Prefeitura de SP mira repasse milionário a evento de André Valadão em 2026
em 5 de fevereiro de 2026 às 10:58O que era para ser uma simples festa de Réveillon acabou virando o assunto mais quente da semana em São Paulo. A polêmica gira em torno de um repasse de nada menos que R$ 5 milhões da Prefeitura à Convenção Lagoinha, igreja comandada pelo conhecido pastor André Valadão, para o patrocínio do evento Vira Brasil, realizado no estádio do Corinthians. O que chamou mesmo a atenção não foi apenas o valor, mas sim como tudo foi feito: na surdina, com direito a contrato aditivado na véspera do Ano Novo, sem justificativas formais.
Deputadas e vereadores não deixaram barato. As denúncias foram parar tanto no Tribunal de Contas do Município quanto no Ministério Público, colocando a gestão de Ricardo Nunes (MDB) sob forte holofote. Entenda os bastidores dessa história que promete esquentar ainda mais o cenário político paulistano.
O que você vai ler neste artigo:
Contrato milionário aditivado no apagar das luzes
O caso começou com um patrocínio de R$ 4 milhões aprovado pela Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR) para bancar o evento gospel, mas, na calada da noite de 30 de dezembro, o valor subiu mais um milhão de reais, sem qualquer contrapartida extra claramente detalhada. Segundo denúncias das parlamentares Erika Hilton e Amanda Paschoal (ambas do Psol-SP), que agora recorrem ao Tribunal de Contas, faltaram estudos técnicos, análise de impacto orçamentário e justificativas consistentes para esse aumento expressivo.
Em meio à pressa e a ausência de pareceres oficiais, o processo se limitou a carimbar uma planilha apresentada pela própria entidade beneficiada. Fato é que, até o momento, a Prefeitura segue defendendo que tudo ocorreu dentro da lei, alegando que a contrapartida envolveu inserção da logomarca do município em materiais de divulgação e a entrega de toda a estrutura do evento – incluindo palco, sonorização e pirotecnia. Mas a falta de transparência alimenta a desconfiança.
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Peso da acusação: austeridade seletiva e questionamento à justiça do repasse
Crítica à diferença de tratamento no orçamento municipal
Enquanto milhões são liberados para o megaevento religioso, outros segmentos culturais seguem à margem: o Carnaval de rua, por exemplo, ouviu um sonoro “não” quando pediu aumento de verba para 2026. Nunes reforçou que os blocos precisam buscar patrocínios privados, limitando-se a R$ 25 mil para cada um dos 100 grupos aprovados em edital. O contraste foi destacado tanto por Hilton quanto por Amanda Paschoal, que apontam possível desvio de finalidade e favorecimento indevido.
O vereador Nabil Bonduki (PT) engrossou o coro notificando o Ministério Público de São Paulo. Ele destacou a exploração comercial de camarotes e a venda de ingressos caríssimos, que chegavam a R$ 3 mil cada, durante o evento promovido pela Lagoinha. Para Bonduki, não há justificativa plausível para um aditivo de 25% no contrato apenas horas antes da realização.
O que pode acontecer agora: investigações e pressão política
Os processos nos órgãos de controle devem buscar esclarecimentos sobre a real necessidade desse repasse e eventuais inconsistências. A pressão sobre o executivo municipal cresce, especialmente porque a decisão pode abrir precedentes para eventuais patrocínios questionáveis futuros. Resta saber se essas investigações vão resultar em punições ou se cairão no esquecimento típico de tantas outras denúncias graves em administrações passadas.
Esse embate revela como recursos públicos ainda são disputados sob critérios pouco transparentes, colocando mais lenha na fogueira do debate sobre prioridades do orçamento municipal. Fica a expectativa dos próximos capítulos sobre o caso envolvendo o evento de André Valadão e as decisões da Prefeitura de São Paulo.
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De qualquer forma, essa história do repasse milionário ao evento religioso vai render pano pra manga e segue movimentando os bastidores da política paulistana. Para você não perder nenhuma fofoca bombástica como essa, não deixe de assinar nossa newsletter e receber, em primeira mão, tudo que está rolando nos corredores do poder em São Paulo e no país.
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Perguntas frequentes
Qual foi o valor total repassado pela Prefeitura ao evento Vira Brasil?
O valor repassado foi de R$ 5 milhões, inicialmente aprovado em R$ 4 milhões e aumentado em R$ 1 milhão na véspera do evento.
Quem comandou o evento Vira Brasil que recebeu o patrocínio público?
O evento foi comandado pela igreja Convenção Lagoinha, liderada pelo pastor André Valadão.
Por que o aumento do valor do contrato gerou polêmica?
O aumento de 25% no contrato ocorreu na calada da noite, sem justificativas formais ou estudos técnicos, o que levantou suspeitas de falta de transparência.
Quais foram as denúncias feitas contra o repasse da Prefeitura?
As denúncias apontam falta de estudos técnicos, possível desvio de finalidade, favorecimento indevido e diferença de tratamento em relação a outros eventos culturais.
Quais órgãos estão investigando o caso do repasse milionário?
O caso está sendo investigado pelo Tribunal de Contas do Município e pelo Ministério Público de São Paulo.