Exportações de erva-mate na Argentina explodem em 2025 puxadas pelo sucesso de Messi
em 6 de novembro de 2025 às 15:22O ano de 2025 entrou para história das exportações argentinas de erva-mate, com números que batem todos os recordes já vistos até aqui. Segundo o Instituto Nacional da Erva-Mate (INYM), até setembro o país já acumulou mais de 42 milhões de quilos exportados, superando facilmente os índices dos anos anteriores. E a previsão do setor é de que cheguem a impressionantes 50 milhões de quilos até o fim do ano, marca até então impensável para esse segmento tradicionalmente marcado por oscilações.
A movimentação que agita o mercado fica ainda mais interessante pela influência de dois nomes que estão mexendo com o orgulho argentino: Lionel Messi, astro do futebol mundial, e as políticas econômicas libertárias do presidente Javier Milei. Quer entender como o futebol e a economia estão misturando o mate argentino ao roteiro das maiores exportações do país? Siga a leitura e descubra todos os detalhes por trás dos bastidores desse fenômeno inesperado.
O que você vai ler neste artigo:
Messi e celebridades impulsionam o consumo global da erva-mate
De uns anos para cá, a erva-mate deixou de ser exclusiva das rodas dos pampas ou dos chimarrões de domingo em família. Com Lionel Messi brilhando nos campos da Flórida e em eventos internacionais, a bebida ganhou status cult, invadindo a rotina de celebridades e esportistas. Segundo executivos do setor, jogadores renomados, artistas de Hollywood e influenciadores têm exibido seus mates pelas redes sociais e estádios, sem nem mesmo receber cachês pelo merchandising.
O resultado? Um boom de interesse principalmente nos Estados Unidos, onde a presença de Messi acelerou a penetração da bebida, tornando a Flórida um dos novos polos importadores do produto. E não para por aí: supermercados e mercearias em países como França, Itália e China já disputam seus lugares nas prateleiras com marcas famosas argentinas como Taraguí e Playadito, vendidas a preços que variam de 5 a 7 euros o pacote de meio quilo.
Leia também: Cristiano Ronaldo surpreende ao elogiar Donald Trump em entrevista reveladora
Leia também: Santos enfrenta Palmeiras com novidades na escalação e Neymar fora do clássico
Desregulamentação: efeito dominó nos preços e exportações
Outro ingrediente essencial dessa escalada de exportações é a recente desregulamentação do setor, impulsionada pelo governo Milei. Agora, o preço da folha verde e do produto processado deixou de ser tabelado oficialmente e passou a ser determinado pelo livre mercado. Para os exportadores, isso trouxe vantagens: queda de até 25% nos custos da matéria-prima, o que ampliou a competitividade internacional da erva-mate argentina mesmo com a volatilidade do câmbio.
Empresas de todos os portes, desde grandes grupos sírios como Kabour até cooperativas regionais e novas exportadoras dos pampas, aproveitaram o momento para ganhar mercados. Marcas que antes atuavam apenas localmente, como Las Marías e Playadito, agora estão entre as principais no ranking de envios internacionais. Parte do segredo está na oferta cada vez maior de produtos embalados prontos para o consumidor final, tendência que pegou forte no varejo europeu.
Desafios enfrentados pelos pequenos produtores
Apesar do cenário positivo para exportação de erva-mate, a desregulamentação também acendeu um alerta para os pequenos produtores. Muitos enfrentam dificuldades devido ao preço da folha verde ter caído abaixo do recomendado pelo INYM, ameaçando a sustentabilidade de diversas famílias que vivem do cultivo tradicional. As entidades representativas já pressionam por medidas de proteção e ajustes na política econômica para garantir que o sucesso internacional da erva-mate beneficie toda a cadeia produtiva.
Olhares voltados para mercados gigantes: China e Índia no radar
De olho em horizontes ainda mais vastos, o setor mira os mercados asiáticos. Recentemente, autoridades e empresários argentinos anunciaram esforços para expandir as exportações da erva-mate para a Índia, país com mais de 1 bilhão de consumidores potenciais. Embora o objetivo inicial seja modesto — conquistar 100 mil novos consumidores — o impacto pode ser enorme para o segmento. Experiências recentes na China já mostraram que há interesse, e uma presença consolidada nesses países pode revolucionar o faturamento do setor nos próximos anos.
Leia também: Haaland pode bater marca histórica de 350 gols e superar Messi em 2025
Se você gostou de acompanhar essa história cheia de reviravoltas e novidades, fique ligado nas próximas notícias do mercado de erva-mate argentino — afinal, essa onda promete render muitos capítulos. Aproveite para assinar nossa newsletter e receber em primeira mão os bastidores mais quentes da economia e das celebridades que estão movimentando o mercado internacional!
Perguntas frequentes
Quais os principais países importadores da erva-mate argentina em 2025?
Os principais países importadores incluem Estados Unidos, França, Itália e China, com uma crescente presença na Índia prevista para os próximos anos.
Como a desregulamentação do setor afetou os preços da erva-mate argentina?
A desregulamentação eliminou a tabela oficial de preços, permitindo que o livre mercado reduzisse em até 25% o custo da matéria-prima, tornando o produto mais competitivo internacionalmente.
Quais desafios os pequenos produtores de erva-mate enfrentam com o novo cenário de mercado?
Muitos pequenos produtores enfrentam dificuldades devido à queda dos preços abaixo do recomendado, ameaçando a sustentabilidade econômica das famílias que vivem do cultivo tradicional.
Por que a presença de Lionel Messi impulsiona o consumo global da erva-mate?
Messi, por sua visibilidade internacional e influência, populariza o consumo da erva-mate ao aparecer publicamente com a bebida, ajudando a alavancar seu status em mercados como os Estados Unidos.
Quais marcas argentinas de erva-mate ganharam destaque no mercado internacional recentemente?
Marcas como Taraguí, Playadito e Las Marías se destacam atualmente entre as principais exportadoras e são vendidas em diversos países a preços competitivos.