Lula encerra rumores sobre moeda dos BRICS e defende uso de moedas locais em 2026
em 7 de abril de 2026 às 08:58Lula bateu o martelo: nada de moeda comum entre os BRICS. Durante entrevista recente à India Today TV, o presidente do Brasil deixou claro que a tal “moeda única” do bloco não está na pauta. Mas, enquanto isso, os bastidores econômicos fervilham com uma revolução silenciosa – as principais economias emergentes buscam outras formas de negociar sem depender do dólar. Se você quer entender como o xadrez monetário global está mudando enquanto todos olham para as manchetes, siga na leitura.
Lula afastou de vez as especulações e reafirmou o posicionamento do Brasil durante a cúpula dos BRICS, em 2025, no Rio. O tema é estratégico: muita coisa mudou nos bastidores das relações comerciais internacionais, e a ideia agora é diversificar sem uma ruptura brusca. Venha conferir como o Brasil e seus parceiros estão redesenhando as trocas internacionais e o motivo disso impactar até a cotação do real.
O que você vai ler neste artigo:
Por que Lula descartou a moeda dos BRICS?
Em tempos de economia global instável, crescem os palpites sobre iniciativas para livrar os países emergentes das amarras do dólar. Porém, Lula resolveu colocar as cartas na mesa: segundo ele, não há qualquer projeto sólido para criar uma moeda dos BRICS. Esse anúncio pegou até diplomatas de surpresa e reforçou a posição pragmática do governo brasileiro diante do bloco formado por China, Índia, Rússia, África do Sul e Brasil.
Lula enfatizou alguns pontos importantes nesta decisão:
- Ausência total de projeto concreto para uma moeda única;
- Negativa de uma cruzada “anti-dólar” – o foco é ampliar as alternativas;
- Transparência na política externa – tudo foi dito em rede internacional e confirmado entre os líderes do BRICS;
- Transição cautelosa sugerida para reformas monetárias, evitando mudanças bruscas no cenário internacional.
A estratégia, segundo Lula e autoridades brasileiras, é garantir mais liberdade nas negociações financeiras e dar autonomia para que cada país defina suas próprias parcerias e moedas de uso.
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Negócios usando moedas locais: os BRICS já colocaram a ideia em prática?
Apesar da rejeição de uma moeda única, membros do BRICS já estão mudando o jogo nos bastidores. O uso crescente de moedas locais está revolucionando os acordos: Rússia e China, por exemplo, hoje realizam quase 100% das transações comerciais entre eles em rublos e yuans. No caso de Brasil e China, desde 2023, cerca de US$ 100 bilhões em negócios anuais começaram a ser pagos com real e yuan, sem passar pelo dólar.
Essas iniciativas ganharam força com o apoio de instituições do bloco. Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, destacou a prioridade absoluta para operações em moedas locais, visando um sistema financeiro internacional mais equilibrado. Outra novidade é o projeto “BRICS Unit”, que pretende criar um instrumento digital de liquidação baseado em blockchain, combinando garantias em ouro e moedas dos países-membros. Assim, as transações ganham mais independência de sistemas dominados pelo Ocidente, como a SWIFT.
Quais as limitações desse novo caminho?
Mesmo com esse avanço, há entraves. Especialistas indianos alertam que o dólar ainda tem função estabilizadora e que a liquidez das moedas emergentes é bem menor. O cenário é de prudência: os BRICS optam por ajustes graduais, limitando-se a fortalecer sistemas paralelos e evitar choques repentinos. Os dados comprovam: a fatia do dólar nas reservas globais caiu de 70% para 59% nos últimos vinte anos, mas não há substituto claro à vista. O bloco busca, na prática, diversificar sem desafiar o sistema de forma direta.
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O movimento do Brasil ficou entre a sensatez e o cuidado, e o recado é claro para o mercado: liberdade para negociar em moedas locais sim, mas moeda comum só se for no longo prazo – se é que vai sair do papel um dia.
Diante dessa reconfiguração das relações comerciais entre os principais emergentes, fica evidente que o Brasil, sob liderança de Lula, prefere atuar nos bastidores, apostando em reformas pontuais e progressivas. Se você curte estar sempre atualizado sobre temas quentes da política, economia e dos bastidores do poder, cadastre-se em nossa newsletter e seja o primeiro a saber de todas as novas fofocas do alto escalão!
Perguntas frequentes
Qual a posição de Lula sobre a moeda única dos BRICS?
Lula descartou a criação de uma moeda única para os BRICS, afirmando que não há projetos concretos nesse sentido.
Como os BRICS estão negociando sem dólar atualmente?
Os BRICS têm aumentado o uso de moedas locais nas transações, como rublos, yuans e reais, para reduzir a dependência do dólar.
Qual é o papel do Novo Banco de Desenvolvimento nas transações dos BRICS?
O Novo Banco foca em operações usando moedas locais para promover um sistema financeiro mais equilibrado entre os países do bloco.
O que é o projeto ‘BRICS Unit’?
Um instrumento digital baseado em blockchain que usará ouro e moedas dos BRICS para facilitar transações independentemente dos sistemas ocidentais.
Quais são as limitações do uso crescente de moedas locais entre os BRICS?
Limitações incluem menor liquidez das moedas emergentes e o dólar ainda ser visto como estabilizador no mercado global.