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Cheiro na paixão: debate sobre desejo ganha força após cenas em Três Graças e BBB 26

Minha Fofoca em 30 de janeiro de 2026 às 16:34

A discussão sobre o papel do cheiro no desejo sexual voltou aos holofotes em 2026, depois de duas cenas marcantes agitarem a percepção do público: a novela Três Graças e o reality BBB 26 escancararam o tema, mostrando que nosso olfato pode ser ainda mais poderoso na hora da atração do que muita gente imagina. O desejo visceral, raramente abordado em horário nobre, virou assunto de quem gosta de novela, reality show e até de quem se interessa por comportamento. Vale a pena entender como o olfato virou protagonista nessa história de tesão.

Enquanto a vilã Arminda (Grazi Massafera) perdeu as estribeiras pelo cheiro de um mecânico na novela, Juliano Floss, do Big Brother Brasil, virou meme e tema de mil debates ao confessar gostar do cheiro da axila da namorada. Parece estranho? Para especialistas, não tem nada de bizarro aí.

Cheiro de novela e cheiro de reality: diferentes, mas impactantes

A cena que viralizou em Três Graças foi daquelas que gruda na cabeça do público: Arminda, personagem elegante e cheia de preconceitos, se vê enfeitiçada pelo cheiro de Joaquim, um homem de origem humilde. Pegando para si uma camiseta suada, ela revela desejos escondidos e provoca discussões acaloradas nas redes sociais sobre o poder do olfato na paixão.

Enquanto isso, no BBB 26, Juliano Floss escancarou um lado íntimo ao dizer que sente falta do cheiro de Marina Sena, sua namorada, e levou até um casaco dela para dentro da casa, só para ter o aroma por perto. O ápice foi quando confessou não resistir ao cheirinho da axila da cantora. O público ficou dividido: teve quem achou inusitado, outros acharam um gesto romântico – e, claro, muita gente se identificou.

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Por que o cheiro mexe tanto com o desejo?

O olfato tem um papel crucial na intimidade, ainda que quase ninguém fale sobre isso. Segundo o terapeuta sexual Fernando Ravi, essas reações nada mais são do que reflexos de uma educação que, historicamente, higienizou o desejo. O corpo desejável, diz ele, foi transformado pela cultura num corpo “limpo”, sem sinais próprios, como cheiros ou marcas. Por isso, quando alguém admite que sente atração por odores naturais, quebra uma regra silenciosa do nosso imaginário coletivo.

Desejo animal x moral cultural: uma disputa antiga

Muita gente se surpreende ou até se sente incomodada ao ver esse tipo de confissão na TV. Segundo Ravi, a causa desse desconforto não está no cheiro em si, mas no fato de ele trazer à tona a dimensão animal e sensorial do desejo, algo difícil de controlar ou racionalizar. E quem nunca escondeu algum desejo “diferente” por medo de julgamento, que atire a primeira pedra.

Além disso, o terapeuta explica que o desejo não depende apenas de feromônios ou hormônios, mas é influenciado por tudo: contexto, memória, emoções e fantasias. Não existe um cheiro do tesão universal. Cada pessoa reage de forma única aos estímulos olfativos, o que faz parte da pluralidade da sexualidade humana. Perfumes, desodorantes e sabonetes, inclusive, vão muito além do papel de limpeza: funcionam como intermediários eróticos, moldando conquistas e a própria atração.

Fetiche ou só desejo? O tal do ‘axilismo’

Assumir o gosto por cheiros de partes do corpo, como axilas, causa burburinho e logo vem tachado de fetiche, considerado, por muitos, algo exótico. Mas será mesmo? O próprio terapeuta ressalta: não há nada de estranho nisso. Os limites sobre o que é considerado normal mudam com o tempo. Práticas hoje aceitas já foram consideradas tabu, como beijo na boca ou sexo oral. O desconforto que Juliano Floss expressou no BBB, achando ser ‘doentio’ gostar do cheiro da parceira, só mostra o quanto nossa cultura insiste em regras rígidas e moralistas para os desejos mais instintivos.

De fato, segundo relatos terapêuticos, muitas pessoas acreditam que devem controlar ou até reprimir desejos que fogem do esperado. O resultado é ansiedade, culpa e bloqueios sexuais. Ao impor padrões limitantes para sentir prazer, empobrecemos a própria vivência erótica. O que excita uma pessoa pode ser indiferente ou repelente para outra, e está tudo bem.

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No fim das contas, cheiro e desejo sexual andam juntos muito antes do glamour dos perfumes. O aroma da paixão, como mostram novelas e realities, é só mais uma faceta do quanto somos complexos e imprevisíveis no jogo da sedução.

O tema forte do olfato na sexualidade só reforça que a atração não segue um manual e que cada um tem direito a desejar do seu jeito. Curtiu o conteúdo? Não deixe de se inscrever em nossa newsletter para receber os próximos babados quentes do mundo das celebridades e mais análises ousadas sobre amores e paixões do momento!

Perguntas frequentes

Como o olfato influencia o desejo sexual?

O olfato conecta memórias, emoções e estímulos sensoriais, criando reações únicas que podem aumentar a atração e o desejo entre as pessoas.

Por que o gosto por cheiros naturais ainda gera preconceito?

Isso ocorre devido a uma educação cultural que valoriza corpos ‘limpos’ e reprime expressões naturais do desejo, considerando-as tabu ou fetiche.

O que significa ‘axilismo’ no contexto da sexualidade?

‘Axilismo’ refere-se ao interesse ou atração pelo cheiro das axilas, um desejo natural que muitas vezes é mal interpretado como fetiche exótico.

Cheiros fortes e perfumes têm o mesmo impacto no desejo sexual?

Não necessariamente; perfumes podem agir como intermediários eróticos, mas o cheiro natural do corpo pode provocar reações mais instintivas e autênticas.

Como a mídia tem tratado o tema do cheiro como fator de desejo?

Novelas e realities têm mostrado esse tema com maior abertura, quebrando tabus e promovendo debates sobre a importância do olfato na atração sexual.

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