Lula provoca EUA e questiona ataques ao Irã: “Cadê as armas químicas de Saddam?”
em 21 de março de 2026 às 16:40O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poupou palavras ao comentar os recentes ataques dos Estados Unidos ao Irã. Durante sua participação em um encontro da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com nações africanas, Lula fez duras críticas à atuação do governo americano e ressaltou um tom de desconfiança, relembrando o controverso episódio das supostas armas químicas do regime de Saddam Hussein no Iraque. A fala do líder brasileiro rapidamente repercutiu e movimentou os bastidores da política internacional.
O discurso inflamado não passou despercebido entre os chefes de Estado presentes, e Lula reforçou seu compromisso com a diplomacia e a necessidade de resgatar o papel ativo da Organização das Nações Unidas na busca por soluções pacíficas. Quem acompanha os movimentos internacionais sabe: sempre que o presidente abre o jogo, a conversa esquenta. Continue a leitura para entender os principais recados e bastidores desse momento que agitou o cenário geopolítico.
O que você vai ler neste artigo:
Lula desafia narrativa dos EUA sobre o Irã
Diante de líderes latino-americanos e africanos, Lula foi contundente ao comparar a justificativa do ataque americano ao Irã com o episódio das armas de destruição em massa no Iraque. Ele ironizou a busca por provas, questionando: “Cadê as armas químicas do Saddam Hussein? Alguém achou?” A provocação ecoou forte, especialmente entre os países que historicamente denunciam intervenções militares sem respaldo internacional.
A crítica de Lula faz referência à invasão do Iraque em 2003, quando os EUA, sob alegação de que Saddam Hussein mantinha um arsenal de armas proibidas, desencadearam um longo conflito. Até hoje, nunca se comprovou a existência dessas armas. O presidente brasileiro ainda aproveitou para reforçar que, ao contrário do que é alegado, o Irã já havia aceitado limitar seu programa nuclear em negociações mediadas por Brasil e Turquia em 2010 — acordo que, segundo ele, foi ignorado por americanos e europeus, levando a sanções ainda mais duras.
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Críticas ao Conselho de Segurança da ONU e à postura ocidental
Lula também atacou a passividade do Conselho de Segurança da ONU. Na análise do presidente, os membros permanentes estariam justamente promovendo — e não evitando — novos conflitos pelo mundo. Com bom humor, mas sem deixar de lado críticas profundas, ele questionou quem autorizou, de fato, as invasões e as recorrentes violações da soberania dos países em desenvolvimento.
Segundo Lula, está mais do que na hora de renovar a composição do órgão, garantindo espaço para América Latina e África. Ele destacou ainda que, enquanto trilhões são gastos em guerras, milhões seguem vivendo na pobreza extrema, sem acesso ao básico, como comida, energia ou educação. “Gastar tanto em destruição enquanto pessoas passam fome é o maior exemplo de prioridades desequilibradas do nosso tempo”, disparou.
Apoio ao multilateralismo e recusa da lógica de guerra
Acenando para o futuro, Lula reafirmou o compromisso brasileiro com o multilateralismo e a construção de pontes diplomáticas. Segundo ele, a única “guerra” que merece ser travada é contra a fome e a miséria. O presidente aproveitou ainda para cutucar interesses externos sobre os chamados “minerais críticos” latino-americanos e africanos, defendendo que esses recursos sirvam para o desenvolvimento dos próprios países — e não para abastecer interesses estrangeiros.
Nas palavras de Lula, só haverá justiça internacional quando as nações menores tiverem voz ativa na tomada de decisões globais. No encerramento do evento, Lula fez questão de dizer que não deseja guerra com ninguém, reafirmando sua aposta no diálogo e na diplomacia: “O que eu quero é argumentar, é construir narrativas. Porque somente com narrativas vamos construir um mundo melhor para nossos filhos e netos”.
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O caso Lula vs EUA promete render muito pano pra manga nos próximos dias. Quem acompanha a política internacional já percebeu: quando o tema é guerra, diplomacia e soberania, Lula não foge do debate e sempre traz aquela pitada de provocação à mesa. Se você curte acompanhar os bastidores da política e as falas polêmicas, continue de olho!
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Perguntas frequentes
Qual foi a principal crítica de Lula aos EUA durante o encontro da Celac?
Lula criticou a justificativa dos EUA para atacar o Irã, comparando-a ao episódio das armas químicas que nunca foram encontradas no Iraque.
O que Lula sugeriu sobre a composição do Conselho de Segurança da ONU?
Lula defendeu a renovação do Conselho de Segurança para incluir representantes da América Latina e da África, dando voz a esses países na política global.
Como Lula vê o papel do Brasil na política internacional segundo o discurso?
Lula reafirmou o compromisso do Brasil com o multilateralismo e a diplomacia como caminhos para soluções pacíficas e justiça internacional.
Qual é a crítica de Lula em relação aos gastos militares mundiais?
Ele criticou o gasto alto com guerras enquanto milhões vivem em pobreza extrema, defendendo que essas prioridades estão desequilibradas.
O que Lula disse sobre os recursos minerais da América Latina e da África?
Lula afirmou que esses minerais devem servir para o desenvolvimento interno dos países e não para interesses estrangeiros.