Alcolumbre vira peça-chave no Congresso e deixa Lula em alerta em 2025
em 17 de outubro de 2025 às 09:04Davi Alcolumbre, presidente do Senado, movimentou os bastidores do poder nesta semana e ampliou ainda mais sua influência em Brasília. Reconhecido por sua habilidade de articulação, ele atendeu o pedido do governo Lula e adiou a votação dos vetos ao polêmico projeto de licenciamento ambiental, manobra que evitou uma provável derrota do Planalto. O movimento expôs o papel ambíguo que o senador desempenha: ora aliado, ora mediador, ora pressionando o Palácio do Planalto a ceder para garantir a governabilidade.
A tensão aumentou porque o adiamento da votação aconteceu enquanto Alcolumbre engatava articulações para emplacar o senador Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado, como novo ministro do Supremo Tribunal Federal. Lula, porém, faz segredo sobre o nome escolhido, reforçando a disputa de poderes no cenário nacional. Fique ligado para entender o que está por detrás dessa disputa acirrada em 2025.
O que você vai ler neste artigo:
Alcolumbre equilibra interesses e cresce nos bastidores
No Senado, Alcolumbre já é chamado de “homem-forte” do momento. Nos últimos meses, ele intensificou conversas com ministros do Supremo, como Edson Fachin, e nomes de peso do Executivo, como Fernando Haddad, numa clara tentativa de reposicionar seu nome entre os principais operadores políticos do país. O adiamento da análise dos vetos à lei ambiental foi apenas o mais recente episódio, mas não o único.
Enquanto isso, o senador transformou-se no principal canal de negociação sobre o Orçamento de 2026. Capitaneou reuniões delicadas, buscando uma saída para o embate sobre o calendário de emendas parlamentares – tema que preocupa o governo e pode engessar a máquina pública no próximo ano. Essa habilidade de articular tanto com o Planalto quanto com o Congresso faz de Alcolumbre uma peça essencial para a governabilidade, com aliados e rivais reconhecendo sua importância neste xadrez político.
Planalto se cerca, mas depende do caminho de Alcolumbre
Nos corredores do poder, a equipe de Lula reconhece que não pode ignorar a força de Alcolumbre. Para consolidar a escolha para o novo ministro do STF, será indispensável o apoio do presidente do Senado – afinal, a indicação precisa passar por sabatina e votação, sendo necessários pelo menos 41 votos favoráveis. Lula, por sua vez, promete ouvir, mas prefere manter a última palavra sobre o indicado, irritando parte dos caciques do Congresso.
Outro ponto de tensão envolve o projeto da anistia aos condenados do 8 de janeiro: Alcolumbre rejeitou pressionar por uma anistia ampla aos bolsonaristas e travou também a tramitação do polêmico PL da Dosimetria, voltado à redução de penas. Para a base do governo e para seus críticos, fica claro que nenhuma decisão estratégica passará sem aval prévio do senador do Amapá, que se mostra cada vez mais estratégico neste embate.
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Negociações ambientais e impacto para Lula
A discussão sobre o novo licenciamento ambiental é outro front crítico. Enquanto entidades ambientais alertam para o risco do “desmonte” das regras de proteção, a bancada ruralista defende agilidade para liberar projetos e obras. O governo de Lula manteve cerca de 60 dispositivos vetados, apostando em medidas provisórias e projetos paralelos para preencher lacunas, mas enfrenta resistência de líderes como Tereza Cristina e Zé Vitor.
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No Planalto, o clima é de apreensão. Com a maior conferência climática do mundo, a COP30, marcada para o mês que vem em Belém, o governo teme desgaste internacional caso perca o controle da pauta ambiental. O adiamento costurado por Alcolumbre permitiu ao Planalto ganhar fôlego para negociar, mas também reforçou o protagonismo do presidente do Senado como verdadeiro “guardião” do equilíbrio de forças em Brasília.
Com Alcolumbre no centro das decisões, Lula precisa de habilidade extra para consolidar acordos e evitar novos impasses políticos. Se você curtiu esta análise com os bastidores e quer receber mais fofocas quentes direto de Brasília, não deixe de assinar nossa newsletter e ficar por dentro dos próximos capítulos desse duelo de titãs no Congresso!
Perguntas frequentes
Qual o papel de Davi Alcolumbre no Senado atualmente?
Alcolumbre atua como um articulador-chave, mediando interesses entre o governo de Lula e o Congresso, influenciando votações e negociações estratégicas.
Por que a votação do licenciamento ambiental foi adiada?
O adiamento foi uma manobra para evitar uma derrota do governo Lula, dando mais tempo para negociações e garantindo a governabilidade.
Como funciona o processo de escolha de um ministro para o STF?
O presidente da República indica um nome, que precisa passar por sabatina e votação no Senado, exigindo pelo menos 41 votos favoráveis para aprovação.
Qual o impacto das negociações ambientais no cenário político brasileiro?
As negociações influenciam a aprovação de leis que podem afetar a proteção ambiental, além de repercutirem na imagem do país em conferências internacionais como a COP30.
Como a atuação de Alcolumbre afeta a governabilidade do governo Lula?
Como mediador e negociador, Alcolumbre pode facilitar ou dificultar a aprovação de projetos-chave, tornando-se essencial para o alinhamento entre Executivo e Legislativo.