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Governo Trump não sabia: Mel brasileiro domina prateleiras dos EUA em 2026

Wilson em 1 de julho de 2026 às 08:01

Se você acha que a popularidade do café brasileiro mundo afora é imbatível, vai se surpreender: o mel produzido no Brasil é figurinha carimbada nas mesas americanas, embora até mesmo autoridades dos EUA pareçam não saber disso. Uma revelação insólita veio à tona durante negociações recentes em Washington: integrantes do governo Trump admitiram desconhecer que grande parte do mel consumido diariamente no país vinha exatamente do Brasil.

O descuido chamou atenção após a empresária Joelma Lambertucci de Brito, referência na exportação de mel há mais de 35 anos, participar de uma série de encontros estratégicos para tentar reverter a proposta de tarifas de 25% impostas pelo governo americano sobre produtos brasileiros, um enorme impacto sobre o setor apícola nacional. O episódio deixou claro que nem sempre o que está na despensa do americano médio traz consigo a etiqueta de “Made in Brazil” mais visível.

Continue a leitura para entender a gravidade do assunto, os bastidores da disputa e o que está sendo feito para proteger um segmento essencial para milhares de famílias brasileiras.

Descoberta inédita: Mel brasileiro é líder de mercado nos Estados Unidos

As reuniões em solo americano escancararam um desconhecimento preocupante: tanto o Departamento de Agricultura dos EUA como o Escritório de Comércio (USTR) pareciam ignorar o real peso do mel brasileiro na rotina do consumidor americano. Segundo dados oficiais, 83% do mel orgânico e 75% do convencional importados pelos EUA vêm do Brasil. Ou seja, a doçura natural de muitos cafés da manhã em Nova York ou Los Angeles é, na verdade, fruto da apicultura brasileira.

A razão do apagão de informação? Não é comum consumidores ou autoridades prestarem atenção ao país de origem do mel – a rotulagem costuma privilegiar marcas e pouco se fala da origem geográfica. Joelma Brito resume: “Eles costumam olhar o rótulo do pote, não o nome por trás do produto”.

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A batalha do setor apícola pela sobrevivência

Enquanto a carne e o café brasileiros sempre tiveram lobby forte e divulgação garantida, o setor do mel ficou para trás no trabalho de comunicação. Segundo Joelma, a falta de divulgação foi fatal para o desconhecimento internacional e abriu espaço para medidas tarifárias prejudiciais.

Estratégias para reverter as tarifas

No próximo dia 6, as atenções estarão voltadas para uma audiência em Washington, onde brasileiros e americanos vão unir vozes em defesa do mel verde-amarelo. Entre os principais argumentos:

  • O mel orgânico brasileiro não concorre com o americano: A apicultura dos EUA foca na polinização e no mel convencional, enquanto o Brasil, com sua fauna peculiar e abelhas africanizadas, domina o segmento orgânico sem rival à altura.
  • Risco direto ao bolso do consumidor: O aumento das tarifas tende a encarecer e até provocar falta de mel orgânico nas gôndolas americanas. E não há produção nacional suficiente para cobrir a demanda.
  • Transição demorada: Adaptar fornecedores atuais para produção orgânica pode levar mais de um ano, inviável para suprir a ausência do Brasil em curto prazo.
  • Reflexos nos empregos americanos: Importadores dos EUA vão deixar claro que as tarifas podem causar perdas financeiras e cortes de postos de trabalho.

Prejuízos e mobilização no Brasil

As taxas impostas desde 2025 atingiram em cheio os apicultores do Piauí, maior polo exportador. Só em 2024, 85% do mel vendido pelo estado foi direto para os EUA. A sobretaxa anterior de Trump levou à suspensão de centenas de toneladas negociadas e derrubou a renda de milhares de famílias.

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Nem por isso o setor desistiu. A expectativa agora é sensibilizar legisladores americanos e salvar milhares de empregos e pequenos negócios que dependem do comércio exterior. Para a empresária Joelma, um lobby contínuo está mais do que na hora de ser prioridade.

O futuro do mel brasileiro nos EUA ainda está indefinido, mas uma certeza já ficou: nunca foi tão urgente mostrar que a economia dos dois países é mais doce (e dependente) do que parecia à primeira vista. Gostou da notícia e quer receber mais fofocas fresquinhas direto no seu e-mail? Inscreva-se em nossa newsletter e fique por dentro dos bastidores que movimentam o universo dos famosos, da economia e muito mais!

Perguntas frequentes

Por que o mel brasileiro é tão consumido nos Estados Unidos?

O mel brasileiro, especialmente o orgânico, é líder de mercado nos EUA devido à qualidade e à diversidade da sua apicultura, representando cerca de 83% das importações de mel orgânico americanos.

Quais são os impactos das tarifas americanas sobre o mel brasileiro?

As tarifas de 25% impostas pelo governo americano encarecem o mel brasileiro, podem causar falta do produto nos EUA e prejudicar diretamente milhares de apicultores no Brasil.

Como o mel orgânico brasileiro se diferencia do mel produzido nos EUA?

O mel orgânico brasileiro é produzido com fauna peculiar e abelhas africanizadas, dominando o segmento orgânico, enquanto a apicultura americana foca na polinização e mel convencional.

Quais ações estão sendo tomadas para reverter as tarifas sobre o mel brasileiro?

Brasileiros e americanos estão se mobilizando em audiências em Washington para sensibilizar legisladores e argumentar contra as tarifas, ressaltando os riscos para consumidores e empregos.

Qual é a importância do setor apícola para a economia brasileira?

O setor apícola gera empregos para milhares de famílias, especialmente em estados como o Piauí, e é essencial para o comércio exterior brasileiro, principalmente pelas exportações para os EUA.

Wilson

Apaixonado por tudo o que acontece no mundo das celebridades, Wilson é aquele amigo que sempre sabe de um babado antes de sair na mídia. Com um olhar afiado para as últimas tendências da moda e um radar ligado nos bastidores das estrelas, ele mistura informação com entretenimento como ninguém.

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