Disney+ luta para crescer no Brasil em 2025, mesmo com Os Simpsons e novos acordos
em 27 de julho de 2025 às 10:40O Disney+ bateu 5 anos no Brasil em novembro de 2025, mas parece que a festa não foi tão animada assim. Um ano se passou desde que a plataforma do Mickey unificou sua operação ao incorporar o catálogo adulto do Star+, apostando em Os Simpsons para atrair novos assinantes. Ainda assim, o serviço patina na audiência, ocupando o pelotão de trás entre os streamings do país.
Segundo dados recentes, o Disney+ amarga participação de apenas 0,3% entre os brasileiros que assistem vídeo online em TVs conectadas, ficando muito atrás dos líderes de mercado. Vamos destrinchar o que acontece de fato com o streaming favorito da Disney — e por que, mesmo com bons conteúdos e marcas conhecidas, engatar de vez no Brasil não está sendo fácil.
O que você vai ler neste artigo:
Reforço no catálogo e fusão com o Star+ não deram o gás esperado
A mega fusão com o Star+ era pra ser o pulo do gato: simplificou assinaturas, ampliou o catálogo e colocou séries aclamadas como This Is Us, The Bear, Grey’s Anatomy, Os Simpsons e The Walking Dead em um só lugar. A lógica fazia sentido no papel, afinal muitos usuários já pagavam o Combo+ para acessar ambos os serviços individualmente.
Só que, com a concorrência pesada e a economia apertada, o brasileiro ficou mais criterioso: streaming virou sinônimo de custo e nem todo mundo está disposto a pagar entre R$ 27,99 (com anúncios) e R$ 66,90 (sem anúncios) no Disney+. O efeito imediato? O streaming segue atrás de nomes como YouTube e Netflix, que dominam a preferência local, principalmente por oferecer preços mais competitivos e séries de alto impacto popular.
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Falta de lançamentos de peso e “carinho” brasileiro preocupam
Séries que criam burburinho em 2025, tipo Wandinha, Stranger Things ou Round 6, não estão no portfólio do Disney+. A oferta até é variada, mas falta aquela sensação de conteúdo imperdível — o famoso FOMO (fear of missing out) que levanta debates nas redes sociais e faz a galera correr pra procurar spoilers.
Outro ponto que pesa: o estúdio retirou praticamente todos seus conteúdos da TV aberta e reduziu na TV a cabo, concentrando tudo no streaming. Só que, sem presença nas telas tradicionais, seus personagens e marcas acabam sumindo do radar das novas gerações. Perde-se o lugar de destaque na memória afetiva do público, um fator que sempre foi crucial pro sucesso da Disney por aqui.
Novela, SBT e até parceria com Boninho: Disney+ aposta em produção local
Diante do cenário desafiador, o streaming corre atrás do prejuízo. Firmou parcerias com o SBT, liberando conteúdos marcantes como A Caverna Encantada e o Troféu Imprensa em plataformas digitais, e trouxe Paulo, O Apóstolo para a Record. Para 2025, há negociação com produtores nacionais para desenvolver novelas originais, além de uma articulação inédita com Boninho para investir na versão brasileira do The Voice. A missão é clara: entrar de vez na cultura pop nacional e deixar de lado a imagem de streaming distante do que acontece no país.
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Essas apostas mostram que o Disney+ percebeu que só a força mundial da marca já não segura ninguém por aqui. Investir em produção local e criar alianças de peso com emissoras líderes são passos para tentar reverter o jogo na disputa pela audiência e engajamento no Brasil.
Enquanto isso, a Disney+ segue apostando em conteúdo diverso e novas estratégias para se conectar com os brasileiros. Se a plataforma vai conseguir reverter o cenário e aumentar sua participação no mercado ainda este ano, só o tempo dirá. Se você curte ficar por dentro dos bastidores das plataformas de streaming, assine nossa newsletter e não perca nenhuma novidade quente sobre televisão, famosos e cultura pop.
Perguntas frequentes
Qual a participação de mercado do Disney+ em TVs conectadas no Brasil?
Atualmente, o Disney+ detém apenas 0,3% de participação entre os brasileiros que consomem vídeo em TVs conectadas, ficando atrás de YouTube e Netflix.
Quais são os planos e preços do Disney+ no Brasil?
O Disney+ oferece planos a partir de R$ 27,99 com anúncios e vai até R$ 66,90 no pacote sem anúncios, com acesso ao catálogo da Disney, Pixar, Marvel e Star+.
Por que a fusão com o Star+ não atraiu mais assinantes?
Apesar de unificar catálogos e simplificar a assinatura, a fusão não superou a concorrência de preços e o apelo de lançamentos exclusivos em outras plataformas.
Quais séries de grande impacto não estão no catálogo do Disney+?
Títulos como Wandinha, Stranger Things e Round 6 não fazem parte do Disney+, o que reduz o efeito FOMO e debates nas redes sociais.
Como a falta de presença na TV aberta afeta o Disney+?
Ao retirar conteúdos da TV aberta e cabo, a Disney perde visibilidade em um meio que ainda gera memória afetiva e descoberta de marca para novas gerações.
O que o Disney+ planeja para 2025 em conteúdo nacional?
O serviço negocia novelas originais com produtores brasileiros e vai lançar uma versão nacional de The Voice em parceria com Boninho.