Lula barra aliado de Bolsonaro e Trump reage com ofensiva diplomática em fórum de terras raras 2026
em 18 de março de 2026 às 16:01Um clima de tensão marcou o Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, realizado nesta quarta-feira, dia 18 de março de 2026, em São Paulo. O evento, que prometia ser a grande vitrine para investimentos bilionários no setor mineral brasileiro, virou palco de disputa diplomática após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelar o visto de Darren Beattie, aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro e assessor sênior do governo de Donald Trump. E não parou por aí: em resposta, Trump escalou ninguém menos do que seu ‘czar de terras raras’, David Copley, para defender os interesses americanos diretamente da Casa Branca.
A presença de Copley no evento, ainda que virtual, colocou os holofotes sobre a pressão dos EUA por protagonismo no controle dos minerais estratégicos. Este episódio revelou o jogo geopolítico por trás da cadeia global de suprimentos e deixou claro que Brasil, EUA, China e até mesmo as rivalidades políticas internas do país estão disputando cada detalhe do futuro dos metais mais cobiçados do mundo. Continue lendo e entenda como essa queda de braço pode impactar bilhões em investimentos e o equilíbrio de poder no setor mineral brasileiro.
O que você vai ler neste artigo:
O movimento estratégico dos EUA: O ‘czar de terras raras’ na mira
A decisão do governo americano de enviar ao Brasil uma delegação robusta, incluindo representantes da Casa Branca, Departamento de Energia, Export-Import Bank e outras instituições chave, mostra o quanto as terras raras brasileiras estão no centro da estratégia global dos Estados Unidos. O nome mais comentado na delegação é David Copley, assessorado especial de Trump no Conselho de Segurança Nacional – chamado nos bastidores diplomáticos de ‘czar dos minerais críticos’.
Copley, ex-militar e especialista em inteligência, defende abertamente as quatro ações prioritárias que os EUA querem implementar no setor: investir pesado em projetos minerais, criar estoques estratégicos, proteger a indústria extrativa com políticas de defesa de preços e reconstruir toda a cadeia produtiva. Nos corredores do evento, participantes classificaram a iniciativa americana como uma ‘nova ofensiva para quebrar a hegemonia chinesa’ e segurar o Brasil como aliado estratégico nesse tabuleiro global.
Investimentos e projetos promissores sob os olhos atentos de Washington
O fórum serviu de vitrine para sete megaprojetos de mineração no Brasil, que atraíram olhares atentos da comitiva americana. Empresas como Meteoric, Viridis, South Star Battery Metals, Brazilian Nickel, Atlas Lithium, Sigma Lithium e St George Mining apresentaram iniciativas que somam centenas de milhões de dólares, com potencial de transformar o país no novo eldorado das terras raras. Só este ano, os EUA já injetaram cerca de US$ 600 milhões em mineradoras brasileiras, especialmente na Serra Verde, em Goiás. Segundo diplomatas, o número pode saltar para ‘bilhões’ nos próximos anos, consolidando o Brasil como um dos maiores exportadores mundiais.
No entanto, o governo Lula tem moderado o entusiasmo, recusando exclusividade ou compromissos de alinhamento automático com Washington. O Itamaraty prefere manter o Brasil como agente independente, conversando também com países europeus e asiáticos para evitar amarras políticas enquanto negocia melhores condições para o processamento e refino de minerais em território nacional.
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Bastidores da polêmica: veto, retaliação e jogo duro diplomático
A crise foi detonada quando, poucos dias antes do fórum, Darren Beattie, influente membro do círculo trumpista e com laços diretos com a família Bolsonaro, teve seu visto diplomático cancelado. O Itamaraty alegou que Beattie ocultou o real motivo da visita e acusou o assessor de tentar usar o evento para fins políticos ligados à oposição. O revés não passou em branco: Trump decidiu marcar posição, colocando David Copley no centro dos debates, mesmo que de maneira online, como resposta clara ao gesto brasileiro.
Esse embate escancarou a polarização entre os governos Lula e Trump e destacou como temas ambientais, negócios, eleições e disputas partidárias seguem entrelaçados nas decisões de alto impacto econômico e geopolítico. Mesmo com a ausência de ministros do governo Lula e cobertura restrita à imprensa, o evento escancarou a força de bastidores e mostrou que as terras raras se tornaram peça-chave no jogo da política internacional.
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O desdobramento desse episódio mostra que o Brasil, guardião de 23% das reservas globais de terras raras, continua sendo cobiçado por gigantes globais. Se souber equilibrar diplomacia, interesses nacionais e atração de investimentos sem se render a alinhamentos automáticos, pode sair ainda mais forte neste novo ciclo da economia verde e tecnológica.
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Perguntas frequentes
Quais são os minerais críticos e por que eles são importantes?
Minerais críticos são elementos essenciais para tecnologias avançadas e energia limpa, cuja oferta é limitada e estratégica para a economia e segurança nacional.
Quem é o ‘czar das terras raras’ dos EUA mencionado no evento?
David Copley, especialista em inteligência e assessor de Trump, lidera a estratégia americana para garantir controle e investimentos em minerais críticos globais.
Qual foi o motivo do veto do visto a Darren Beattie pelo governo brasileiro?
O governo brasileiro alegou ocultação do real motivo da visita e uso político do evento, levando ao cancelamento do visto diplomático de Beattie.
Como o Brasil planeja equilibrar seus interesses na mineração de terras raras?
O Brasil busca manter independência diplomática, negociando com diversos países e evitando alinhamentos automáticos para proteger seus interesses nacionais.
Quais são os potenciais impactos dos investimentos estrangeiros na mineração brasileira?
Os investimentos podem transformar o Brasil em grande exportador de minerais estratégicos, gerando empregos, tecnologia e crescimento econômico, mas também trazem desafios políticos e ambientais.