Punho de Mahin agita The Town 2025 com punk, ancestralidade e muita representatividade
em 8 de agosto de 2025 às 14:01O quarteto paulista Punho de Mahin está prestes a transformar o palco do The Town 2025 em um verdadeiro manifesto de ancestralidade negra, resistência e punk rock. A banda, que nasceu nos becos da cena underground de São Paulo, foi confirmada como uma das atrações do aguardado Palco Quebrada, espaço dedicado à potência cultural das periferias. Mas engana-se quem pensa que se trata apenas de mais um show: a estreia deles no festival promete quebrar muros e unir gerações, exatamente como manda a cartilha do bom e velho punk.
Desde sua fundação, em 2018, a Punho de Mahin aposta em letras afiadas, instrumentos de raiz afro-brasileira e uma postura combativa contra o racismo. Formado só por músicos negros – caso raro na cena – o grupo leva a luta, a história e o legado de Luísa Mahin, mulher africana símbolo da resistência quilombola, da Bahia do século 19, para o centro de um dos maiores eventos musicais do Brasil.
O clima é de euforia não só entre os integrantes, mas também entre quem acompanha de perto o crescimento da banda. Para os fãs, o convite não poderia ter vindo em melhor hora: 2025 marca a chegada do tão esperado primeiro LP e uma leva de novas oportunidades para o grupo.
O que você vai ler neste artigo:
Do submundo do punk à consagração no The Town 2025
O caminho até o grande festival foi marcado por suor, coletividade e uma dose generosa de autogestão. Punho de Mahin cresceu frequentando bares alternativos da região central de São Paulo – território fértil para quem faz do punk um ato de resistência e apoio mútuo. Com shows organizados pelos próprios músicos e grana quase sempre apertada, o coletivo foi abrindo portas e conquistando respeito em pequenas casas, na base do boca a boca e da troca de favores com outros artistas independentes.
Para a guitarrista Camila Araújo, essa autossuficiência forjou a identidade da banda. “Ninguém faz nada pela gente. Você vai, organiza seu show, vende seu merch, une forças com outros artistas e vai crescendo aos poucos”, relembra. E foi esse pique empreendedor, junto com os gritos de guerra contra o racismo e a opressão, que chamou a atenção da organização do The Town.
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A força de Luísa Mahin e a reinvenção da sonoridade punk
No centro da proposta artística está o resgate da memória de mulheres negras revolucionárias. O nome homenageia Luísa Mahin, símbolo de coragem e resistência no Brasil escravocrata. Nas letras e no show, pandeiro, atabaque e berimbau se misturam às guitarras distorcidas, criando um som único – e totalmente brasileiro.
Segundo a vocalista Natália Matos, carregar esse legado vai além de estética. “A gente sente a responsabilidade de representar quem veio antes, e abrir espaço pra quem ainda está chegando”, afirma. O impacto é ainda maior no The Town, onde o público deve ser bem mais diverso do que o habitual circuito alternativo paulista.
Reconhecimento e novos voos para 2025
Chegar ao line-up do festival foi só o começo: a banda também foi convidada a gravar o primeiro álbum pela Deckdisc e já tem turnê planejada, além de participações ao lado de figuras consagradas do cenário alternativo nacional. E toda essa maratona de novidades exige adaptações: Camila, inclusive, decidiu largar a carreira na gastronomia para se dedicar exclusivamente à música.
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Se você curte descobrir bandas que desafiam os padrões e pautam discussões urgentes, fique atento à Punho de Mahin. A banda não só representa um marco para o punk nacional, como também inspira uma geração inteira a reivindicar seu espaço.
Com a expectativa lá no alto, as apresentações da Punho de Mahin prometem ser inesquecíveis e colocar o debate sobre ancestralidade negra e representatividade no centro dos grandes festivais brasileiros. Quer continuar por dentro de tudo o que rola na música e no mundo das fofocas? Então não perca tempo: inscreva-se agora na nossa newsletter para receber as novidades diretamente no seu e-mail!
Perguntas frequentes
Qual a origem do nome da banda Punho de Mahin?
O nome é uma homenagem a Luísa Mahin, figura histórica da resistência quilombola no Brasil do século XIX, simbolizando força e ancestralidade negra.
Quais ritmos e instrumentos compõem a sonoridade única da Punho de Mahin?
A banda une guitarras distorcidas do punk rock a instrumentos de afinação afro-brasileira, como atabaque, berimbau e pandeiro, criando um som híbrido e engajado.
Em que espaços a banda se apresentou antes do The Town 2025?
Punho de Mahin ganhou destaque em bares alternativos e casas independentes da região central de São Paulo, sempre na base da autogestão e do apoio mútuo.
Como adquirir ingressos para o Palco Quebrada do The Town 2025?
Os ingressos podem ser comprados pelo site oficial do The Town ou em pontos de venda autorizados, com opções de pacote e meia-entrada.
Onde encontrar o primeiro LP da banda Punho de Mahin?
O álbum será lançado pela Deckdisc e estará disponível em lojas físicas, plataformas de streaming e diretamente nos shows da banda.