelo ao multilateralismo como solução para a urgência das ações pelo clima no cenário global.