Kevin Hart aposta alto, mas comédia ’72 Horas em Miami’ não convence na Netflix em 2026
em 24 de julho de 2026 às 09:43O aguardado filme ’72 Horas em Miami’ chegou ao catálogo da Netflix em 2026 com uma promessa tentadora: reunir grandes nomes da comédia em uma aventura repleta de confusão, festas e aquele choque de gerações que costuma arrancar boas gargalhadas. Com Kevin Hart liderando o elenco e a direção de Tim Story, o longa era uma das apostas mais comentadas para alegrar o público neste início de ano. Mas, apesar do elenco afiado, será que a narrativa conquistou mesmo os fãs ou ficou só na expectativa?
Na trama, Joe Nixon (Kevin Hart), um executivo já passando dos quarenta anos, se vê pressionado a provar que ainda entende os jovens ao seu redor. A virada acontece quando, por engano, ele acaba incluído em um grupo de despedida de solteiro que parte para Miami sem freio e com disposição para todo tipo de loucura. O roteiro brinca com estereótipos da Geração Z e aposta em situações extremas, porém nem sempre o humor encontra o tom certo.
Continue lendo para saber por que, apesar do potencial, ’72 Horas em Miami’ tropeça em clichês e não entrega toda a diversão prometida.
O que você vai ler neste artigo:
Elenco de peso, mas roteiro deixa a desejar
No papel principal, Kevin Hart não economiza energia. O comediante aposta em seu conhecido estilo explosivo, cheio de improvisos e caretas, características que garantem seus melhores momentos em cena. No entanto, quem esperava algo diferente ou inovador pode se decepcionar: Hart entrega mais do mesmo, repetindo fórmulas já vistas em outras de suas comédias.
O restante do time também conta com nomes promissores. Teyana Taylor, conhecida por sua presença marcante, infelizmente não tem espaço para desenvolver seu papel. Do grupo de jovens convidados para a festa em Miami, destaca-se Kam Patterson, dono de um timing cômico certeiro que consegue arrancar algumas risadas genuínas. Ainda assim, a maioria dos personagens permanece superficial, parecendo mais figurantes para piadas rápidas do que realmente essenciais para a trama.
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Humor irregular e tentativa de mistura de gêneros
Uma das maiores ambiguidades do filme está em sua identidade: ora pretende ser uma comédia pura, ora flerta com ação policial, perseguindo mafiosos e colocando os personagens em situações perigosamente exageradas. O público sente essa falta de foco quando, de repente, o roteiro abandona o humor para mergulhar em perseguições nada convincentes. A transição de gêneros quebra o ritmo e prejudica o que poderia ser uma narrativa simples e eficiente.
Outro ponto que chama atenção é o uso excessivo do humor físico e piadas escatológicas. Em vez de provocar risos com situações criativas que exploram o contraste de gerações, o filme investe em exageros, como a já comentada cena de Joe, sob efeito de drogas, imitando Tony Montana numa tentativa questionável de referência a ‘Scarface’. Fica claro que muitos desses artifícios não têm o efeito desejado.
Reflexão moderna sem aprofundamento
Apesar dos tropeços, ’72 Horas em Miami’ oferece um olhar interessante sobre a juventude atual. Em muitos momentos, o filme sugere que a turma mais nova valoriza experiências compartilhadas offline, distanciando-se um pouco da obsessão pelas redes sociais. O problema é que esses bons elementos mal têm espaço para crescer, já que logo são substituídos por sequências de piadas de gosto duvidoso ou cenas de ação sem propósito definido.
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No balanço final, ’72 Horas em Miami’ é uma comédia que ficou devendo, apostando mais na presença do elenco do que em um roteiro consistente. Quem busca uma diversão descompromissada para passar o tempo pode até se divertir em alguns momentos, mas é impossível não sentir que a Netflix poderia ter investido mais no desenvolvimento da história.
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Perguntas frequentes
Quem é o protagonista do filme ’72 Horas em Miami’?
Kevin Hart interpreta Joe Nixon, um executivo tentando se conectar com a juventude em uma festa de despedida de solteiro em Miami.
Qual o principal problema do filme segundo a crítica?
O roteiro apresenta falta de foco, alternando entre comédia e ação policial de forma pouco convincente, além de utilizar humor físico exagerado e clichês.
Como o filme aborda a diferença entre gerações?
A trama tenta mostrar o choque entre um homem mais velho e os jovens da Geração Z, explorando estereótipos e contrastes, mas não aprofunda bem essas reflexões.
O elenco consegue destacar todos os personagens?
Não, apesar de nomes promissores, muitos personagens são superficiais e usados apenas para piadas rápidas, com poucos desenvolvimentos significativos.
O que esperar do filme para quem busca entretenimento?
O filme pode divertir quem procura uma comédia leve e descompromissada, mas não entrega uma narrativa consistente ou inovadora.