Sandrão entra na Justiça contra Prime Video e pede R$ 3 milhões após série Tremembé
em 19 de novembro de 2025 às 10:01A estreia da série Tremembé no Prime Video movimentou muito mais do que o catálogo do streaming. Sandra Regina Ruiz Gomes, a famosa Sandrão, decidiu levar a gigante da tecnologia aos tribunais nesta semana. O motivo? O uso da sua imagem na produção de true crime baseada em acontecimentos reais, que trouxe o caso de Sandrão de volta à tona e à boca do povo.
De acordo com documentos enviados à Justiça nesta segunda-feira, Sandrão não gostou nada da abordagem do Prime Video e exige uma indenização de R$ 3 milhões por danos morais, alegando que sua trajetória foi retratada de maneira distorcida e sensacionalista na minissérie. Esse valor, por sinal, supera dez vezes a quantia envolvida no crime pelo qual foi condenada em 2005. Para entender os bastidores dessa polêmica e as possíveis consequências jurídicas para o Prime Video, continue lendo.
O que você vai ler neste artigo:
Por que Sandrão moveu o processo contra Prime Video?
A defesa de Sandrão, revelando detalhes do processo, afirma que a série do streaming usou e abusou de licenças poéticas. Segundo o time jurídico, os roteiristas do Prime Video teriam optado por uma narrativa livre, mesclando fatos reais com elementos fictícios – o que, segundo eles, prejudicou a imagem da ex-presidiária.
Sandrão ficou conhecida nacionalmente pelo envolvimento no sequestro de um adolescente em 2005, crime que ganhou destaque na mídia na época. Inicialmente condenada a 27 anos de prisão, teve a pena reduzida para 24 anos, cumprindo parte dela em regime fechado no presídio de Tremembé, antes de conseguir progressão para o regime aberto em 2015.
O argumento central? Que sua participação no crime foi apresentada com sensacionalismo e distorções, impactando diretamente a reputação e a recuperação da imagem pública de Sandra após o período na prisão. Ainda segundo a defesa, o Prime Video não buscou autorização para utilizar seu nome e história de maneira detalhada na produção.
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A repercussão do caso e o silêncio da Amazon
Desde o lançamento de Tremembé, Sandrão voltou aos holofotes. Declarou-se insatisfeita com a série em entrevistas e passou a cobrar explicações públicas do Prime Video sobre como sua situação foi mostrada. Nas redes sociais, o público se dividiu entre quem defende o direito de Sandrão à privacidade e quem acredita que toda polêmica é combustível para aumentar ainda mais a popularidade da trama.
Até o momento, a Amazon — dona do Prime Video — optou pelo silêncio. Procurada por veículos de imprensa, a plataforma não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o processo ou sobre as acusações de uso indevido de imagem e possíveis distorções dos fatos. Especialistas em direito civil dizem que casos como esse costumam ganhar discussões longas nos tribunais, principalmente na hora de definir se houve ou não dano significativo à honra do retratado.
O que pode acontecer com o Prime Video e Sandrão?
No cenário jurídico, a ação de Sandrão pode abrir precedentes para outros personagens reais retratados em obras de true crime. Dependendo do desfecho, produtoras de conteúdo podem rever estratégias sobre como contar histórias baseadas em casos conhecidos sem esbarrar em acusações semelhantes.
Sandrão, por sua vez, busca com esse processo não só compensação financeira, mas também uma nova chance de controlar a narrativa sobre sua história. Nas palavras dos advogados, ela quer garantir o direito de não ser representada por terceiros sem seu consentimento e sem respeito aos fatos comprovados no processo judicial a que respondeu.
O caso está longe de um ponto final, mas já esquenta os bastidores do universo do streaming em 2025.
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Com a notícia da ação judicial envolvendo Sandrão e Prime Video após a repercussão de Tremembé, ficou claro que os desdobramentos desse embate prometem agitar não só o cenário das séries de true crime, mas também os bastidores do mundo jurídico e do entretenimento. Para quem curte acompanhar histórias reais que se misturam com a ficção, esse capítulo promete novos episódios — dentro e fora das telas.
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Perguntas frequentes
Como funciona o direito de imagem em produções audiovisuais?
O direito de imagem protege a representação de uma pessoa sem autorização, exigindo consentimento para uso comercial ou publicações que possam afetar sua honra.
O que caracteriza um dano moral em casos de retratação audiovisual?
Dano moral ocorre quando uma pessoa tem sua honra, imagem ou reputação prejudicadas por informações falsas ou distorcidas em produções que atinja seu bem-estar psicológico.
Quais são as possíveis consequências jurídicas para plataformas de streaming em casos assim?
Plataformas podem ser obrigadas a pagar indenizações, retratar correções ou até retirar conteúdo, além de rever políticas editoriais para evitar processos futuros.
Como as licenças poéticas são aplicadas em séries baseadas em fatos reais?
Licenças poéticas permitem adaptar acontecimentos para melhorar a narrativa, mas não podem distorcer fatos a ponto de prejudicar a imagem de indivíduos retratados.
O que é progressão de regime no sistema prisional brasileiro?
É o direito do condenado de cumprir parte da pena em regime menos rigoroso, como aberto ou semiaberto, conforme bom comportamento e critérios legais.