Carnaval do Rio pode ter 15 escolas no Grupo Especial em 2027; entenda os bastidores
em 21 de março de 2026 às 20:04O carnaval carioca pode passar por uma das maiores mudanças dos últimos anos: o Grupo Especial pode ganhar três novas escolas a partir de 2027. A novidade foi prometida com entusiasmo pelo novo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), logo em sua posse, e já movimenta os bastidores da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa). Mas, para a festa realmente crescer, tem muita negociação e questões financeiras na mesa.
O presidente da Liesa, Gabriel David, deixou claro que a antiga promessa de ampliar o Grupo Especial vai muito além de um simples desejo político. Segundo ele, só será possível receber 15 escolas se a prefeitura aumentar os repasses e garantir os pagamentos em dia. Os detalhes estão mexendo com as torcidas e dirigentes, e prometem esquentar o samba antes mesmo do batuque começar na Sapucaí. Continue lendo e descubra o que está por trás dessa possível revolução no carnaval do Rio.
O que você vai ler neste artigo:
Grupo Especial maior: promessa de prefeito precisa de aprovação e dinheiro
A ideia de aumentar o número de desfiles no Grupo Especial do Rio não é tão simples quanto parece. Como explicou Gabriel David, não basta um anúncio do prefeito ou uma decisão isolada da Liesa para que tudo mude. “Quem realmente decide são as próprias escolas, através de votação”, reforçou o presidente, ressaltando que ainda não houve consenso para alterar o regulamento. Por enquanto, tudo segue como está — são 12 agremiações na elite do samba carioca.
O novo prefeito, Eduardo Cavaliere, fez da ampliação do Grupo Especial uma das suas primeiras promessas. Ainda assim, o projeto depende de um acordo coletivo entre as escolas e de novas regras claras para o carnaval de 2027. O assunto promete ser tema de muitas conversas até o fim deste ano e pode dividir opiniões dentro e fora das quadras das agremiações.
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Financiamento e previsibilidade são pontos-chave para a mudança
A principal preocupação da Liesa é como garantir a qualidade dos desfiles, mesmo com mais escolas na avenida. A solução é clara: precisa de mais dinheiro. Em 2026, foram R$ 77,8 milhões em repasses públicos para o carnaval. Desse total, o governo federal colaborou com R$ 12 milhões, o estado do Rio com R$ 40 milhões, e a prefeitura com outros R$ 25,8 milhões (algo em torno de R$ 2,15 milhões por escola, segundo a Riotur).
Com o custo dos desfiles crescendo todo ano, Gabriel David defende que qualquer expansão do número de escolas no Grupo Especial precisa ser acompanhada por um aumento proporcional dos repasses públicos e maior previsibilidade nos pagamentos. O presidente faz questão de frisar: “Não adianta aumentar a quantidade e reduzir a qualidade. A festa só cresce se vier junto com o orçamento”.
Novo desafio: ampliação dos barracões da Cidade do Samba
Muita gente não imagina, mas os barracões da Cidade do Samba, onde as fantasias e carros alegóricos são produzidos, também não comportam 15 escolas atualmente. Para isso virar realidade, será preciso expandir a infraestrutura do local — outro desafio que a prefeitura terá de encarar. Segundo Gabriel David, o modelo de três dias de desfile até se encaixa para 15 escolas (cinco por noite), mas só funciona mesmo se barracões maiores e melhores ficarem prontos até lá.
A expectativa é de que, com negociações e investimentos certos, a proposta avance. Toda mudança pode ser positiva para o carnaval, desde que feita de forma planejada e pensada para valorizar o espetáculo e todas as escolas envolvidas.
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O futuro do carnaval carioca pode estar prestes a entrar em uma nova era, com mais escolas, samba e emoção na avenida. Mas, para tudo acontecer do jeito certo, a palavra de ordem é compromisso e muito diálogo entre escolas, prefeitura e Liesa. Se você é apaixonado pelo carnaval e não quer perder nenhum detalhe das movimentações nos bastidores da Sapucaí, não deixe de se inscrever em nossa newsletter e ficar por dentro de todas as novidades e fofocas do mundo do samba!
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Perguntas frequentes
Qual é o principal desafio para ampliar o Grupo Especial do carnaval do Rio?
O principal desafio é garantir financiamento suficiente para manter a qualidade dos desfiles com o aumento do número de escolas.
Quem decide oficialmente a ampliação do número de escolas no Grupo Especial?
A decisão cabe às próprias escolas de samba, que precisam aprovar a mudança através de votação coletiva.
Como a infraestrutura atual da Cidade do Samba impacta a expansão das escolas?
Os barracões da Cidade do Samba não comportam atualmente 15 escolas, sendo necessária uma expansão da infraestrutura para acomodar mais agremiações.
Que órgãos contribuem com os repasses financeiros para o carnaval do Rio?
O governo federal, o estado do Rio e a prefeitura são os principais responsáveis pelos repasses financeiros para o carnaval.
Qual é a expectativa para a proposta de ampliação do Grupo Especial caminhar adiante?
A expectativa é que a proposta avance mediante negociações, investimentos em infraestrutura e acordo entre escolas, prefeitura e Liesa.