Sistema Solar já teve seis planetas gigantes em sua infância, aponta pesquisa inédita
em 12 de junho de 2026 às 08:10Uma revelação surpreendente sobre o passado do Sistema Solar deixou a comunidade científica de boca aberta: segundo um estudo recente, nosso sistema planetário foi palco de uma verdadeira dança dos gigantes, abrigando até seis planetas massivos na infância do Sol. Essa descoberta intrigante pode mudar tudo o que sabemos sobre a formação planetária — e coloca novas peças nesse quebra-cabeça interestelar.
A pesquisa, publicada agora em junho, reuniu um time internacional de cientistas liderados por Matthew Clement, da Universidade Johns Hopkins. Eles usaram simulações computadorizadas para explorar como seria o nosso quintal cósmico logo após o nascimento do Sol. O resultado? Um cenário bem menos calmo do que se imaginava, com planetas extras sendo expulsos em batalhas gravitacionais intensas.
O que você vai ler neste artigo:
Super-Terras expulsas e o caos primordial
Os autores sugerem que, nos primeiros cem milhões de anos, dois gigantes do tipo super-Terras — maiores que a Terra, porém menores que Netuno — giravam ao redor do Sol junto com Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Esse grupo de seis competidores protagonizou um cenário instável, até que as órbitas cruzadas resultaram na ejeção dessas super-Terras para fora do Sistema Solar.
Esse período turbulento foi determinante para o formato atual do Sistema Solar: os planetas sobreviventes passaram por reconfigurações caóticas, enquanto os corpos expurgados podem estar vagando, silenciosamente, pelo espaço interestelar. As consequências dessa verdadeira guerra espacial ainda são visíveis nos satélites naturais de alguns planetas, segundo a equipe envolvida no artigo.
Luas como arquivos da história oculta
Parte do mistério se esconde nas luas que orbitam os grandes planetas. O estudo aponta que a própria existência das luas de Urano e Júpiter só foi possível graças a essa fase agitada: os planetas adicionais funcionaram como “amortecedores gravitacionais”, impedindo perdas catastróficas desses satélites. Sem a presença dessas super-Terras, sistemas como o das luas de Urano teriam sido destruídos no passado violento do Sistema Solar.
Miranda, uma das pequenas luas de Urano, chama atenção dos especialistas por seu aspecto irregular e composição diferenciada. Os cientistas sugerem que ela seria um registro vivo desse passado tempestuoso — possivelmente formada a partir dos destroços de colisões desencadeadas pelo vai-e-vem dos planetas ejetados.
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O legado deixado pelos mundos desaparecidos
Até o momento, mais de uma centena de simulações testaram combinações e caminhos evolutivos possíveis para explicar como nosso Sistema Solar permaneceu relativamente estável, mesmo após tamanho alvoroço cósmico. A maioria dos testes só confirmou o quão improvável é o cenário atual, reforçando a teoria de que boa parte dos mundos originais foi mesmo embora, deixando rastros apenas nas órbitas e composições dos corpos que ficaram.
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As luas, segundo os pesquisadores, funcionam como “fósseis dinâmicos”: seus movimentos e características químicas continuam entregando dicas sobre quantos e quais planetas já passaram por aqui. Se hoje restaram apenas oito planetas, quem diria que nossas origens foram tão mais populosas e selvagens?
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