Ministro da Venezuela acusa complô internacional e exige libertação de Maduro em discurso na ONU
em 23 de fevereiro de 2026 às 19:13O clima esquentou em Genebra nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026. Em um discurso carregado de críticas e apelos, o chanceler venezuelano Yván Gil subiu à tribuna do Conselho de Direitos Humanos da ONU e não poupou palavras: denunciou uma campanha sistemática internacional contra a Venezuela, classificando as ações como uma verdadeira operação política disfarçada de debate jurídico. Gil ainda surpreendeu ao exigir, diante do mundo, a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, ressaltando que ambos estariam sob custódia dos Estados Unidos desde o início do ano.
O pronunciamento movimentou o ambiente diplomático da ONU, elevando a tensão entre Caracas e Washington, além de jogar luz sobre a situação delicada dos direitos humanos no país sul-americano. Se você quer entender por que esse caso está dando o que falar nos bastidores da diplomacia global, siga na leitura dos detalhes explosivos deste novo capítulo venezuelano.
O que você vai ler neste artigo:
Chanceler venezuelano lamenta perseguição global e cobra respostas contundentes
Durante a sua fala no Conselho de Direitos Humanos, Yván Gil não economizou críticas. O ministro condenou publicamente o que chamou de preconceito, criminalização e xenofobia crescentes contra os venezuelanos migrantes, fenômeno que, em sua visão, seria fruto direto dessa suposta campanha internacional contra o país. Segundo ele, a pressão resultou em restrições financeiras, bloqueios e impactos dolorosos na vida cotidiana da população.
Gil também bateu na tecla das medidas coercitivas unilaterais, estas impostas, segundo o governo venezuelano, de forma injusta e com graves consequências sociais e econômicas. Para o chanceler, tais sanções não só ferem a soberania nacional, mas também ameaçam direitos fundamentais, como a saúde e a alimentação — temas que a própria ONU, afirma, já advertiu em relatório recente.
Crise política alcança outro patamar com apelo pela libertação de Maduro
Talvez o trecho mais dramático do discurso tenha sido o pedido veemente para que os Estados Unidos liberem Maduro e Cilia Flores. Gil descreveu o episódio como um “sequestro”, o que reacende antigas rivalidades e multiplica as especulações nos corredores diplomáticos. Essa demanda virou o centro das atenções, trazendo ainda mais holofotes para o impasse entre Caracas e Washington.
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Novo momento: anistia, reconciliação e tentativa de diálogo com a ONU
Em meio aos embates internacionais, o governo interino da Venezuela anunciou a soltura de 379 pessoas, seguindo a nova Lei de Anistia aprovada no país. O projeto visa beneficiar aqueles processados por crimes políticos desde a posse de Hugo Chávez até janeiro de 2026, em uma tentativa de aquecer o diálogo nacional e harmonizar as tensões internas — ao menos no discurso oficial.
Esse movimento de abertura coincide com conversas recentes sobre a possível reabertura do escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos em Caracas. Representantes das Nações Unidas, expulsos do país em 2024, sinalizam progresso nas negociações para retomar o monitoramento da situação, elemento vital para o futuro do debate sobre direitos humanos em território venezuelano.
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A notícia do pronunciamento de Yván Gil na ONU coloca novamente a Venezuela no centro do noticiário internacional. O jogo diplomático segue quente, com pressões, denúncias e tentativas de negociação ocupando o palco global. Fique atento, pois os próximos episódios prometem redefinir os rumos da crise venezuelana e o papel do país diante das principais potências.
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Perguntas frequentes
Qual foi a principal denúncia feita pelo chanceler venezuelano na ONU?
Ele denunciou uma campanha sistemática internacional contra a Venezuela, classificando-a como uma operação política disfarçada de debate jurídico.
Quais foram os impactos das medidas coercitivas unilaterais segundo o governo venezuelano?
Segundo o governo, essas medidas causam danos sociais e econômicos, ferem a soberania nacional e ameaçam direitos fundamentais, como saúde e alimentação.
O que o chanceler venezuelano pediu aos Estados Unidos durante seu discurso?
Ele exigiu a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, afirmando que estariam sob custódia dos EUA.
Qual foi a iniciativa do governo venezuelano para tentar a reconciliação interna?
Foi aprovada uma nova Lei de Anistia que prevê a soltura de 379 pessoas processadas por crimes políticos para promover diálogo nacional.
Como está a relação entre a Venezuela e o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos?
Há negociações para reabrir o escritório do Alto Comissariado em Caracas, que havia sido expulso em 2024, visando retomar o monitoramento da situação dos direitos humanos.