Deputado Júnior Mano é indiciado e PF cita relação suspeita com família de Safadão em 2026
em 17 de março de 2026 às 11:40A Polícia Federal indiciou o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) e apontou, em relatório recente encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, conexões consideradas suspeitas entre o político e familiares de Wesley Safadão. A revelação veio à tona nesta terça-feira (17/03/2026) e trouxe à superfície diálogos interceptados, movimentação de recursos e até troca de favores envolvendo eventos, aeronaves e liberações de verba. O escândalo sacudiu os bastidores políticos do Ceará, especialmente diante das eleições de 2026.
Os episódios levantados pelos investigadores vão muito além de encontros casuais. O relatório narra um entrosamento operacional entre Mano e os irmãos do cantor, sugerindo que interesses particulares foram misturados à engrenagem da máquina pública. Se você achou que já viu de tudo no universo das celebridades e do poder, continue por aqui para entender cada detalhe dessa trama que une música, política e polêmicas financeiras.
O que você vai ler neste artigo:
Patrocínios suspeitos e influência na política do CE
As investigações ganharam força a partir da análise de mensagens trocadas entre Júnior Mano e Wesley Safadão, em 2024. Segundo o relatório, o deputado solicitou patrocínio diretamente ao artista para um evento em Nova Russas, município governado por sua esposa Giordanna Mano (PRD). Coincidentemente, poucos dias antes, Safadão havia sido contratado pelas prefeituras de Nova Russas e Morada Nova, com cachês que somaram quase dois milhões de reais.
A Polícia Federal destacou que o pedido de patrocínio poderia mascarar uma espécie de ‘devolução’ de parte do valor dos contratos, levantando a suspeita de propina disfarçada. Além disso, áudios interceptados expuseram Mano pedindo ao Ministério dos Portos e Aeroportos a liberação de jatinhos de Safadão para uso em plena temporada eleitoral. Em tom descontraído, o deputado chegou a brincar: “não aguento mais carro…rindo muito”.
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Vínculos familiares e possíveis tramites irregulares
O cotidiano revelado pela PF mostra laços bem estreitos entre o parlamentar e Yvens Watila, irmão e empresário de Safadão. Durante a Operação Underhand, em julho de 2024, Watila foi encontrado no apartamento funcional do deputado em Brasília, e um veículo registrado no nome de sua empresa estava estacionado na vaga exclusiva de Mano em Fortaleza. Prints e áudios apontam que Watila atuava diretamente em articulações políticas e consultava o deputado sobre pesquisas e encaminhamentos eleitorais.
Outro nome que aparece nas investigações é Wellington Silva de Oliveira, popularmente conhecido como Edim, irmão de Safadão e prefeito afastado de Aracoiaba (CE). Mensagens interceptadas mostram assessores de Mano tratando sobre licenciamento de obras e liberação de recursos para Aracoiaba, com menção explícita à necessidade de ‘ajeitar um negócio pro rapaz’, indicando um suposto acerto informal para a liberação de verbas públicas.
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Organização criminosa e acusações graves
Na avalanche de acusações, a PF atribui a Júnior Mano a chefia de uma organização criminosa estruturada para desviar recursos públicos por meio de negociações de emendas, interferência na Caixa Econômica e até suposto “controle da imprensa”, envolvendo subornos a jornalistas.
O aliado Carlos Alberto Queiroz Pereira, o Bebeto do Choró, é apontado como operador financeiro do esquema, chegando a controlar empresas de fachada usadas para fraudes em licitações. Áudios e documentos sustentam a tese de que o grupo desviava até 12% dos valores das emendas parlamentares, secando os cofres das prefeituras em troca de apoio político e financeiro.
Sobram acusações, inclusive captação ilícita de votos, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e organização criminosa. Segundo a PF, o objetivo era garantir poder duradouro e fluxo constante de recursos para o grupo.
O que dizem os envolvidos: versão das defesas
A defesa de Júnior Mano negou veementemente as acusações, argumentando que não há provas objetivas de irregularidade, criticando o vazamento seletivo de informações em ano eleitoral. Wesley Safadão também se manifestou: o cantor alegou que os diálogos com Mano foram meros pedidos de patrocínio, algo rotineiro no mundo dos eventos, sem nenhuma relação com política ou articulações institucionais. Já o aliado Bebeto do Choró preferiu não comentar as estratégias de defesa, limitando-se à esfera judicial.
Os irmãos de Safadão não responderam aos pedidos de contato até a publicação desta notícia. O enredo permanece aberto, com expectativa de mais desdobramentos à medida que as autoridades avançarem nas apurações.
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A escalada do caso envolvendo o deputado Júnior Mano e a família de Wesley Safadão promete esquentar ainda mais o cenário político cearense em 2026. Entre patrocínios suspeitos, investigação federal e troca de favores políticos, a novela está longe do fim, com desdobramentos que podem impactar tanto o meio artístico quanto o destino de prefeituras estratégicas do estado.
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Perguntas frequentes
Quem é Júnior Mano e qual o seu papel na investigação?
Júnior Mano é deputado federal pelo PSB-CE e foi indiciado pela Polícia Federal por envolvimento em esquema suspeito envolvendo interesses pessoais e políticos ligados a Wesley Safadão.
Como Wesley Safadão está relacionado às investigações?
Safadão foi citado em denúncias após pedidos de patrocínio para eventos e contratos com prefeituras que podem ter ocultado propinas e favorecimentos eleitorais.
Quais tipos de crimes a Polícia Federal investiga nesse caso?
As acusações incluem organização criminosa, desvio de recursos públicos, captação ilícita de votos, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e suborno a jornalistas.
Que evidências sustentam as suspeitas contra o grupo investigado?
Foram apresentados áudios interceptados, mensagens trocadas, movimentações financeiras e a presença de operadores financeiros ligados a empresas de fachada.
Qual foi a reação dos envolvidos às acusações?
A defesa de Júnior Mano negou as irregularidades, Wesley Safadão afirmou que os contatos foram apenas pedidos comuns de patrocínio, e outros membros preferiram não comentar.