Polêmica: Vaga de R$ 1.800 gera críticas para Isa Scherer e Scherbi’s em 2025
em 16 de novembro de 2025 às 18:01A confeitaria Scherbi’s, comandada por Isa Scherer, campeã do “MasterChef Brasil 2021”, virou assunto em todas as redes nesta semana. O motivo? Uma vaga de auxiliar de cozinha com salário de R$ 1.800 acabou viralizando e levantou um verdadeiro debate sobre condições de trabalho e valorização salarial no setor gastronômico.
O print do anúncio circulou rápido: enquanto candidatos se interessavam pela oportunidade no delivery badalado da Barra Funda, em São Paulo, usuários do X e Instagram criticaram a extensa lista de exigências para a vaga e o salário, considerado baixo por parte da audiência. A postagem chegou a se tornar um dos assuntos mais comentados e forçou pronunciamento da chef e da própria empresa.
Se você acompanha o mercado de gastronomia ou não perde uma fofoca de famosos, vai querer saber todos os bastidores desse caso. Continue lendo e entenda quem está certo nessa disputa – e o que diz a lei.
O que você vai ler neste artigo:
Como surgiu a polêmica do salário na Scherbi’s
Tudo começou quando um print do anúncio de emprego da Scherbi’s começou a pipocar em grupos de WhatsApp e perfis de fofoca. No texto original, a vaga para auxiliar de cozinha exigia jornada das 14h às 22h, com expediente em finais de semana e feriados. A função envolvia preparar ingredientes, higienizar o ambiente e lavar utensílios. O regime era CLT, mas o salário chamou atenção: R$ 1.800 mensais.
A crítica pegou carona nos comentários: muitos acharam o valor baixo diante do que a vaga pedia. Detalhe: o print que viralizou não mostrava informações completas sobre benefícios, como vale-transporte e refeição. Isso acirrou ainda mais a discussão.
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Resposta da Scherbi’s e a visão de Isa Scherer
Diante da repercussão, a equipe da Scherbi’s tratou de esclarecer o caso. Em nota, afirmou que o anúncio estava incompleto e que todos os benefícios exigidos pela Convenção Coletiva vigente para bares, restaurantes e similares estavam, sim, garantidos: vale-transporte, vale-refeição, assistência odontológica e seguro de vida. A empresa ainda destacou que o salário acompanhava o piso salarial estipulado antes do reajuste anual de julho de 2025, previsto na Convenção 2025/2027.
Isa Scherer também se manifestou, detalhando que o custo de um funcionário CLT sai bem acima dos R$ 1.800 líquidos, considerando encargos como 13º, férias e FGTS. Segundo ela, o salário ofertado segue o padrão do setor, que sofre forte carga tributária e precisa cumprir regras rígidas. Isa explicou que o anúncio contou com consultoria especializada para alinhar-se à legislação e às exigências sindicais.
O papel da legislação trabalhista no caso
Pelas normas atuais para o setor de alimentação em São Paulo, o piso para auxiliares com benefícios parte de R$ 1.804 em 2025, podendo chegar a R$ 2.360 após o reajuste anual. Outras normas também valem: é obrigatório pagamento em dobro ou compensação por trabalho aos feriados e finais de semana, adicionais de hora extra e descanso semanal remunerado estão garantidos. Sobre gorjetas, a Convenção exige que a estimativa seja lançada em contracheque, mesmo se não repassada ao funcionário.
Após toda a repercussão, a polêmica trouxe à tona um debate necessário sobre remuneração, direitos de quem trabalha na cozinha e desafios de pequenos negócios em meio à alta da carga tributária do setor de gastronomia.
Produtos de luxo, salários e expectativa: por que o caso repercutiu
A Scherbi’s ganhou fama em menos de um ano por seus doces de luxo: cookies e brownies que chegam a custar até R$ 53 a unidade. Com linhas de doces com preços elevados, muitos internautas acharam que a remuneração dos funcionários deveria ser mais generosa. A expectativa é natural, já que marcas gourmetizadas costumam atrair clientes dispostos a pagar caro por experiências diferenciadas.
No entanto, os custos para manter uma operação regularizada em São Paulo não são baixos – e a chef fez questão de ressaltar como toda contratação exige verba extra para encargos. A discussão acabou destacando também o quanto o salário real para o trabalhador brasileiro ainda precisa avançar, especialmente em setores que se profissionalizam e se expandem com apoio de nomes famosos como Isa Scherer.
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Caso tenha curtido saber de todos os detalhes da polêmica envolvendo Isa Scherer e a vaga de R$ 1.800 na Scherbi’s, fique de olho por aqui. Essa história mostra como o setor de gastronomia pode virar palco de debates intensos quando o assunto é valorização profissional e transparência trabalhista.
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Perguntas frequentes
Quais benefícios são obrigatórios para auxiliar de cozinha segundo a Convenção Coletiva em São Paulo?
Os benefícios obrigatórios incluem vale-transporte, vale-refeição, assistência odontológica e seguro de vida, conforme a Convenção Coletiva vigente para bares e restaurantes.
Como é calculado o custo real de um funcionário CLT para o empregador?
Além do salário líquido, o custo inclui encargos trabalhistas como 13º salário, férias, FGTS e outros custos sociais previstos em lei, que podem aumentar significativamente o valor total.
O que a lei determina sobre o trabalho em feriados e finais de semana no setor gastronômico?
É obrigatório o pagamento em dobro ou a compensação do trabalho realizado em feriados e finais de semana, além da concessão de descanso semanal remunerado.
Por que o anúncio da vaga da Scherbi’s gerou controvérsia nas redes sociais?
A polêmica surgiu porque o salário divulgado de R$ 1.800 foi considerado baixo diante da carga de trabalho e exigências da função, além da falta inicial de informações sobre os benefícios.
Como o setor de gastronomia está lidando com a questão da valorização salarial?
Embora o setor tenha alto custo tributário e operacional, debates como o da Scherbi’s evidenciam a necessidade urgente de melhorar a remuneração e condições para trabalhadores da área.