Janja corre risco de depor na Justiça por viagens bancadas pelo governo em 2025
em 4 de setembro de 2025 às 19:01A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, encontra-se no centro de uma verdadeira tempestade judicial. O motivo? Viagens internacionais pagas com dinheiro público. O vereador Guilherme Kilter, de Curitiba (PR), apresentou um requerimento na Justiça Federal para que Janja seja intimada a depor e justifique a utilização dos recursos do Executivo Federal em deslocamentos ao exterior. Esse pedido coloca ainda mais holofotes sobre os gastos e o papel protocolar da esposa do presidente Lula em ações que dividem opiniões.
A ação, que tramita atualmente na 9ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal, questiona diretamente a legitimidade do uso do dinheiro público para financiar essas viagens. Se a causa for julgada procedente, Janja pode ser obrigada a ressarcir o valor aos cofres públicos e ainda pode repercutir negativamente sobre a imagem do governo no cenário nacional.
Continue lendo para entender os detalhes desse imbróglio que promete sacudir os bastidores de Brasília e revelar como a primeira-dama vem utilizando a máquina pública a seu favor.
O que você vai ler neste artigo:
Por dentro do processo: Questionamentos sobre as viagens de Janja
Nesta ação popular, os autores Guilherme Kilter e o advogado Jeffrey Chiquini da Costa pedem a anulação dos atos administrativos que autorizaram o gasto com as passagens de Janja. O argumento central é que a primeira-dama não tem cargo público formal, portanto não deveria ser contemplada com verbas para despesas oficiais. O burburinho ganhou força após a revelação do valor gasto: segundo dados do Painel de Viagens do Executivo, só em passagens de voos comerciais, Janja já teria consumido cerca de R$ 237 mil desde que Lula reassumiu a presidência.
Vale lembrar que este valor nem sequer inclui deslocamentos feitos em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) ou despesas relacionadas à equipe que acompanha Janja em suas agendas internacionais. Entre integrantes do cerimonial, assessores, fotógrafos e ajudantes de ordens, a entourage da primeira-dama ultrapassa dez pessoas, elevando as cifras de gastos públicos com as viagens.
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Viagens compradas de última hora e impacto nos cofres públicos
O levantamento dos autores da ação revela ainda um detalhe curioso: a esmagadora maioria das passagens aéreas de Janja e sua equipe foi adquirida em cima da hora, com menos de 15 dias de antecedência. Das 144 viagens comerciais realizadas, 140 foram compradas a toque de caixa, o que naturalmente encarece os bilhetes e, claro, pesa mais no bolso do contribuinte. Em nenhuma das viagens o bilhete foi comprado com mais de nove dias de antecedência, reforçando a tese de falta de planejamento e controle rigoroso sobre os gastos.
Para Guilherme Kilter, a conduta de Janja se assemelha à de uma servidora pública investida de funções oficiais: “Ela gasta como se fosse agente pública. Se não ocupa cargo, não pode abrir mão dos princípios de legalidade e moralidade administrativa. É preciso explicar, perante a Justiça e a sociedade, por que tamanha estrutura estatal está à disposição da primeira-dama”, dispara o vereador.
A reação do Palácio e os próximos capítulos
Até o momento, tanto a assessoria pessoal de Janja quanto o setor de comunicação do governo federal preferiram o silêncio. O espaço está aberto para manifestação, mas o pedido de Kilter joga luz sobre um tema sensível: a linha tênue entre o papel simbólico da primeira-dama e o eventual uso indevido da estrutura oficial do governo.
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O desenrolar desse processo pode criar novos parâmetros para o acompanhamento dos gastos públicos com familiares de chefes do Executivo, não apenas em 2025, mas para futuras gestões. Enquanto isso, o julgamento público já começou e o caso promete balançar ainda mais os bastidores políticos em Brasília.
O episódio envolvendo Janja e as viagens sob suspeita de favorecimento mostra como os gastos e privilégios no alto escalão ainda são alvo de polêmica no cenário brasileiro. Até onde vai o papel institucional da primeira-dama? Esse debate está longe de terminar e, conforme a Justiça avança, a expectativa é de que mais detalhes venham à tona, impactando diretamente a condução política do ano. Quer ficar por dentro de todas as reviravoltas, bastidores e segredos desse e de outros casos de bastidores? Então não deixe de se inscrever em nossa newsletter exclusiva para receber fofocas fresquinhas direto no seu e-mail!
Perguntas frequentes
Quem é Rosângela “Janja” da Silva?
Rosângela da Silva, conhecida como Janja, é socióloga e primeira-dama do Brasil, casada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Quanto já foi gasto em viagens internacionais da primeira-dama?
Segundo o Painel de Viagens do Executivo, Janja consumiu cerca de R$ 237 mil em passagens comerciais desde a posse de Lula, sem contar voos da FAB e custos de equipe.
Por que as passagens foram compradas de última hora?
Das 144 viagens comerciais registradas, 140 foram adquiridas com menos de 15 dias de antecedência, elevando custos e sugerindo falta de planejamento.
O que pode acontecer se a ação for julgada procedente?
Janja pode ser obrigada a ressarcir os cofres públicos pelos gastos e o caso pode gerar repercussão negativa à imagem do governo.
O que é uma ação popular na Justiça Federal?
É um instrumento jurídico que permite a qualquer cidadão questionar atos administrativos que afrontem patrimônio público, moralidade ou princípios constitucionais.