Novo embate no Congresso: veto de Lula à dosimetria está por um fio em 2026
em 30 de abril de 2026 às 09:07O clima em Brasília está pegando fogo após a recente rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Agora, todas as atenções se voltam para a sessão conjunta da Câmara e do Senado marcada para esta quinta-feira, quando o Congresso vai decidir o futuro do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao polêmico projeto de lei da dosimetria das penas. De um lado, a oposição alardeia que tem votos de sobra para derrubar o veto; do outro, governistas admitem que a batalha já parece perdida até antes de começar.
O projeto de dosimetria mexe diretamente com o cumprimento e a progressão de penas de condenados, tema especialmente sensível depois das condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. Relator do texto, o deputado Paulinho da Força preparou terreno para conseguir apoios de vários grupos do Centrão e da oposição, destacando que o texto traz garantias jurídicas e benefícios mesmo para quem cumpre pena em prisão domiciliar.
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Placar desfavorável para Lula: votos e alianças surpreendem
Em conversas de bastidores, parlamentares já tratam a sessão como uma derrota anunciada para o Planalto, principalmente após o episódio Messias escancarar fissuras na base aliada. Nomes próximos a Jair Bolsonaro e integrantes do Centrão articulam com força para garantir a derrubada do veto e acelerar possíveis revisões e reduções de penas para condenados por tentativa de golpe.
Paulinho da Força estima pelo menos 300 votos favoráveis na Câmara e cerca de 50 no Senado — números bem acima dos 257 e 41 necessários, respectivamente. A probabilidade de rejeição do veto só cresceu depois que opositores selaram novas alianças. Gleisi Hoffmann, uma das principais vozes do PT, afirmou abertamente que o resultado de Messias foi fruto de um “acordão” entre alas bolsonaristas e setores do Centrão que já vinham ensaiando alianças desde o início do ano.
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Bastidores: como o clima político embalou a sessão desta quinta-feira
A queda do veto de Lula vem sendo tratada como o desfecho de uma novela que começou ainda em janeiro, quando o petista vetou toda a proposta durante uma cerimônia para marcar três anos dos ataques ao STF. O presidente optou por dar respaldo ao Supremo e reforçar, em seu discurso, a prioridade da democracia. Porém, para muitos integrantes do Congresso, a declaração soou como provocação e, para outros, foi mais um ingrediente para atrair votos anti-Lula.
Discurso da oposição promete sessões agitadas
O presidente da Câmara, Hugo Motta, declarou em coletiva que enxerga a derrubada do veto como uma forma de virar a página das tensões envolvendo as condenações de janeiro de 2023. Falas nesse tom têm sido recorrentes e apontam para mais um revés da articulação do governo dentro do Congresso.
Entre os bastidores da política e os corredores abarrotados de jornalistas, só se fala na possibilidade de uma nova crise institucional caso o Congresso imponha sua vontade sobre uma posição considerada crucial pelo Planalto. O clima é de expectativa máxima e os desdobramentos prometem pautar o debate político nas próximas semanas.
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Com a sessão decisiva batendo à porta, fica difícil imaginar um resultado diferente do que já está sendo anunciado por diversos parlamentares: a derrubada do veto à dosimetria e mais um embate direto entre Legislativo e Executivo em 2026.
Agora, resta esperar o apito final. Caso a tendência se confirme e o veto de Lula caia, o Congresso dará novo impulso às discussões sobre penas e progressão de regime — um tema que segue na ordem do dia da política nacional após os episódios do início de 2023. Para seguir acompanhando de perto os bastidores e todas as fofocas quentes de Brasília, assine nossa newsletter e receba em primeira mão todos os detalhes sobre a palavra-chave que movimenta o poder no Brasil.