Nikolas Ferreira acusa Janja de praticar “silêncio seletivo” em defesa das mulheres
em 30 de março de 2026 às 10:01Política e polêmica na mesma frase: o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou suas redes sociais neste domingo para acusar Janja Lula da Silva, primeira-dama do país, de manter um “silêncio seletivo” quando o tema é a defesa das mulheres. O vídeo, que já repercute bastante entre deputados e apoiadores, colocou mais lenha na fogueira da relação do Congresso com o Palácio do Planalto, acirrando o debate entre bolsonaristas e governistas.
Para sustentar sua crítica, Nikolas citou o caso de Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, investigado por importunação sexual e demitido em setembro de 2024. O deputado detonou: “Se ele fosse ministro do Bolsonaro, você ficaria em silêncio?” — uma cutucada direta à postura pública de Janja em temas femininos ligados ao governo Lula. A primeira-dama, por sua vez, se tornou alvo de apoiadores do parlamentar nas redes, que repercutiram a acusação de “escolher a dedo” quais causas femininas apoiar.
O que você vai ler neste artigo:
Nikolas ressalta demissão de ministras e clima tenso no governo Lula
O clima esquentou ainda mais quando Nikolas apontou uma suposta preferência do presidente Lula pelo Centrão. Segundo ele, três ministras mulheres perderam seus cargos para dar espaço a políticos desse grupo, o que, nas palavras do deputado, seria um retrocesso no compromisso com a equidade de gênero. Ele citou as ex-ministras Nísia Gonçalves (Saúde) e Cida Gonçalves (Mulheres), ambas demitidas em 2025.
Nísia, por exemplo, fez questão de expor o que chamou de “campanha sistemática e misógina” para desvalorizar sua atuação, enquanto Cida frisou que sua saída não se deu por incompetência, rixa ou assédio. O depoimento das ministras ecoou entre apoiadores do governo e desafetos, trazendo à tona a complexa relação entre gênero e política em Brasília.
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Pauta da misoginia acirra embate: entenda o projeto da discórdia
No cerne desse embate está o projeto de lei, relatado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que criminaliza a misoginia. O texto propõe penas rigorosas — e até mesmo imprescritibilidade — para crimes de ódio ou aversão a mulheres. Se aprovado pela Câmara e sancionado pelo presidente, atos motivados por misoginia terão tratamento similar ao racismo nas esferas penal e civil.
Janja reage e se posiciona publicamente
Janja, em resposta a Nikolas, não ficou para trás: afirmou em um vídeo que grupos de homens, ou até deputados específicos, estariam espalhando fake news sobre o projeto. Segundo a primeira-dama, a prioridade deve ser a proteção de mulheres, já que “enquanto muitos disseminam mentiras, mulheres continuam morrendo no país”. Fez ainda um apelo direto à Câmara para que o projeto seja finalmente aprovado e transformado em lei.
Vale destacar que o texto define misoginia como todo comportamento de ódio ou desprezo ao sexo feminino, seja em forma de injúria, discriminação ou violência. Penalidades vão de 1 a 5 anos de prisão, podendo dobrar em casos de violência doméstica e familiar.
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A disputa de narrativas está aberta — e a sociedade segue acompanhando, atenta, cada vez que política e defesa das mulheres se cruzam.
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Perguntas frequentes
Quem é Nikolas Ferreira e qual é a sua posição na política?
Nikolas Ferreira é deputado federal pelo PL-MG, conhecido por embates políticos e posicionamentos polêmicos nas redes sociais.
O que é o projeto que criminaliza a misoginia no Brasil?
É um projeto de lei que propõe penas rigorosas para crimes motivados por ódio ou aversão às mulheres, com tratamento similar ao racismo.
Qual foi a reação de Janja à acusação de Nikolas Ferreira?
Janja respondeu afirmando que fake news são disseminadas para desacreditar o projeto e ressaltou a necessidade urgente de proteção às mulheres.
Por que ex-ministras foram demitidas no governo Lula, segundo Nikolas?
Nikolas alega que as demissões ocorreram para ceder espaço a políticos do Centrão, o que ele vê como retrocesso para a equidade de gênero.
Quais as penalidades previstas no projeto contra a misoginia?
O projeto prevê de 1 a 5 anos de prisão, podendo dobrar em casos de violência doméstica e familiar motivada por misoginia.