Lula aposta em pesquisa para turbinar exportação e consumo de alimentos em 2026
em 24 de abril de 2026 às 16:43Lula surpreendeu ao defender com força a expansão do consumo interno e das exportações de alimentos brasileiros na abertura da feira Brasil na Mesa, realizada na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). O presidente não só ligou os avanços da pesquisa agropecuária à conquista de novos mercados como também destacou a importância de diversificar a produção do país para atender grandes blocos econômicos, como União Europeia e Mercosul. E tem mais: para Lula, chegou a hora de fazer frutas e comidas típicas de diferentes regiões circularem mais intensamente dentro do próprio Brasil.
No evento, Lula foi além dos discursos convencionais e colocou o dedo na ferida: o Brasil precisa ofertar produtos de maior valor agregado para entrar pesado em mercados exigentes. E ainda alertou sobre a necessidade de fortalecer o consumo interno para evitar que parte dessa riqueza fique restrita a poucas mãos. Quer detalhes de tudo o que rolou? Então, continue com a gente e veja os bastidores dessa movimentação do governo federal.
O que você vai ler neste artigo:
Embrapa e pesquisa: a nova aposta do governo para o campo
A Embrapa voltou ao centro dos holofotes ao ser colocada por Lula como peça-chave da transformação do Brasil em gigante exportador de alimentos. O presidente garantiu que o investimento em pesquisa será prioridade para qualificar a produção brasileira. Ele lembrou que acordos com a União Europeia e o Mercosul abrem portas para cerca de 750 milhões de consumidores e um volume de negócios estimado em US$ 22 trilhões. Mas, para disputar esse mercado, o Brasil precisa de tecnologia e inovação no campo.
Lula percorreu os estandes da feira, conversando diretamente com pequenos produtores, indígenas e representantes de cooperativas. Também ouviu relatos sobre a importância da pesquisa no aumento da renda rural e o impacto da ciência para resolver desafios práticos do setor. Vale destacar o envolvimento do governo com iniciativas voltadas à agricultura familiar, fortalecendo tanto a economia local quanto a exportação de alimentos diferenciados.
Diversificação e presença internacional aumentam
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, aproveitou a oportunidade para apresentar os resultados das pesquisas em frutas típicas brasileiras, como açaí, pitaya e baunilha. No chamado Pomar da Ciência, Lula acompanhou de perto as adaptações das culturas ao Cerrado, região estratégica para a produção agropecuária. A ideia do presidente é garantir que produtos nativos circulem pelo Brasil inteiro, tornando alimentos de regiões específicas acessíveis para todos.
Símbolo desse novo momento, a Embrapa está expandindo sua atuação internacional, com escritórios na Europa, Estados Unidos, África e a caminho da Ásia. O objetivo é mostrar a força da ciência nacional e abrir caminho para a transferência de tecnologia a outros países, especialmente africanos, fortalecendo os laços por meio de parcerias entre universidades e centros de pesquisa.
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Economia: o impacto do investimento no agro
Durante a feira, a Embrapa apresentou dados impressionantes: a cada real investido em suas pesquisas, R$ 27 retornam para a sociedade, representando 16% do PIB agrícola do país. Isso significa que a inovação está diretamente ligada ao crescimento econômico, avaliando desde o pequeno produtor até o grande exportador.
Agricultura familiar e papel estratégico do Brasil
A feira também deixou claro o papel da agricultura familiar, impulsionada por programas como o Mais Alimentos, que já garantiu bilhões em produção de frutas e estimulou a diversificação da alimentação. Autoridades como a ministra Fernanda Machiaveli e o ministro André de Paula reforçaram que o Brasil, hoje, abastece bilhões de pratos no mundo, consolidando sua imagem de potência exportadora sem abrir mão das raízes e da produção diversificada.
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Em suma, o governo Lula está articulando um novo ciclo para a agropecuária brasileira, alternando pesquisa, inovação e abertura comercial. O protagonismo do país cresce, não apenas nos acordos internacionais, mas também na valorização dos alimentos brasileiros dentro e fora das fronteiras nacionais.
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Perguntas frequentes
Por que Lula considera a pesquisa agropecuária vital para o Brasil?
Porque a pesquisa apoia a inovação e tecnologia no campo, essenciais para qualificar a produção e ampliar a presença do Brasil em mercados internacionais.
Como a diversificação da produção pode beneficiar a economia brasileira?
Diversificar permite ao país oferecer produtos de maior valor agregado e típicos de diversas regiões, ampliando a oferta interna e as exportações.
Qual o papel da Embrapa na estratégia do governo para o agronegócio?
A Embrapa é a base das pesquisas que transformam o Brasil em um gigante exportador, além de promover a adaptação das culturas nativas e a inovação tecnológica.
Como o investimento em pesquisa impacta o PIB agrícola do Brasil?
Cada real investido na pesquisa da Embrapa retorna 27 reais para a sociedade, representando 16% do PIB agrícola, fomentando tanto pequenos produtores quanto grandes exportadores.
De que forma a agricultura familiar está inserida nesse novo ciclo do agronegócio?
A agricultura familiar é fortalecida por programas como o Mais Alimentos, que estimula a produção diversificada e contribui para a economia local e exportação.