Cavaleire confirma dois barracões livres na Cidade do Samba e aquece disputa sobre aumento das escolas no Grupo Especial em 2027
em 26 de março de 2026 às 20:04A polêmica sobre a possível expansão do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro ganhou novo capítulo nesta semana. O prefeito Eduardo Cavaliere, que assumiu após a saída de Eduardo Paes, confirmou que existem dois barracões livres na Cidade do Samba, reacendendo o debate sobre a inclusão de três novas escolas de samba na elite do Carnaval já para 2027. A possibilidade de saltar de 12 para 15 agremiações no maior espetáculo a céu aberto do mundo está no centro das atenções das comunidades, dirigentes e apaixonados pelo samba carioca.
A declaração do prefeito aconteceu durante um evento público na Zona Oeste do Rio, onde ele defendeu abertamente a proposta e garantiu diálogo constante com a presidência da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Seguindo o discurso de seu antecessor, Cavaliere foi enfático ao dizer que a decisão sobre o número de escolas será levada adiante, restando à Liesa definir quais agremiações ocuparão os barracões disponíveis.
O que você vai ler neste artigo:
Barracões disponíveis: solução ou desafio para a Cidade do Samba?
O debate sobre infraestrutura na Cidade do Samba não é novo. O complexo, que reúne barracões para as principais escolas, está no limite de sua capacidade há anos. Mesmo com os dois espaços desocupados, há questionamentos se é factível abrigar três novas escolas sem prejuízo para a logística e segurança do local. Fontes próximas à Liesa alegam que a ocupação de mais um espaço sacrificaria áreas comuns, de circulação e até os espaços para eventos e ensaios.
Enquanto a Prefeitura sugere a adaptação dos barracões atualmente usados como depósito, líderes de agremiações tradicionais cobram garantias de investimentos em estrutura e subsídios que permitam uma transição segura. Obras no Sambódromo e ajuste nas regras do Corpo de Bombeiros também entram no pacote de exigências para viabilizar o projeto até o Carnaval de 2027.
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Como serão escolhidas as futuras integrantes do Grupo Especial?
Quando lançou a proposta inicial, Paes sugeriu a inclusão de agremiações históricas que hoje brilham na Série Ouro, como Estácio de Sá, União da Ilha e Império Serrano. No entanto, o presidente da Liesa, Gabriel David, defende critérios técnicos: somente as escolas melhor colocadas na classificação do grupo de acesso poderiam subir. Assim, Império Serrano, Unidos de Padre Miguel, União da Ilha do Governador e União de Maricá (esta última já garantida pela conquista do título em 2026) seriam as novas caras no palco principal do samba.
Essa disputa de narrativa mostrou sua força nas redes sociais e nas recentes reuniões plenárias da Liesa. Uma postagem de Eduardo Paes, posteriormente apagada, intensificou o clima ao reforçar que cabe ao prefeito decidir sobre o formato do Carnaval, um gesto visto como tentativa de blindar Cavaliere e centralizar a última palavra no executivo municipal.
O que muda para os desfiles e o sorteio de 2027?
O sorteio da ordem dos desfiles para 2027 está marcado para 16 de abril, ainda dentro do formato de 12 escolas, mas as regras podem ser revistas caso a expansão para 15 agremiações seja aprovada. A definição das trincas, importante para o sorteio, traz escolas como Beija-flor, Salgueiro, Mangueira, Viradouro, Vila Isabel e Imperatriz entre os destaques. A primeira noite deverá ser aberta pela União de Maricá, Mocidade e Portela, como já tradicionalmente ocorre quando há divisão em três noites de Carnaval.
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O impasse, no entanto, segue. A Liesa cobra contrapartidas claras, enquanto a Prefeitura mantém a pressão para implementar a novidade em tempo recorde. O clima é de bastidores agitados, e o desfecho promete muitos capítulos até a folia de 2027.
A movimentação para aumentar o Grupo Especial promete esquentar ainda mais os bastidores do samba nos próximos meses. Caso o projeto avance, veremos novas escolas desfilando entre as gigantes da Sapucaí, renovando rivalidades e o brilho da maior festa popular do Brasil. Se curtiu ficar por dentro desse babado do Carnaval, assine nossa newsletter e receba as próximas atualizações e fofocas fresquinhas direto na sua caixa de entrada.
Perguntas frequentes
Quais são os desafios para expandir o Grupo Especial do Carnaval?
Os principais desafios envolvem infraestrutura limitada na Cidade do Samba, necessidade de investimentos, adequação das regras do Corpo de Bombeiros e garantias para a logística e segurança das escolas.
Quem define quais escolas integrarão o Grupo Especial em caso de expansão?
A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) estabelece critérios técnicos para a escolha, priorizando as escolas melhor classificadas na Série Ouro.
Qual a importância dos barracões disponíveis para a expansão?
Os barracões disponíveis na Cidade do Samba são essenciais para abrigar as escolas de samba, mas sua limitação gera debates sobre a viabilidade de acolher três novas agremiações sem prejudicar a estrutura atual.
Como pode mudar a ordem dos desfiles com a expansão?
Com mais escolas, o sorteio da ordem dos desfiles pode ser revisado para acomodar as 15 agremiações, podendo haver divisão em três noites de Carnaval, impactando a organização tradicional.
Quais escolas de samba podem ser incluídas no Grupo Especial com a expansão?
Escolas como Estácio de Sá, União da Ilha, Império Serrano e União de Maricá são citadas como candidatas para entrar no Grupo Especial caso a expansão seja aprovada.