Empresários pressionam Lula para ligar a Trump e tentar reverter tarifaço em 2025
em 12 de agosto de 2025 às 08:01O clima entre governo e empresários esquentou, e o motivo não poderia ser mais delicado: representantes do setor produtivo passaram a pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele finalmente pegue o telefone e converse direto com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. O grande objetivo? Tentar recuperar o diálogo e, quem sabe, derrubar o tarifaço que ameaça vidas e lucros brasileiros em 2025.
Após a negociação entre os dois países voltar para a estaca zero, especialmente depois do cancelamento de uma reunião-chave entre o ministro Fernando Haddad e o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, empresários dizem que já não há tempo para jogadas diplomáticas tímidas: o contato direto entre chefes de Estado pode ser o único caminho possível. A posição sensível de Lula, entre a imagem externa e pressões domésticas, virou prato cheio para bastidores e corredores de Brasília.
O que você vai ler neste artigo:
Disputa ganha novos capítulos após cancelamento de reunião crucial
A tensão veio à tona quando a tão aguardada conversa entre Fernando Haddad e Scott Bessent foi cancelada de última hora, lançando incertezas profundas sobre o futuro comercial do Brasil nos Estados Unidos. Empresários ouvidos nos bastidores afirmam enxergar o gesto como resposta a movimentos recentes do Planalto, especialmente as falas de Lula aprofundando laços com países do Brics e dificultando acordos sobre big techs e minerais críticos.
Nessa atmosfera de impasse, muitos ponderam que um simples telefonema pode destravar um novelo de problemas. Inclusive, circula entre os grupos de lobby que o próprio Trump já teria sinalizado abertura: “Se Lula ligar, ele atende”. O Planalto, entretanto, segue relutante – Lula já declarou que não pretende se humilhar. Na prática, a cada ruído diplomático, aumenta o nervosismo entre líderes de indústrias e exportadores.
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Governo tenta ações paliativas, mas setor privado quer solução direta
No meio deste fogo cruzado, o governo busca alternativas para conter estragos maiores. Cogita-se anunciar ainda hoje um plano de contingência focado nos setores mais prejudicados pelo tarifaço. Embora a iniciativa seja bem vista, pouca gente acredita que seja suficiente para compensar as perdas de um possível fechamento do mercado americano para produtos nacionais.
Papel de Alckmin e expectativas em torno de Lula
Internamente, empresários reconhecem certo esforço do vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, na tentativa de convencer Washington a flexibilizar as medidas. Contudo, a avaliação majoritária é de que só Lula e Trump, frente a frente – ou voz a voz –, têm poder para destravar o impasse, realinhar expectativas e garantir acesso a um dos maiores mercados do mundo.
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Enquanto as apostas e as fofocas se acumulam nos bastidores, o fato é que o setor privado pressiona como nunca. Sem iniciativas práticas do Palácio do Planalto, lideranças empresariais alertam que a falta de diálogo direto entre chefes de Estado só tende a aprofundar as turbulências.
A situação do tarifaço se tornou uma verdadeira novela em 2025, e as próximas cenas prometem ainda mais emoções. Não quer perder nenhum lance dessa trama que mistura política e negócios? Então se inscreva na nossa newsletter, receba as principais fofocas do momento e fique sempre por dentro das reviravoltas do alto escalão brasileiro.
Perguntas frequentes
O que é o tarifaço e como ele se aplica às exportações brasileiras?
O tarifaço é uma elevação de tarifas aduaneiras impostas pelos EUA sobre produtos do Brasil, que encarece nossas exportações e reduz a competitividade no mercado americano.
Por que a reunião entre Fernando Haddad e Scott Bessent foi cancelada de última hora?
Foi cancelada por divergências nas agendas em meio a tensões diplomáticas, especialmente após declarações de Lula sobre BRICS e regulamentação de big techs, que dificultaram o acordo prévio.
Quais medidas paliativas o governo estuda para minimizar os impactos do tarifaço?
Estudos incluem linhas de crédito emergenciais, subsídios setoriais e um plano de contingência para apoiar os setores mais vulneráveis, como agronegócio e manufatura.
Qual é o papel de Geraldo Alckmin nas negociações com os Estados Unidos?
Como vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alckmin atua como interlocutor diplomático, buscando mediar acordos e aliviar tensões até um possível contato direto entre Lula e Trump.
Quais os riscos caso Lula não estabeleça diálogo direto com Trump?
Sem contato de alto nível, cresce o risco de fechamento do mercado americano para produtos brasileiros, queda nas exportações e impactos econômicos significativos em setores-chave.