Dona de Mim quebra barreiras e celebra representatividade PCD na novela das 7
em 5 de janeiro de 2026 às 15:01Dona de Mim se despede do público nesta sexta-feira, mas já garantiu seu lugar na história da televisão brasileira. A trama das sete da Globo foi pioneira ao integrar personagens com deficiência de forma natural, sem transformar suas condições em estereótipos, algo ainda raro nos roteiros tradicionais. Marcando esse momento, o ator Pedro Fernandes, intérprete do divertido Peter, celebrou em entrevista recentíssima a importância dessa conquista.
Para Fernandes, a novela não só abriu espaço para a diversidade, como permitiu que atores com deficiência fossem inseridos em narrativas ousadas e cheias de nuances, muito além de papéis limitados. A experiência vem chamando atenção pelo cuidado e profundidade na abordagem, que fogem dos rótulos batidos e dão mais voz a diferentes histórias brasileiras. Confira mais detalhes desta virada na dramaturgia a seguir.
O que você vai ler neste artigo:
Pedro Fernandes destaca evolução de papéis PCD na TV
Pedro Fernandes não esconde o orgulho: conquistar um papel em Dona de Mim foi a realização de dois sonhos antigos. Portador de paralisia cerebral, ele sempre se dedicou ao teatro, mas nunca escondeu a vontade de brilhar nas telinhas. Segundo o ator, ver seu personagem crescendo na trama foi um marco, principalmente porque o papel de Peter não ficou restrito à sua deficiência.
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“O personagem inicialmente era pequeno, mas foi ficando maior à medida que o público e a direção enxeram a riqueza dessa narrativa. O olhar sensível da autora Rosane Svartman e da direção transformou tudo. Pela primeira vez, me senti visto enquanto artista, não só como alguém que luta por inclusão”, desabafou, ressaltando a ruptura com o velho estigma do “PCD exemplo
de superação”.Leia também: Como assistir Globo online de graça nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Narrativas inclusivas ganham força com Dona de Mim
A novela também trouxe a personagem Pam, vivida por Haonê Thinar, que conquistou o público formando um trio carismático de amigas junto a Leona (Clara Moneke) e Kami (Giovanna Lancelotti). O detalhe, para além do protagonismo, foi como a trama ignorou o velho clichê de virar a deficiência em problema central do enredo. Pam, por exemplo, surgia como referência de profissionalismo e companheirismo, sem qualquer ênfase forçada em sua condição física.
Pedro elogia a abordagem natural: “É justamente aí que todos querem chegar — ter pessoas com deficiência em papéis completos, sem precisar reforçar o lado vulnerável ou heróico. Pessoas reais têm histórias reais, e isso precisa ser mostrado”
Perguntas frequentes
Quais são os benefícios de retratar personagens com deficiência de forma natural nas novelas?
Essa abordagem promove a inclusão verdadeira, ajuda a desconstruir estigmas e permite que as histórias sejam mais representativas e realistas.
Como a novela Dona de Mim contribuiu para a diversidade na dramaturgia brasileira?
Ela contou com personagens com deficiência em papéis relevantes, sem transformá-los em símbolos de superação ou foco exclusivo da narrativa.
Por que é importante evitar estereótipos em personagens com deficiência?
Estereótipos limitam a diversidade e a complexidade desses personagens, reforçando preconceitos em vez de promover empatia e compreensão.
Como atores com deficiência impactam a qualidade das representações na TV?
Eles trazem autenticidade e profundidade às histórias, enriquecendo o roteiro e ampliando a representatividade cultural e social.
Quais mudanças a inclusão de personagens PCD traz para o público espectador?
A inclusão ajuda a normalizar a presença das pessoas com deficiência na sociedade, promovendo respeito e percepção de igualdade.