Líder britânico faz visita histórica à China em 2026 e desafia Trump
em 28 de janeiro de 2026 às 16:00A ida do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, a Pequim nesta semana agitou o cenário político internacional. Trata-se da primeira visita de um líder britânico à China desde 2018 — e a movimentação não poderia ter acontecido em momento mais delicado, com Donald Trump pressionando aliados dos EUA a tomarem distância de Xi Jinping. Starmer desembarcou em solo chinês apostando alto: busca fortalecer parcerias comerciais e reaproximação, sem abandonar críticas a pautas sensíveis como direitos humanos.
O premiê, muito ciente do jogo de xadrez diplomático, embarcou para uma rodada de reuniões acompanhado de uma super comitiva. São 60 representantes do setor privado, incluindo gigantes das áreas de saúde, finanças e indústria criativa, ansiosos por acordos capazes de impulsionar a economia britânica, que passa por momento turbulento em meio à nova ordem global. O leitor que acompanha os bastidores do poder no Reino Unido sabe: as movimentações de Starmer revelam estratégia, prudência e vontade de remodelar a relação com a segunda maior economia do planeta. Continue lendo e entenda os próximos passos e as controvérsias dessa aproximação.
O que você vai ler neste artigo:
Uma relação de altos e baixos: O papel da China no tabuleiro britânico
Keir Starmer não esconde: os laços entre Reino Unido e China passaram por fases imprevisíveis nos últimos anos. Da fase de ouro ao distanciamento, o país asiático permanece essencial, principalmente do ponto de vista econômico. De acordo com o jornal The Guardian, a China já responde por cerca de 370.000 empregos no Reino Unido, ocupando a posição de terceiro principal parceiro comercial dos britânicos — atrás apenas de União Europeia e Estados Unidos.
Com este cenário, a delegação britânica aposta em acordos capazes de aliviar tensões internas e ampliar oportunidades para empresas do país. Estima-se que um novo tratado ou ampliação de parcerias comerciais possa representar fôlego para setores fragilizados pela instabilidade global dos últimos anos.
Sinal de autonomia frente à pressão dos EUA
Em meio às idas e vindas diplomáticas, um fator chama atenção: a disposição do Reino Unido em agir com mais autonomia, mesmo com ameaças vindas do governo Trump. O republicano, ao ameaçar aliados com sanções, tentativas de anexação do Canadá e cobrança de tarifas, transformou a relação transatlântica em campo minado. Os britânicos, agora, buscam equilibrar interesses e responsabilidades globais.
Com outros líderes europeus também investindo em reaproximação com Xi Jinping, como Emmanuel Macron e Friedrich Merz, o movimento britânico deixa claro: é possível discordar, até criticar, mas o diálogo é indispensável para manter relevância internacional — ainda que gere críticas internas ferozes.
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Oposição feroz e polêmicas no Reino Unido
Enquanto Starmer busca crescer como estadista internacional, em casa, enfrenta uma oposição barulhenta. O Partido Conservador acusa o premiê de ceder diante de pressões chinesas. O principal argumento envolve o receio sobre a nova “mega-embaixada” chinesa em Londres, vista como potencial posto avançado de espionagem.
Priti Patel, uma das vozes mais incisivas entre os conservadores, declarou: “A China representa uma ameaça real à nossa segurança. Starmer vai à China sem qualquer poder de barganha e se curva diante de Pequim.” Alegações de tentativas de recrutamento de informantes no parlamento, assédio a ativistas de Hong Kong e envolvimento chinês em ataques cibernéticos alimentam a desconfiança. Ainda assim, a concretização da embaixada permitiu restabelecer o canal diplomático para o encontro entre Xi Jinping e Starmer.
Apesar de toda a pressão, Starmer tenta se firmar como mediador pragmático, deixando claro que não deixará de questionar os chineses em temas sensíveis, caso do encarceramento do britânico Jimmy Lai em Hong Kong.
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Os próximos meses prometem ser decisivos para a política externa do Reino Unido e a posição do premiê, que aposta todas as fichas nessa reaproximação estratégica. Se gostou de estar por dentro deste bastidor quente da política internacional, não perca as próximas atualizações!
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Perguntas frequentes
Qual o principal objetivo da visita de Keir Starmer à China?
O principal objetivo é fortalecer parcerias comerciais e promover uma reaproximação estratégica entre Reino Unido e China.
Por que a visita de Starmer acontece em momento delicado?
Porque ocorre em meio a pressões dos EUA para aliados se distanciarem da China e tensões diplomáticas globais.
Como a oposição britânica reage à visita de Starmer à China?
A oposição, especialmente o Partido Conservador, acusa Starmer de ceder às pressões chinesas e teme riscos à segurança nacional.
Qual a importância econômica da China para o Reino Unido?
A China é o terceiro maior parceiro comercial do Reino Unido e gera cerca de 370.000 empregos na economia britânica.
Como Starmer lida com questões sensíveis como direitos humanos na China?
Embora busque reaproximação, Starmer mantém críticas e promete questionar os chineses sobre temas como o encarceramento de Jimmy Lai.