Lula aposta em Índia e Coreia do Sul para virar o jogo comercial do Brasil em 2026
em 15 de fevereiro de 2026 às 09:01O presidente Lula está com as malas prontas para dois destinos estratégicos: Índia e Coreia do Sul, numa investida ousada para diminuir a dependência do Brasil em relação à China. A visita às potências asiáticas acontece poucos meses após seu último tour internacional, e já movimenta bastidores do Planalto. A busca agora é clara: diversificar as parcerias comerciais e garantir que o Brasil não fique refém das exportações para Pequim, em um cenário global de disputas cada vez mais acirradas.
Segundo fontes do governo, a viagem não poderia acontecer em melhor momento. O Brasil entende que o pêndulo da economia mundial está cada vez mais localizado na Ásia, e não quer perder o bonde das oportunidades. Lula, ciente do contexto geopolítico de 2026 com pressão dos Estados Unidos e reorganização de blocos econômicos, busca mostrar autonomia ao ampliar relações, inclusive em áreas de tecnologia, defesa e minerais críticos. Se quiser saber todos os detalhes desse roteiro internacional e o que está em jogo para os brasileiros, continue lendo.
O que você vai ler neste artigo:
Indústria, IA e minerais críticos entram na pauta com a Índia
A primeira parada de Lula é a Índia, onde o foco estará em firmar negócios em inteligência artificial, minerais essenciais e parcerias industriais. O país, com seus impressionantes 1,4 bilhão de habitantes e uma classe média crescente, representa um mercado promissor e de peso global, sendo estratégico para os próximos anos.
Fontes diplomáticas revelam que tanto a regulação das novas tecnologias quanto o comércio bilateral devem avançar. Já estão na mesa acordos em cinco eixos: defesa, segurança alimentar, transição energética, digitalização e alianças industriais. O presidente vai cumprir uma agenda intensa, participando de debates sobre o impacto da IA e de uma visita de Estado que promete consolidar o Brasil como parceiro preferencial dos indianos.
Alinhamento diplomático e chance de negócios bilionários
Outro destaque importante: Índia e Brasil compartilham posições parecidas sobre a necessidade de reformular a governança global, com conversas importantes sobre o papel dos dois países na ONU e outros fóruns multilaterais. Paralelo à visita presidencial, já está agendado um fórum empresarial inédito entre os países, com mais de 250 participantes confirmados e olhares voltados para acordos bilionários em setores como farmacêutico, aeronáutico e mineração.
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Coreia do Sul mira tecnologia, carnes e abertura de mercado
A segunda escala de Lula será na Coreia do Sul, principal potência em tecnologia da região, e vista pelo Brasil como um parceiro fundamental para a reindustrialização nacional. O grande desafio aqui é abrir o mercado sul-coreano — ainda bastante restrito — para a carne brasileira, uma das bandeiras da comitiva.
Além disso, há negociações avançando nas áreas de semicondutores, indústrias emergentes e troca de know-how para fortalecer a indústria brasileira. O movimento ainda busca responder às tarifas elevadas do governo Trump sobre produtos latino-americanos, forçando o Brasil a olhar para o Leste com ainda mais atenção.
De olho em reduzir supremacia chinesa
Não faltam motivos para puxar o freio na dependência da China: em 2025, quase um terço das exportações do Brasil foi para o gigante asiático. Agora, tanto o Itamaraty quanto especialistas de mercado entendem que apostar em parceiros alternativos pode trazer maior estabilidade, novos investimentos e melhores oportunidades para produtores nacionais.
No saldo comercial, o potencial de crescimento com Índia e Coreia do Sul ainda é enorme. Apenas com a Índia, o Brasil fechou em 2025 um déficit de 1,5 bilhão de dólares, mostrando que há espaço para avançar em equilíbrio e trocas mais vantajosas.
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Lula mostra, mais uma vez, disposição em redefinir fronteiras comerciais e reforçar a posição internacional do Brasil. A expectativa é que esses movimentos tragam resultados concretos, dos acordos tecnológicos à expansão da indústria e abertura de mercados inéditos para o agro brasileiro.
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Perguntas frequentes
Por que Lula está visitando Índia e Coreia do Sul?
Para diversificar as parcerias comerciais do Brasil e reduzir a dependência econômica da China.
Quais setores fazem parte da pauta de negociações na Índia?
Indústria, inteligência artificial, minerais críticos, defesa, segurança alimentar, transição energética e digitalização.
Qual a importância da Coreia do Sul para o Brasil na atual agenda internacional?
A Coreia do Sul é vista como parceira fundamental para a reindustrialização e abertura do mercado para carnes brasileiras.
Como o Brasil espera se beneficiar ao reduzir a dependência da China?
Conquistando maior estabilidade econômica, novos investimentos e oportunidades mais vantajosas para exportadores brasileiros.
Que ações diplomáticas Índia e Brasil têm em comum além do comércio?
Ambos buscam reformular a governança global e aumentar sua influência em organismos multilaterais como a ONU.