Reviravolta em excesso: Globo aposta no retorno de personagens dados como mortos em 2025
em 7 de novembro de 2025 às 15:01Mais uma vez, a Globo recorre à velha artimanha de ressuscitar personagens dados como mortos em suas novelas, e esse truque já virou motivo de debate nos bastidores e, claro, entre os telespectadores apaixonados por folhetins. 2025 promete ser o ano em que a tática, já usada à exaustão, pode finalmente perder o impacto – mas a emissora parece disposta a arriscar. Novelas como Três Graças e Dona de Mim apostam forte na volta surpreendente de figuras que muitos já consideravam partidas desta para melhor – literalmente!
Se você piscou e perdeu, saiba que os próximos capítulos prometem aquela mistura de surpresa com o velho déjà vu. Será mesmo que o público ainda cai nessa armadilha ou a fórmula está com os dias contados?
O que você vai ler neste artigo:
Rogério e Ellen: os “mortos-vivos” da vez
O retorno dos personagens principais dados como mortos é o fio condutor das tramas mais comentadas do horário nobre e da faixa das sete. Em Três Graças, a esperada reviravolta envolve Rogério (interpretado por Eduardo Moscovis), que ressurgirá por volta do capítulo 80, supostamente sem memória e pronto para abalar as estruturas do relacionamento de Arminda (Grazi Massafera). Já em Dona de Mim, a surpresa envolve Ellen (vivida por Camila Pitanga), que retorna para lutar pela guarda da própria filha, depois de ser considerada morta.
Essa fórmula do falso óbito até já foi interessante em outros tempos, mas a recorrência tem tirado força do impacto. Os espectadores mais atentos já se acostumaram: toda grande morte agora é vista com desconfiança, e os fóruns de discussões de novela bombam de teorias prevendo quem deve sair do túmulo da vez.
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Quando a surpresa vira rotina: o desgaste do recurso
Nos últimos anos, a “ressurreição” deixou de ser reviravolta e passou a ser praticamente regra. Só de 2021 pra cá, o público acompanhou o retorno improvável de figuras como Molina (Rodrigo Lombardi) em Mania de Você, Du (José Duboc) em Renascer e Frida (Arlete Salles) em Família É Tudo. Sem contar os casos de Leonel (Paulo Gorgulho) em Amor Perfeito, César (Leopoldo Pacheco) em Fuzuê e tantos outros – todos ressuscitados para dar aquela movimentada no roteiro, mas com surpresas cada vez menos surpreendentes.
O caso mais simbólico ocorreu no remake de Vale Tudo (2025): o retorno de Odete Roitman (Debora Bloch) já era aguardado pelo público antes mesmo de virar realidade. Em 1988, o choque foi geral, mas agora, a reação foi mais morna, resultado da saturação dessa volta triunfal.
O esgotamento da criatividade: falta de novidade preocupa fãs
O público mais velho deve se lembrar de um tempo em que a direção da Globo barrava histórias parecidas e até censurava nomes de personagens repetidos em tramas seguidas, tudo para evitar que o telespectador achasse as novelas iguais. Isso ficou no passado. Hoje, a frequência das voltas improváveis denuncia, aos olhos mais atentos, uma certa zona de conforto dos autores e um apagão criativo nos roteiros.
Para quem acompanha de perto, ficou até fácil apostar: basta um personagem morrer que logo surgem apostas nos grupos de WhatsApp sobre o retorno dali a alguns meses – e, o pior, quase sempre acertam. Essa previsibilidade ameaça minar justamente o que faz de uma boa novela aquele vício: o suspense genuíno e o gosto pela novidade a cada capítulo.
No clima de tudo pode acontecer, o uso repetitivo dessa solução deixa um aviso para os roteiristas: é hora de inovar e recuperar parte do impacto perdido nos últimos anos.
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Com inúmeras “ressurreições” em sequência, as novelas da Globo colocam em risco um elemento essencial do gênero: a capacidade de surpreender o telespectador. Enquanto alguns fãs se divertem tentando prever a próxima volta do além, outros já demonstram cansaço com a previsibilidade. O desafio, agora, está lançado para os autores: será que veremos novas formas de reviravolta ou continuaremos navegando pelo túmulo dos que não foram?
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Perguntas frequentes
Por que as novelas usam a técnica da ‘ressurreição’ de personagens?
A ‘ressurreição’ é usada para criar reviravoltas no roteiro, aumentar o suspense e a audiência, movimentando a trama com surpresas que prendem a atenção do público.
Quais são os riscos de usar frequentemente o retorno de personagens mortos?
O uso repetitivo pode causar desgaste e previsibilidade, fazendo com que o público perca o interesse e critique a falta de criatividade nos roteiros.
Como o público costuma reagir às ressurreições nas novelas atuais?
Muitos telespectadores passaram a desconfiar das mortes e a prever as voltas dos personagens, o que reduz o impacto emocional desses momentos.
Algumas novelas recentes que usaram essa técnica são consideradas exitosas?
Embora essa técnica movimente a trama, seu uso exagerado tem sido criticado, especialmente em novelas como ‘Três Graças’ e ‘Dona de Mim’, onde as reviravoltas perdem força.
O que os roteiristas podem fazer para renovar o interesse do público nas novelas?
É importante inovar nas tramas, evitar fórmulas repetidas e apostar em surpresas autênticas para resgatar o suspense e o fascínio dos telespectadores.