Marcos Troyjo alerta: Brasil desperdiça chances com Trump e EUA em 2026
em 21 de junho de 2026 às 08:01Uma fala marcante do economista Marcos Troyjo voltou a movimentar os bastidores da política e da economia brasileira na manhã deste domingo. Troyjo não poupou críticas e destacou o que considera “desperdícios de oportunidades” do Brasil nas relações com os Estados Unidos, especialmente diante dos novos rumos da gestão do presidente americano Donald Trump. Segundo Troyjo, em 2026, o Brasil deveria ser mais estratégico para conseguir tirar proveito das decisões que vêm de Washington, ainda mais com as barreiras comerciais que se avizinham.
Com sua experiência à frente do Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos BRICS, e referências em política internacional, Troyjo alertou: “É urgente negociar com os EUA e buscar novos mercados, ou continuaremos perdendo espaço num cenário global cada vez mais competitivo.” Se você quer saber tudo sobre essas declarações quentes, siga com a leitura e entenda por que o Brasil pode estar deixando a bola quicar diante da Casa Branca.
O que você vai ler neste artigo:
Análise de Troyjo: oportunidades escorrem pelas mãos brasileiras
Para o economista, o protecionismo promovido por Trump em 2026 é fator de risco, mas abre, aos olhos de quem sabe negociar, cenas de oportunidades únicas. Troyjo afirma que as novas tarifas americanas — com ameaças de aumentos drásticos — podem, curiosamente, estimular outros mercados a buscarem alternativas e, nesse jogo, o Brasil tem a chance de ser protagonista. Ele chama atenção para o fato de que, apesar das dificuldades impostas pelos EUA, muitos países seguem o caminho oposto do Brasil, avançando em comércio internacional e colhendo os frutos.
Dados do G20 apontam o tamanho do desafio:
- Exportações brasileiras em 2025 representaram apenas 15,3% do PIB — uma das mais baixas do bloco.
- Importações ficaram em 12,9% do PIB, empurrando o Brasil para a 16ª posição no grupo.
Troyjo alerta que, enquanto Ásia e Europa ampliam laços comerciais, o Brasil permanece encastelado, exportando prioritariamente para a Ásia, especialmente China, e pouco diversificando seus parceiros estratégicos.
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Trump, tarifas e um cenário de pressão
O clima entre Brasília e Washington nunca esteve tão tenso como agora em 2026. O presidente Donald Trump, no que chama de “política de comércio justo”, tem ameaçado taxar produtos brasileiros em até 37,5%. Essas medidas podem não quebrar a economia nacional, mas atingem setores-chave e assustam investidores. Troyjo, defendendo calorosamente o diálogo, aposta que acordos são sempre possíveis, mesmo em meio a investidas protecionistas.
Os olhos de Troyjo também se voltam para os estados brasileiros que mais sofrem com as tarifas americanas, como Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. Segundo ele, a postura do governo brasileiro deveria ser menos de alarde político e mais de trabalho silencioso para abrir portas e resolver impasses.
Incertezas políticas e o impacto nas relações com os EUA
Com a possível reeleição de Lula em 2026, Troyjo foi enfático ao afirmar que o país corre o risco de se afastar ainda mais dos EUA, alimentando antigos receios sobre neocolonialismo e trava em acordos importantes, a exemplo do ingresso do Brasil na OCDE, já travado em administracões passadas. Para o economista, a polarização política local joga contra uma estratégia comercial diversificada.
Apesar dos desafios, Troyjo destacou que o Brasil segue atrativo para investidores internacionais, especialmente em setores como alimentos, energia renovável e minerais críticos, mas teme que, sem abertura ao comércio, continuaremos assistindo ao crescimento de outros players enquanto desperdiçamos oportunidades históricas.
Fica claro que, em 2026, o maior risco não vem só das ameaças americanas, mas da inércia brasileira diante delas. Caso o país consiga sair da zona de conforto, modernizar acordos e expandir o leque de parceiros, poderá transformar o limão protecionista de Trump numa limonada de crescimento econômico.
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Depois de acompanhar todos os pontos levantados por Marcos Troyjo, fica evidente que o Brasil está diante de uma escolha crucial: insistir em uma política comercial de poucas apostas ou apostar em novos rumos estratégicos. O cenário global exige ousadia e jogo de cintura — e, como Troyjo bem lembrou, quem hesita pode acabar ficando para trás, enquanto as grandes oportunidades passam voando.
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