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Grandes grifes de luxo amargam queda em 2025: setor sente impacto das tarifas de Trump

Valquíria em 23 de julho de 2025 às 08:01

O mercado das marcas de moda de luxo atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos em 2025. A ofensiva tarifária imposta pelos Estados Unidos, sob influência direta das políticas do ex-presidente Donald Trump, gerou incerteza global, freando o consumo até dos clientes mais fiéis das grifes europeias. Nomes de peso como LVMH e Kering viram as vendas despencarem no segundo trimestre, levantando o alerta para o que pode ser uma crise duradoura no setor que movimenta mais de 400 bilhões de dólares no mundo todo.

Os investidores sentem, na pele, o temor de uma retração econômica prolongada. Afinal, estamos falando não só de cifras bilionárias, mas também de marcas que ditam tendências e influenciam mercados ao redor do planeta. A dúvida que paira é: será que o glamour do luxo resiste ao cenário global incerto? Continue lendo e entenda como esse panorama afeta todo o ecossistema da moda premium.

O impacto direto da guerra comercial nas grifes europeias

Desde o início da guerra comercial entre EUA e União Europeia, o mercado de luxo virou alvo fácil das novas tarifas. As investidas de Trump, prometendo taxas de até 30% sobre produtos importados da Europa, atingiram especialmente três gigantes: LVMH, Kering e Hermès. As companhias, conhecidas por fabricar peças icônicas na França e na Itália, agora enfrentam o dilema de repassar ou não esses custos extras ao consumidor.

No entanto, a experiência recente mostrou que aumentos de preços não são bem recebidos. Segundo especialistas do setor, as últimas rodadas de reajustes acabaram afastando os chamados consumidores “aspiracionais”, aqueles de classe média que sonham com uma peça de alto padrão. Segundo Caroline Reyl, diretora de marcas premium da Pictet Asset Management, “o nível de aumentos tem sido excessivo” e a estratégia pode estar complicando ainda mais o cenário de vendas.

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Resultados preocupantes: vendas e ações em queda livre

Os relatórios financeiros mais recentes não deixam espaço para dúvidas: a crise já impacta o caixa das maiores grifes de luxo. A divisão de moda e couro da LVMH, dona dos ícones Louis Vuitton e Dior, apontou uma retração de 6% nas vendas, configurando o quarto trimestre consecutivo de baixa. Já a Gucci, principal fonte de receitas da Kering, passa por reforma interna, mas ainda não conseguiu frear a queda, com previsão de recuo de quase 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

No placar das bolsas, as ações da LVMH acumulam recuo de quase 27% desde janeiro, enquanto a Kering perdeu 15% de valor de mercado. Hermès e Richemont, que miram um público ainda mais seleto, conseguiram driblar melhor a crise, mas também não escaparam da volatilidade: Hermès teve leve baixa de 0,9%, já Richemont avançou apenas 1,6% no período. O resultado? A LVMH, que já foi a empresa mais valiosa da Europa há poucos meses, agora cai para a quinta posição.

Setor de luxo repensa estratégias frente à crise

Diante desses números, o setor acendeu um alerta geral. Analistas do mercado financeiro, como os do UBS, já levantam dúvidas sobre a atratividade estrutural a longo prazo do segmento de luxo, principalmente diante da recusa crescente dos clientes em pagar cada vez mais caro. Para os grandes conglomerados, o desafio é repensar estratégias para não perder relevância e garantir que o sonho do consumo premium siga vivo – mesmo em tempos de crise global.

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O encolhimento das vendas das marcas de moda de luxo em 2025 mostra que nem mesmo o setor mais glamouroso está imune à instabilidade internacional. O próximo capítulo dessa história deve ser decidido nos bastidores das grifes, onde ajustes de preço e novas estratégias serão essenciais para retomar o fôlego e, quem sabe, reconquistar os clientes perdidos. Se você gostou dessa análise recheada de bastidores do mundo do luxo, aproveite para se inscrever em nossa newsletter e não perder nenhuma novidade quente do universo das celebridades e das grandes marcas.

Perguntas frequentes

Quais empresas de luxo foram mais impactadas pelo aumento de tarifas?

LVMH, Kering e Hermès foram as mais afetadas pelas tarifas de até 30% impostas pelos EUA sobre produtos importados da Europa.

Como o reajuste de preços afeta o consumidor aspiracional?

Os aumentos afastam consumidores de classe média que sonham com uma peça de alta qualidade, reduzindo o volume de vendas das grifes.

Por que Hermès e Richemont sofreram menos volatilidade?

Elas atendem um público ainda mais seleto, com produtos de edição limitada, o que atenua o impacto das oscilações macroeconômicas.

Que estratégias as grifes podem adotar para driblar a crise?

Diversificar mercados, oferecer linhas mais acessíveis e investir em experiência digital são opções para manter o apelo das marcas.

Qual é o papel dos investidores na recuperação do setor de luxo?

Investidores que apostarem em ajustes de preço transparentes e inovação de produto podem impulsionar a retomada do crescimento.

Valquíria

Cheia de charme e dona de uma língua afiada, Valquíria é aquela figura que ilumina qualquer roda de conversa com seu carisma e opinião sincera. Fã de novela das oito, reality show e um bom look estampado, ela comenta tudo com humor e estilo. Se tem fofoca no ar, pode apostar que Valquíria já sabe, e com todos os detalhes!

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